Q

Previsão do tempo

16° C
  • Wednesday 21° C
  • Thursday 22° C
  • Friday 26° C
17° C
  • Wednesday 22° C
  • Thursday 23° C
  • Friday 27° C
18° C
  • Wednesday 24° C
  • Thursday 25° C
  • Friday 31° C
Programa Nuclear do Irão

A UE não deve ceder nos Direitos Humanos por causa da ameaça nuclear

EXCLUSIVO

ASSINE JÁ
Em 25 de março, Hossein Amir-Abdollahian, o Ministro das Relações Exteriores do Irão e Josep Borrell, o líder da política externa da União Europeia (UE) discutiram a importância de continuar as negociações e visitas para remover as sanções nucleares sobre o Irã. Borrell reiterou que finalizar as negociações nucleares é prioritário para a UE e destacou a necessidade de suspender tais sanções.

Programa Nuclear do Irão

Em 25 de março, Hossein Amir-Abdollahian, o Ministro das Relações Exteriores do Irão e Josep Borrell, o líder da política externa da União Europeia (UE) discutiram a importância de continuar as negociações e visitas para remover as sanções nucleares sobre o Irã. Borrell reiterou que finalizar as negociações nucleares é prioritário para a UE e destacou a necessidade de suspender tais sanções.

O programa nuclear do Irão tem sido uma fonte de tensão internacional por décadas. Apesar do acordo nuclear de 2015 ter tido como objectivo conter as actividades de enriquecimento do Irão, o seu colapso em 2018 reacendeu as preocupações internacionais. Sabedores disto os líderes do regime iraniano estão a aproveitar estes receios para conseguirem o levantamento das sanções europeias e continuarem a reprimir impunemente o seu povo em violações cada vez mais graves e frequentes da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

A UE não pode tolerar nem um Irão com armas nucleares nem um regime que sistematicamente reprime o seu povo e se constitui como um agente de desestabilização regional e global. Um Irão nuclear iria desencadear uma corrida armamentista regional e dar acesso aos seus aliados regionais na Palestina (Hamas), no Líbano (Hezbollah) e Iemen (Houthis) a este tipo de armamento.

Este texto é um Protesto Formal ao Parlamento Europeu e exprime uma profunda preocupação com o avanço do programa nuclear do Irão. A falta de transparência e o progresso significativo no enriquecimento de urânio representam uma séria ameaça à segurança global e instamos o Parlamento Europeu a assumir um papel proactivo na revitalização do acordo e no fortalecimento de suas provisões:

1. O Irão deve conceder acesso irrestrito aos inspectores da AIEA para verificar o cumprimento dos acordos de salvaguardas.

2. A UE deve considerar impor sanções adicionais ao Irão se este continuar a violar as normas de não proliferação nuclear.

3. A UE deve trabalhar com os EUA e outros parceiros internacionais para iniciar negociações sérias com o Irão, visando uma solução abrangente e que não esqueça mas antes incorpore o respeito pelos Direitos Humanos e pelas liberdades fundamentais no Irão.

Acreditamos que a diplomacia ainda é a melhor possibilidade de evitar um Irão com armas nucleares e que continua a tiranizar o seu próprio povo. A comunidade internacional, sob a liderança da UE, deve agir de forma rápida e decisiva para abordar este problema crítico.

É importante salientar que o levantamento das sanções não pode ser considerado enquanto o regime iraniano persistir em:

1. O histórico de violações dos direitos humanos no Irão é grave e está particularmente bem documentado. A comunidade internacional não pode fechar os olhos para a brutalidade do regime contra seus cidadãos.

2. O apoio do Irão ao terrorismo internacional, bem como com o financiamento do Hezbollah, Hamas e dos Houthis, representa uma séria ameaça à paz, liberadade de circulação nos mares e à segurança internacionais.

Qualquer acordo da UE com o Irão deve levar também em consideração estas questões cruciais. O regime iraniano tem que demonstrar um compromisso genuíno com a paz, a democracia e o respeito pelos direitos humanos antes que a comunidade internacional possa considerar o alívio das sanções.

(0)
Comentários
.

0 Comentários

Deixe um comentário

Artigos Relacionados

­A juventude Z vai formosa e não segura

Bela e airosa, mas cheia de dúvidas e receios — referindo-nos àquela juventude mais privilegiada, nascida entre 1990 e 2000 (chamada geração Z, sucedeu à geração Y ou millenial, que sucedeu à geração X, que sucedeu à dos chamados baby  boomers…), filha da burguesia delirante, não à outra, a menos ou nada privilegiada, que abandona o secundário e se faz à vida logo que a CPCJ deixa de andar em cima. Mas hoje a ansiedade e a insegurança dessa juventude Z, que negoceia e finta as projecções dos pais-helicóptero, são do tamanho do mundo ao alcance de um voo low cost. Ter perdido a espontaneidade de brincar na rua e ser levada de carro pelos progenitores, da creche à faculdade, também não ajuda à autonomia e à autoconfiança.

francisco martins da silva

Oeste e agora?

Estamos em 2024 e temos um novo governo. Um novo partido guia as opções futuras do país. Naturalmente, serão de esperar mudanças em várias áreas sensíveis, nomeadamente na saúde. Neste contexto cremos que uma decisão deve ser revista por quem agora dirige, no que à...