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Obras no valor de 2,2 milhões de euros

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Misericórdia vai ser ampliada para dar mais respostas sociais “São 83 anos de funcionamento com um balanço positivo”, considera Lalanda Ribeiro, provedor da Santa Casa da Misericórdia das Caldas da Rainha. Apesar de não ser um número “que diga muito às pessoas”, o aniversário não deixou de ser assinalado, de forma simples, com portas abertas […]
Obras no valor de 2,2 milhões de euros

Misericórdia vai ser ampliada para dar mais respostas sociais “São 83 anos de funcionamento com um balanço positivo”, considera Lalanda Ribeiro, provedor da Santa Casa da Misericórdia das Caldas da Rainha. Apesar de não ser um número “que diga muito às pessoas”, o aniversário não deixou de ser assinalado, de forma simples, com portas abertas da instituição para quem quisesse visitá-la, tendo exposta uma mostra de trabalhos feitos por utentes com materiais recicláveis. Um jantar reuniu os funcionários e direcção numa unidade hoteleira da cidade, mas cada um pagou a sua refeição. “Os tempos são de crise e a instituição não tem dinheiros para estar a pagar às pessoas, infelizmente”, indica o provedor. Este responsável adianta que “nós que estamos na direcção em regime de voluntariado, temos algum trabalho na manutenção desta casa, que já tem 110 pessoas aqui a trabalhar, e tem sido prestada assistência a muita gente, as jovens que aqui estiveram têm saído com a vida orientada”. A Misericórdia tem diversas valências: Lar, Centro de Acolhimento Temporário, Jardim de Infância, Lar de Infância e Juventude, Apoio Domiciliário, Casa de Repouso e o Ponto de Ajuda. São 67 idosos no lar, mais 18 na casa de repouso, 75 crianças no jardim, 15 crianças no centro de acolhimento temporário e 15 raparigas adolescentes no lar de infância e juventude, algumas das quais até com mais de 18 anos, que manifestaram interesse em continuar ali a viver, por estarem a estudar e quererem concluir os cursos. É prestada assistência a 56 pessoas no apoio domiciliário. O contrato local de desenvolvimento social Ponto de Ajuda não tem um número fixo de utentes. Até ao final de 2010 já tinha sido consultado por 2500 pessoas e está a prestar assistência noutros concelhos. “Vamos dentro de pouco tempo iniciar obras de ampliação, para dar melhores condições de instalação a 17 idosos, às jovens que estão no internato, às crianças no centro temporário e para os serviços de lavandaria prestarem serviço de auxílio a pessoas fora da Santa Casa”, revela Lalanda Ribeiro. “São 2,2 milhões de euros de obra, com fundos europeus equivalentes a 50 por cento do valor. Por isso precisamos da colaboração das pessoas, que nesta época de crise não se esqueçam das instituições de solidariedade social, para quem possamos continuar a colaborar com aqueles que mais necessitam”, manifesta o provedor, que espera possa vir a arrancar com a obra ainda este ano. Com uma lista de espera bastante grande, com centenas de pessoas à procura de uma oportunidade para entrarem no lar, algumas chegam a estar anos até conseguirem entrar. A falta de lotação do lar, que é o maior do concelho, deve-se ao facto de a população estar a envelhecer, o que leva a que os lares que abrem, pertencentes a instituições sem fins lucrativos, fiquem logo cheios à partida. O responsável considera que “não podemos esticar a capacidade por falta de espaço físico e por acharmos que se recebermos mais idosos deixa de haver tratamento personalizado”. Para entrar, “o modo normal é os idosos com mais de 65 anos inscreverem-se ou serem encaminhados pela Segurança Social, serviços sociais da Câmara ou Juntas de Freguesia, por terem dificuldades, e aí o processo é avaliado”. “Quando são os familiares a inscrevê-los, tentamos a ver a vontade da pessoa em entrar, não queremos aqui pessoas contrariadas”, adianta Lalanda Ribeiro, garantindo que “não aceitamos dinheiro para as pessoas entrarem”. “Somos o lar com mensalidades mais baixas. Ficamos com 70% da reforma dos idosos, que têm pensões mínimas. 30% é para o idoso, desse é retirada uma verba para fraldas e medicamentos. Mensalmente são entregues 40 euros ao idoso. O resto fica no depósito em nome do utente. A comparticipação do Estado não chega para comportar os gastos”, sublinha, fazendo notar que há lares privados que “estão a cobrar 700 euros ou mais”. Francisco Gomes

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