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Crime contra o património de todos denuncia incapacidade de gestão da cousa pública

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Mais um incêndio deflagrou no edifício dos pavilhões do Parque D. Carlos I, nas Caldas da Rainha. O edifício emblemático do apogeu da arquitetura de Berquó do século XIX, que nunca foi terminado, resiste perante a ameaça de abandono total e de insistência de vandalismo, na cara das entidades que o gerem e ninguém parece realmente se importar.
Mariana Calaça Baptista

Mais um incêndio deflagrou no edifício dos pavilhões do Parque D. Carlos I, nas Caldas da Rainha. O edifício emblemático do apogeu da arquitetura de Berquó do século XIX, que nunca foi terminado, resiste perante a ameaça de abandono total e de insistência de vandalismo, na cara das entidades que o gerem e ninguém parece realmente se importar.

A inércia perante a catástrofe, o vandalismo e o laxismo com que as entidades gestoras deste património têm vindo a agir, perante mais um incêndio capaz de destruir um dos maiores símbolos arquitetónicos do município das Caldas da Rainha, é sinónimo da falta de capacidade provada para gerir a cousa pública.

Não se trata de saber de quem é a obrigação para selar todos os acessos ao interior do edifício. Está provado que o edifício tem sido vandalizado, que está ocupado e que as autoridades sabem que tem sido habitado. Resta saber se perante este facto, é mais conveniente deixar arder um dos poucos símbolos identitários da nossa cultura termal, único na arquitetura mundial, face aos interesses imobiliários, e se a inoperância vai ditar o fim de uma história com mais de um século de existência.

É fundamental que haja uma iniciativa de responsabilização criminal desta falta de preservação e salvaguarda da integridade deste edifício. A solução é urgente e já foi apontada inúmeras vezes ao longo dos últimos anos, por imensos especialistas e julgo não ser preciso refletir muito mais sobre o assunto para chegar à conclusão de que parece ser mais conveniente que o edifício faleça, a de facto serem selados todos os acessos do piso térreo com paredes de tijolo.

Trata-se de uma solução que já foi apontada por colegas arquitetos há vários anos, por diversas vezes, embora recentemente essa necessidade se tenha tornado imprescindível, pelo facto de que o edifício se encontra devoluto e sem manutenção.

A quem interessa que os Pavilhões do Parque se tornem uma ruina ou colapsem definitivamente? Quem está a ser conivente e cúmplice desta inoperância? Qual é o custo de selar todos os acessos do piso térreo de forma definitiva, face a garantia de segurança do edifício?

É urgente a preservação deste património e é urgente responsabilizar os culpados por esta negligência.

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