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Livros estão mais caros

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Manuais e material escolar pesa no orçamento familiar A pouco mais de um mês do início do novo ano escolar, a venda dos livros já começou para muitos dos pais que, aproveitando o IRS e ou o subsídio de férias e querendo evitar as grandes fileiras junto aos balcões, começaram a comprar os livros. De […]
Livros estão mais caros

Manuais e material escolar pesa no orçamento familiar A pouco mais de um mês do início do novo ano escolar, a venda dos livros já começou para muitos dos pais que, aproveitando o IRS e ou o subsídio de férias e querendo evitar as grandes fileiras junto aos balcões, começaram a comprar os livros. De acordo com o Jornal de Notícias, os livros estão mais caros 4,5%, mas em contrapartida outros materiais escolares mantêm os preços em relação ao ano passado. Esta é a altura de os encarregados de educação começarem a dedicar uma parte substancial do subsídio de férias numa despesa que, anualmente, faz desequilibrar o orçamento familiar. Apesar de o clima ainda ser de férias, a procura por material escolar já começou para muitos. A Papelaria Pitau, um dos estabelecimentos das Caldas da Rainha mais procurado para os manuais escolares já começou a entrega dos livros a 31 de Julho. “Como os pais são mesmo obrigados a comprar os livros, a crise tem que passar ao lado, mas aqueles pais que conseguem os livros usados, respiram de alívio porque, na verdade, os manuais estão muito caros”, disse, Sónia Sousa, funcionária há cerca de 12 anos da Pitau. Habituada aos lamentos dos encarregados de educação, esta jovem referiu, em declarações ao JORNAL DAS CALDAS que “são os funcionários que entregam os livros que ouvem as reclamações das pessoas em relação aos preços”. A própria considera que os manuais são caros mas “o que podemos fazer?”, questionou, alegando que as editoras estão a cobrar mais e as papelarias também têm que aumentar os preços. A título de exemplo, a funcionária explicou que os livros do 7º ano são os mais dispendiosos podendo o preço chegar aos 300 euros. “O preço é diferente para cada Escola porque são os Agrupamentos ou Estabelecimentos de ensino que escolhem os seus manuais, mas o preço no fim acaba por ser muito identifico variando entre os 250 a 300 euros”, revelou, acrescentando que três dos livros do sétimo ano de escolaridade são depois utilizados no 8º, 9º e 10º ano. Os livros do primeiro ciclo já ultrapassam os 50 euros e do quinto ano o preço varia entre os 165 euros e os 173 euros. Para o 11º e o 12º anos, cada livro pode custar entre trinta e cinco a mais de quarenta euros, sendo que a quantidade de livros depende da área escolhida pelo aluno. Segundo Sónia Sousa, há cursos e áreas onde os alunos não necessitam de qualquer manual. “Depende da área que o aluno escolheu e das disciplinas que tem”, disse. A livraria Pitau que se dedica à comercialização de material e livros escolares, desde 1987 é uma das papelarias das Caldas da Rainha que mais encomendas recebe de manuais escolares. Neste momento conta com 2 lojas em pontos estratégicos da cidade e tem resistido aos transtornos que esta actividade provoca, e enfrenta o desafio com grande profissionalismo. “Nesta livraria, as vendas dos manuais escolares são feitos por encomendas porque muitas das editoras não aceitam devoluções”, sustentou. Segundo a funcionária o processo todo até a entrega dos livros aos encarregados de educação é trabalhoso. “Temos que arranjar as listas de todas as escolas e depois temos que fazer a encomenda consoante os pedidos”, explicou, acrescentando que na passada semana receberam 5 toneladas de livros. “Tivemos que organizar todos os livros por ano, disciplina e título”, explicou. Este ano, e ainda segundo esta funcionária os pedidos estão a decorrer dentro da normalidade e não se prevêem atrasos como aconteceu no ano passado. Esta Papelaria chega a receber pedidos de livros escolares de pessoas que moram noutras cidades. “Muitas pessoas que estão aqui a passar férias fazem-nos a encomenda, ainda a semana passada recebemos um pedido de Alenquer e de uma família que vive nos Açores”, revelou. Se as vendas on-line provocaram uma quebra no negócio das livrarias, Sónia Sousa é de opinião de que “não”. Isto porque “há quem experimente uma vez, mas geralmente não gostam da maneira como as coisas correm. Primeiro, porque têm de pagar portes, e depois se há algum problema ou engano com um livro não têm onde reclamar”. Para esta funcionária o atendimento personalizado continua a ser o preferido dos encarregados de educação. “Muitas as vezes deixam-nos a lista do material escolar necessário e depois passam cá para levantá-lo”, referiu, Sónia Sousa. Para facilitar a entrega dos livros e evitar as filas, a Papelaria Pitau aumentou até o final de Setembro o horário de funcionamento. Estão abertos de segunda a sábado das 9h00 às 20h00, sem interrupção para o almoço com o objectivo de proporcionar mais qualidade de atendimento à população. Quanto ao restante material escolar necessário, esta responsável refere que muitos pais optam por primeiro comprar os livros e depois o material necessário. “Se os livros já pesam no orçamento familiar então o material ainda vai dificultar a situação”, alega, Sónia Sousa. De acordo com o novo diploma que rege a acção social escolar publicado este mês – e que permitirá, segundo o Governo, que o número de alunos apoiados tenha o maior aumento de sempre e atinja os 711 mil -, as famílias mais carenciadas (as que pertencem ao escalão A) têm direito a entre 100 e 140 euros para a compra de manuais (conforme o ano de escolaridade) e a entre 11 e 12,50 euros para comprar material escolar. Quem está no escalão B tem direito a cerca de metade. Marlene Sousa

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