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“A Vergonha pode matar a loiça das Caldas”

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Alunos combatem ameaça ao fim da tradição Francisco Agostinho e a esposa são o casal do Chão da Parada que ainda se dedica à produção de loiça típica e erótica das Caldas, como são os falos, bonecos e canecas. Os alunos do segundo ano do Curso Profissional Técnico de Turismo (11º G) da Escola Rafael […]
A Vergonha pode matar a loiça das Caldas

Alunos combatem ameaça ao fim da tradição Francisco Agostinho e a esposa são o casal do Chão da Parada que ainda se dedica à produção de loiça típica e erótica das Caldas, como são os falos, bonecos e canecas. Os alunos do segundo ano do Curso Profissional Técnico de Turismo (11º G) da Escola Rafael Bordalo Pinheiro visitaram a pequena fábrica, no âmbito de um trabalho de grupo desenvolvido por cinco colegas da disciplina de Técnicas de Acolhimento e Atendimento Turísticos. A professora Maria Ximenes referiu que dentro do módulo quatro, que tem a ver com relações públicas, “um grupo de alunos achou que a loiça erótica das Caldas deveria ser um ícone a recuperar”. “Eles intitularam este trabalho como “A Vergonha pode matar a loiça das Caldas” e dentro da produção do seu trabalho decidiram visitar uma fábrica onde se produz essa loiça”, explicou. “Viram todo o processo de fabrico de peças de cerâmica e toda a loiça erótica, numa altura em que o tema é muito pertinente”, concluiu Maria Ximenes. Os alunos, Francisco Sábio, de 17 anos, Rita Bernardes, de 18, João Reis, de 16, Flávia Jesus, de 17, e Nuno Coto, de 16, esperam que com este trabalho que os caldenses se voltem mais para as suas raízes e tradições. “Os caldenses deveriam explorar este artesanato regional, que está sub-aproveitado. É um símbolo da cidade que não é tão utilizado como deveria ser e não devíamos ter vergonha desta tradição que existe”, comentaram. Para Francisco Agostinho, conhecido como “Chico das Pichas”, porque produz a loiça erótica das Caldas no seu ateliê no Chão da Parada há 34 anos esta, é mais uma visita entre muitas que tem ao longo do tempo, mas que não vê ninguém seguir as pisadas. Francisco Agostinho actualmen-te já faz “poucas pichas”, agarrando-se mais às canecas das Caldas e por encomendas aos bonecos. “Eu tenho orgulho do que faço, embora nunca tenha ganho muito dinheiro”, comentou, reconhecendo que não pára de laborar e o que produz não chega para as encomendas. “Nunca pára aqui nada em armazém. Vou fazendo e vendo logo tudo”, afirmou, sentindo-se orgulhoso por ter clientela, principalmente de fora das Caldas. Francisco Agostinho desde 1975 que se dedica à produção da loiça erótica das Caldas, após ter trabalhado nas Faianças Rafael Bordalo Pinheiro. A pequena unidade no Chão da Parada chegou a empregar algumas funcionárias e chegou a produzir milhares de bonecos com o também tradicional cordão, que quando esticado revela um falo, mas agora, aos 69 anos, o “Chico das Pichas” mostra-se preocupado com o futuro desta actividade porque os filhos não quiseram seguir a sua profissão e há pouca gente a interessar-se por esta tradição erótica das Caldas. Ainda assim este é por certo um dos ceramistas mais conhecido no país, já que foi a diversos canais de televisão, deu entrevistas para quase todos os jornais e tem vídeos na internet.

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