Q

Previsão do tempo

11° C
  • Friday 13° C
  • Saturday 14° C
  • Sunday 15° C
11° C
  • Friday 13° C
  • Saturday 14° C
  • Sunday 16° C
11° C
  • Friday 13° C
  • Saturday 14° C
  • Sunday 17° C

“O novo hospital não deve ser usado como arma política”

EXCLUSIVO

ASSINE JÁ
Estão a ser usadas para combate político umas declarações do líder do meu partido, Dr. Luís Montenegro sobre o Hospital do Oeste, embora estas tenham sido retiradas do contexto e proferidas há um mês.

Estão a ser usadas para combate político umas declarações do líder do meu partido, Dr. Luís Montenegro sobre o Hospital do Oeste, embora estas tenham sido retiradas do contexto e proferidas há um mês.

Já tive a oportunidade de lhe transmitir a discordância e desconforto em conversa sobre o assunto. Quando houver oportunidade estou certo que esclarecerá a matéria em questão para que não restem dúvidas.

Ao que pude perceber e sem divulgar conversas particulares, o líder do PSD perante anúncio consumado e efetuado pelo Ministro da Saúde da localização do novo hospital limitou-se, nesse sentido a transmitir que seria fundamental e essencial para o oeste que este fosse construído com celeridade.

Mas vejamos os factos:

O anúncio da localização do hospital do Oeste foi política e nunca substanciada em decisão administrativa pelo que me é dado a conhecer, eventualmente por violar o PROT-OVT.

Assim, o que resta será necessariamente ter de ser reavaliado todo o processo de tipologia, dimensão e escolha da localização. Ou seja, estudar o assunto com todas as variáveis e sem condicionantes impostas por agendas estranhas ao processo.

Estou à vontade nesta matéria porque são públicas as minhas posições sobre o Hospital do Oeste e as diligências que tenho tido na Assembleia da República.

Mas não posso deixar de comentar algumas tentativas patéticas de criar um fato político à volta do assunto dignas de um espetáculo de circo.

Se até aqui tenho tido contenção nas palavras julgo que para bem da verdade tenho de falar de tudo.

Quero recuar a 2021 quando o VM entrou para a Câmara Municipal e foi reunir com a então ministra da saúde e saíram da reunião com uma mão cheia de nada. Lembro que à entrada para essa reunião o VM “rasgou” ou rompeu com um documento aprovado em Assembleia Municipal no mandato anterior e aprovado por unanimidade de todos os partidos (nessa altura também com o CDS, BE e PCP) redigido pelo então membro da Assembleia Municipal pelo PS, o Prof. Manuel Nunes. Documento esse que representava o esforço de uniao de todas as forças políticas das Caldas da Rainha.

Mais tarde, e perante a falta de resposta do então “novo” ministro da saúde para receber em audiência o Presidente da Câmara Municipal, tive a oportunidade de indignado questionar por escrito esta falta de respeito pelo representante dos caldenses, que veio a resultar na marcação imediata da referida audiência.

Quando o atual ministro da saúde veio às Caldas da Rainha anunciar a sua decisão para a nova localização do Hospital do Oeste, o que eu esperava do presidente da câmara municipal das Caldas da Rainha seria muito mais do que soube que se passou na dita reunião, resignação e até alguma passividade, e não me ouviram contestar publicamente.

Quando propus em reunião de Câmara em julho para que tivéssemos uma ação mais musculada e forte em Lisboa para marcar a nossa posição, o Sr. Presidente da Câmara respondeu-me que não se revia nessa forma de estar e de luta, e não me ouviram contestar publicamente.

Quando o Sr. Presidente da Câmara Municipal na semana do terrível anúncio foi de férias e deixou o barco a deriva e voltou um dia antes de uma manifestação na cidade, ( lembro que nesses dias o ministro da saúde tentou contatar o Presidente da Camara mas sem sucesso, e tendo falado com o Vice Presidente que entre outras coisas terá dito “então,  ligue segunda-feira porque o Sr. Presidente de Camara está de férias” (este relato foi feito pelo próprio em reunião de Comissão da Assembleia Municipal), e não me ouviram contestar publicamente.

