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Festival Literário Internacional de 6 a 16 de outubro

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Foi apresentada em conferência de imprensa, no Centro de Design de Interiores, em Óbidos, a edição de 2022 do Folio – Festival Literário Internacional de Óbidos. O evento terá um vasto programa a decorrer em 24 espaços da vila e com a participação de cerca de 300 autores. O festival será palco de 16 exposições, 36 concertos, 14 mesas de autores, 62 apresentações e lançamentos de livros, 16 oficinas, ao que se juntam tertúlias, workshops e masterclasses e sessões de cinema, entre muitas outras iniciativas.
Conferência de imprensa de apresentação do evento

Foi apresentada em conferência de imprensa, no Centro de Design de Interiores, em Óbidos, a edição de 2022 do Folio – Festival Literário Internacional de Óbidos. O evento terá um vasto programa a decorrer em 24 espaços da vila e com a participação de cerca de 300 autores. O festival será palco de 16 exposições, 36 concertos, 14 mesas de autores, 62 apresentações e lançamentos de livros, 16 oficinas, ao que se juntam tertúlias, workshops e masterclasses e sessões de cinema, entre muitas outras iniciativas.

O Folio realiza-se entre os dias 6 e 16 de outubro, numa edição que terá como tema o “Poder”. O evento seguirá os moldes de anos anteriores, estando dividido por várias áreas temáticas: Folio Autores, Folio Educa, Folio Ilustra, Folia, Folio Mais, Folio BD e Folio Boémia.

“Tem sido conseguida, ano após ano, uma dinâmica, uma qualidade que é algo que distingue Óbidos naquilo que faz e naquilo que representa em termos de projetos”, afirmou Filipe Daniel, presidente da Câmara Municipal de Óbidos. O autarca garante que “o Folio é muito reconhecido”, sendo que o esforço e dedicação, desde a primeira edição, estão à vista. “É difícil ter cá um prémio Nobel [da Literatura], ter dois [Olga Tokarczuk (Polónia) e Wole Soyinka (Nigéria)] é, de facto, extraordinário”, declarou, concluindo, numa alusão ao tema deste ano, que “o poder da palavra é algo de muito importante”.

O festival conta, em 2022, com um orçamento de 385 mil euros, assegurado pela autarquia e por parceiros que têm a cargo a organização de alguns dos eventos que integram a programação, explicou Filipe Daniel.

José Pinho, administrador executivo da Ler Devagar, entidade coorganizadora do festival, disse que “esta edição, tal como as outras, parece ser sempre a melhor de todas”. E é a melhor de todas “tanto em termos de quantidade de sessões que vamos ter, como na qualidade e na variedade”, indicou.

Uma ideia partilhada por Francisco Madelino, presidente da Fundação Inatel, também coorganizadora do festival. “O Folio é uma grande festa da língua portuguesa”, garante, acrescentando que esta instituição não se pode alhear “da defesa da língua”. “Com a Folia, juntamos a língua portuguesa àqueles que a cantam”, disse, avançando que, entre os 30 concertos agendados para o festival, haverá espetáculos de Sara Correia, NBC, Expresso Transatlântico, Seiva, Marta Hugon, João Cabrita, SAL, Cassete Pirata e José Barros.

Margarida Reis, vereadora com o pelouro da Cultura, vincou a ligação que o Folio tem com as escolas, nomeadamente com a programação do Folio Educa. “Temos um programa [este ano] muito diferente e queremos que o Folio vá também às escolas, com autores, escritores, com workshops e com seminários”, explicou. A autarca destacou ainda o dia 13 de outubro, que será dedicado à inclusão. “O que queremos é que a literatura acessível se cruze com a literatura do nosso dia, que passe a ser normal na nossa sociedade, uma literatura para todos”.

Entre as novidades deste ano Margarida Reis realçou o arranque de dois subcapítulos integrados do Folio Educa: o Folio Tec (que liga tecnologia à literatura) e o Folio Inclusão, que contará com um dia dedicado a esta temática, a inclusão de língua gestual em seminários e a edição de um livro multiformatos.

Em relação ao Folio Tec, surge com a curadoria do Óbidos Parque – Parque Tecnológico de Óbidos. “Sendo a tecnologia digital parte integrante do nosso mundo, assumimos a transitoriedade do nosso papel enquanto organizadores de um capítulo dedicado à tecnologia. Queremos que conheçam um outro lado de Óbidos. Um lado binário, de uns e zeros, de algoritmos e capacidade de computação. Em Óbidos há um parque tecnológico e uma nuvem de mentes e soluções que se quer abrir à cultura, porque gostamos do lado criativo e potencialmente libertador que a tecnologia possui”, explicou Miguel Silvestre, diretor executivo do Óbidos Parque.

“O Folio Tec vai começar por partilhar pessoas e experiências e aprofundar um debate sobre os processos de criação contemporânea e sobre como as ferramentas digitais os transformam. Ao mesmo tempo, irá debater como a palavra e o texto são parte integrante dos novos media, que complementam o papel histórico e irrepetível do livro”, adiantou. O Folio Tec terá lugar dias 11 e 12 de outubro.

