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Antigos alunos da Escola Industrial e Comercial de Caldas da Rainha voltam a encontrar-se

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O 17º Encontro dos Antigos Alunos da Escola Industrial e Comercial de Caldas da Rainha realiza-se no dia 8 de Maio. A concentração será às 10h30, junto ao Museu José Malhoa, onde haverá uma visita. Depois, pelas 13h, o almoço decorrerá no Restaurante “A Lareira”, no Alto do Nobre – Estrada da Foz). Ao fim […]
Antigos alunos da Escola Industrial e Comercial de Caldas da Rainha voltam a encontrar-se

O 17º Encontro dos Antigos Alunos da Escola Industrial e Comercial de Caldas da Rainha realiza-se no dia 8 de Maio. A concentração será às 10h30, junto ao Museu José Malhoa, onde haverá uma visita. Depois, pelas 13h, o almoço decorrerá no Restaurante “A Lareira”, no Alto do Nobre – Estrada da Foz). Ao fim da tarde será servido um lanche. Pretende-se com este encontro “reunir todos aqueles que ao longo dos anos estudaram ou trabalharam nesta instituição, nela deixaram a sua marca e por ela foram influenciados”, refere a comissão organizadora, composta por José Ventura, Luísa Pimenta, Vítor Silva, Manuel Vasconcelos e Fernanda Amaro. As inscrições custam 30 euros e devem ser feitas até 2 de Maio. Mais informações podem ser obtidas pelo tlm. 917 820 197 ou no blogue dos antigos alunos, em http://alunosbordalo.blogspot.com. Neste blogue, criado em 2006, é possível ler as mensagens e ver as imagens de alunos (aproximadamente mil fotos de cerca de 200 estudantes) que frequentaram aquela escola, que foi uma referência das Caldas da Rainha e da qual saíram muitas figuras públicas da região. O interesse que esta reunião desperta é tal que vêm até antigos alunos que agora se encontram fora do país. É o caso de Maria Luísa, que está em Marbella (Espanha), que escreve no blogue: “Faço intenção de estar presente no encontro deste ano, o meu marido e eu”. Mas há quem venha de mais longe, por exemplo, do Canadá. “Não é certo quando começaram a realizar-se os Encontros de Antigos Alunos. No “meu arquivo fotográfico” encontro registos de 1963, 64 e 65. Depois só volto a encontrar fotografias a partir de 1992. Estes Encontros dos anos 60 tiveram lugar na F.N.A.T. (posteriormente INATEL), na Foz do Arelho, e tanto quanto se sabe eram encontros de alguma formalidade”, relata José Ventura, o responsável do blogue. Neste evento juntam-se antigos alunos de diferentes idades. “Pessoalmente julgo que é nesta mistura de gerações que está parte do sucesso destes encontros. Mesmo os mais conservadores que defendiam um encontro mais restrito, já perceberam que a renovação de gerações serão o garante de futuros encontros”, considera José Ventura. “Em 2005 participei pela primeira vez no encontro dos Antigos Alunos da Escola Industrial e Comercial de Caldas da Rainha, onde fui aluno e completei o meu Curso de Formação Montador Electricista. Fiquei cliente de tal maneira que resolvi entrar para o “staff” da organização. Julgo que tenho alguma responsabilidade nesta “explosão” de participantes, pois o blogue alunosbordalo.blogspot.com entra pelas casas dentro e “desinquieta” as pessoas. Mas a tecnologia não seria eficaz se a Escola não tivesse deixado em cada um de nós um sentimento de cumplicidade e fraternidade que os anos não conseguiram apagar”, manifesta. “São tantas emoções neste encontro de gerações, e embora a vida nos tenha empurrado para outras cidades, algumas bem distantes, parece que foi ontem que acabámos os nossos cursos”, afirma José Ventura. É a oportunidade de rever velhas amizades e até reatar conversas interrompidas há muitos anos. O blogue, que tem o condão de vir a aproximar esses antigos alunos, muitos dos quais já não se sabia o contacto, publica uma fotografia histórica, datada de 28 de Julho de 1923, que mostra os finalistas desse ano da Aula Comercial de Caldas da Rainha. Só no ano seguinte é que a união com a Aula de Desenho (Escola de Artes e Ofícios) daria lugar à Escola Comercial e Industrial Rafael Bordalo Pinheiro. Neste período a escola tinha como director o padre Oliveira Hasse (1919 a 1921) e Abílio Moniz Barreto (1921 a 1924), e funcionava na Quinta do Lagarto, que ficava em frente onde hoje é a Escola Secundária Rafael Bordalo Pinheiro. Aí se ministram os cursos industriais de Cerâmica, Electricidade, Carpintaria, Serralharia e, exclusivamente feminino, Costura e Bordados, assim como o Curso Comercial, integrando cerca de 250 alunos. Pires de Lima, Ministro da Educação Nacional, desenvolve uma reforma do ensino técnico que vai ter reflexos. A antiga escola transfere-se para as traseiras do Chafariz das Cinco Bicas em 1948 e muda de nome para Escola Industrial e Comercial das Caldas da Rainha. Passa a leccionar os Cursos Gerais de Comércio, de Electricidade, de Serralharia e de Formação Feminina, a que se junta o Ciclo Preparatório para o Ensino Técnico. A partir daí a frequência da escola foi aumentando, contabilizando em 1962/63 cerca de mil alunos, 60 professores e 14 funcionários. Esse crescimento exigiu novas e melhores instalações, inauguradas com pompa e circunstância em 26 de Outubro de 1964. Foi um investimento de cerca de 15 mil contos (75 mil euros), que fixou o estabelecimento de ensino no edifício que em 1978 passaria a albergar a Escola Secundária Rafael Bordalo Pinheiro. “Aulas e oficinas espaçosas, instalações modelares, enfim um conjunto bem harmonioso de edificações majestosas que honram a cidade e quem as concebeu, e da qual beneficiam alguns milhares de jovens que desejam ingressar no ensino técnico ou na vida comercial”, descrevia a imprensa da altura. A inauguração contaria com o então Presidente da República Américo Tomaz. O director era Leonel Sotto Mayor. Na nova Escola ministravam-se os cursos de Montador Electricista, Ceramista, Serralheiro, Carpinteiro-Marceneiro, Formação Feminina, Geral do Comércio, em regime diurno e nocturno, o Ciclo Preparatório para o Ensino Técnico e, ainda, as Secções Preparatórias para os Institutos Comercial e Industrial. Com a Reforma Veiga Simão em 1973, a escola passa a ministrar os Cursos Gerais de Administração e Comércio, de Electricidade, de Mecânica, de Cerâmica, de Formação Feminina, assim como os cursos Complementares de Contabilidade e Administração, de Electrotecnia e de Mecanotecnia. Com o 25 de Abril de 1974, a escola lecciona não só cursos de carácter técnico profissionalizante, mas também outros de carácter geral e de preparação para o ingresso no Ensino Superior. O Ciclo Preparatório passará para instalações próprias em 1979. É nesse mesmo ano que a Escola retoma, por iniciativa de Calheiros Viegas, o nome do ilustre ceramista, assumindo a designação que ainda mantém de Escola Secundária Rafael Bordalo Pinheiro. Ficava concluído o ciclo de vida da Escola Industrial e Comercial de Caldas da Rainha.   Francisco Gomes

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