Quando propus que a Câmara Municipal não recebesse nenhum membro do governo naquela ação de propaganda no distrito de Leiria que foi o conselho de ministros descentralizado, propus ainda uma manifestação em Leiria junto do conselho de ministros, o Sr. Presidente da Câmara respondeu-me que não se revia nessa forma de estar e de luta, e não me ouviram contestar publicamente.

Quando propus que o Sr. Presidente da Câmara municipal se recusasse a sentar a mesa com o membro do governo do ministério da saúde para negociar as transferências de competências na área da saúde e o Sr. Presidente retorquiu que não se identificava com essa forma de estar e de luta, não me ouviram contestar publicamente.

Quando o Presidente da Câmara Vitor Marques propôs que se fizesse uma manifestação a um sábado em Lisboa e embora tenha discordado do dia da semana e da falta eficácia por esse motivo, não me ouviram contestar publicamente, antes pelo contrário estive na primeira linha da mobilização e da manifestação propriamente dita.

Nunca me viram a divulgar as declarações do líder da bancada do VM, Dr. António Curado quando defendeu “a implosão dos edifícios do hospital e a criação de um espaço verde a montante do hospital termal” e que relativamente à localização a zona de A-da-Gorda fica a meio caminho “para mim essa é a localização, com nó ferroviário….”

Quando o bastonário dos médicos ao lado do Dr. António curado proferiu declarações idênticas as do líder do PSD não vi qualquer repúdio por parte do VM e não me ouviram contestar publicamente essa falta de repúdio.

E não me viram contestar publicamente, apenas por uma razão objetivo em nome da unidade suprapartidária numa plataforma de defesa intransigente dos caldenses.

Ora, qual o meu espanto quando o VM (já com novo presidente da associação, recorrendo ao Vitor Marques para ser o presidente dessa Associação em virtude da saída da anterior presidente) apresenta na assembleia municipal uma moção de repúdio  pelas declarações do líder do PSD, mas não vi anteriormente nenhuma moção de repúdio  ao ministro da saúde nem ao primeiro ministro pela decisão que tomaram de retirar o hospital das Caldas da Rainha.

Isto indicia claramente má fé e tentativa de criar um facto político, diria até que uma atitude escondida atrás de uma qualquer agenda política estalinista de alguns membros do VM.

Aconselho vivamente, que se deixem de divisionismos, que respeitem a história democrática caldense a sua salutar convivência e se portem como Homens e Mulheres de coluna vertebral pelo bem das Caldas da Rainha e dos Caldenses.

Lutar pelas Caldas é sentir os caldenses, não é procurar motivos para atacar este ou aquele por interesse particular.

Não aceito lições de moral de falsos moralistas e de novos cristãos da saúde nas Caldas da Rainha.

Pelas Caldas e pelos Caldenses tenham juízo e concentrem-se a fazer algo pelas Caldas da Rainha.

Bem hajam aqueles que cedo perceberam que ter coragem não significa tentar espezinhar os outros, mas sim saber tomar decisões convictamente.

Humildemente assim vos transmito a minha opinião deste processo onde termino com a noção de que não passou de uma tentativa falhada de fazer baixa política (curioso é vir de um movimento que se diz contra a política instalada).

Hugo Oliveira

Vereador da Câmara Municipal das Caldas da Rainha

(0)
Comentários
.

0 Comentários

Deixe um comentário

Últimas

Artigos Relacionados

Parque Urbano das Águas Santas: Um grito de cidadania

Enquanto munícipe, sinto-me na obrigação de denunciar a triste situação em que se encontra o parque urbano das Águas Santas. Este espaço, que deveria ser um refúgio de paz e lazer para todos, está entregue ao abandono e ao descuido. O parque foi construído com financiamento da União Europeia como parte da resposta à pandemia de Covid-19, o que torna a situação ainda mais revoltante. Quero expressar a minha indignação perante as autoridades responsáveis e chamar a atenção para a necessidade urgente de ações efetivas.

Caça ao voto dos professores

O investimento de Portugal na Educação está 14% abaixo da média dos países da OCDE, potenciando desinteresse pela profissão e falta de professores.

francisco martins da silva