Todas as atividades, incluindo os concertos na Cerca do Castelo e um curso que será ministrado pelo escritor Gonçalo M. Tavares, serão de entrada grátis, com a exceção de uma oficina. O programa encontra-se em obidos.pt.

O Folio teve a sua primeira edição em 2015 e passou a ser um evento estratégico, quer no contexto nacional, quer no território de Óbidos, já com expressão a nível internacional.

O Folio realiza-se entre os dias 6 e 16 de outubro, numa edição que terá como tema o “Poder”. O evento seguirá os moldes de anos anteriores, estando dividido por várias áreas temáticas: Folio Autores, Folio Educa, Folio Ilustra, Folia, Folio Mais, Folio BD e Folio Boémia.

“Tem sido conseguida, ano após ano, uma dinâmica, uma qualidade que é algo que distingue Óbidos naquilo que faz e naquilo que representa em termos de projetos”, afirmou Filipe Daniel, presidente da Câmara Municipal de Óbidos. O autarca garante que “o Folio é muito reconhecido”, sendo que o esforço e dedicação, desde a primeira edição, estão à vista. “É difícil ter cá um prémio Nobel [da Literatura], ter dois [Olga Tokarczuk (Polónia) e Wole Soyinka (Nigéria)] é, de facto, extraordinário”, declarou, concluindo, numa alusão ao tema deste ano, que “o poder da palavra é algo de muito importante”.

O festival conta, em 2022, com um orçamento de 385 mil euros, assegurado pela autarquia e por parceiros que têm a cargo a organização de alguns dos eventos que integram a programação, explicou Filipe Daniel.

José Pinho, administrador executivo da Ler Devagar, entidade coorganizadora do festival, disse que “esta edição, tal como as outras, parece ser sempre a melhor de todas”. E é a melhor de todas “tanto em termos de quantidade de sessões que vamos ter, como na qualidade e na variedade”, indicou.

Uma ideia partilhada por Francisco Madelino, presidente da Fundação Inatel, também coorganizadora do festival. “O Folio é uma grande festa da língua portuguesa”, garante, acrescentando que esta instituição não se pode alhear “da defesa da língua”. “Com a Folia, juntamos a língua portuguesa àqueles que a cantam”, disse, avançando que, entre os 30 concertos agendados para o festival, haverá espetáculos de Sara Correia, NBC, Expresso Transatlântico, Seiva, Marta Hugon, João Cabrita, SAL, Cassete Pirata e José Barros.

Margarida Reis, vereadora com o pelouro da Cultura, vincou a ligação que o Folio tem com as escolas, nomeadamente com a programação do Folio Educa. “Temos um programa [este ano] muito diferente e queremos que o Folio vá também às escolas, com autores, escritores, com workshops e com seminários”, explicou. A autarca destacou ainda o dia 13 de outubro, que será dedicado à inclusão. “O que queremos é que a literatura acessível se cruze com a literatura do nosso dia, que passe a ser normal na nossa sociedade, uma literatura para todos”.

Entre as novidades deste ano Margarida Reis realçou o arranque de dois subcapítulos integrados do Folio Educa: o Folio Tec (que liga tecnologia à literatura) e o Folio Inclusão, que contará com um dia dedicado a esta temática, a inclusão de língua gestual em seminários e a edição de um livro multiformatos.

Em relação ao Folio Tec, surge com a curadoria do Óbidos Parque – Parque Tecnológico de Óbidos. “Sendo a tecnologia digital parte integrante do nosso mundo, assumimos a transitoriedade do nosso papel enquanto organizadores de um capítulo dedicado à tecnologia. Queremos que conheçam um outro lado de Óbidos. Um lado binário, de uns e zeros, de algoritmos e capacidade de computação. Em Óbidos há um parque tecnológico e uma nuvem de mentes e soluções que se quer abrir à cultura, porque gostamos do lado criativo e potencialmente libertador que a tecnologia possui”, explicou Miguel Silvestre, diretor executivo do Óbidos Parque.

“O Folio Tec vai começar por partilhar pessoas e experiências e aprofundar um debate sobre os processos de criação contemporânea e sobre como as ferramentas digitais os transformam. Ao mesmo tempo, irá debater como a palavra e o texto são parte integrante dos novos media, que complementam o papel histórico e irrepetível do livro”, adiantou. O Folio Tec terá lugar dias 11 e 12 de outubro.

Todas as atividades, incluindo os concertos na Cerca do Castelo e um curso que será ministrado pelo escritor Gonçalo M. Tavares, serão de entrada grátis, com a exceção de uma oficina. O programa encontra-se em obidos.pt.

O Folio teve a sua primeira edição em 2015 e passou a ser um evento estratégico, quer no contexto nacional, quer no território de Óbidos, já com expressão a nível internacional.

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