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João Almeida décimo no contrarrelógio do Europeu de estrada

14 de Setembro, 2021
Os corredores nacionais tiveram um bom desempenho no contrarrelógio de elite do Campeonato da Europa de Estrada, disputado na passada quinta-feira em Trento, Itália, tendo o caldense João Almeida sido o décimo classificado e o outro português, Rafael Reis, terminado no 14o lugar. Os 22,4 quilómetros, totalmente planos, foram percorridos sob um calor tórrido. Os […]
O ciclista caldense continua com bons desempenhos

Os corredores nacionais tiveram um bom desempenho no contrarrelógio de elite do Campeonato da Europa de Estrada, disputado na passada quinta-feira em Trento, Itália, tendo o caldense João Almeida sido o décimo classificado e o outro português, Rafael Reis, terminado no 14o lugar.

Os 22,4 quilómetros, totalmente planos, foram percorridos sob um calor tórrido. Os dois representantes de Portugal cumpriram as expetativas e classificaram-se entre os melhores, fazendo uma gestão correta do esforço, embora sentindo alguma quebra na parte final.

João Almeida cruzou a meta ao fim de 25’46’’07, tendo pedalado à média de 52,16 km/h. Este registo valeu ao caldense o décimo lugar, cumprindo a meta de ficar entre os dez melhores da Europa neste contrarrelógio. Almeida gastou mais 1’16’’22 do que o vencedor, o suíço Stefan Küng, que revalidou o título graças ao tempo-canhão de 24’29’’85 (média de 54,86 km/h).
“Sabia que os adversários estavam muito fortes. Sei também que sou bom no contrarrelógio, mas favorecem-me mais os contrarrelógios inseridos em provas por etapas. Penso que fiz um bom desempenho e estou contente com a minha prestação”, reagiu João Almeida.
Rafael Reis ficou apenas a 17 segundos de entrar no top 10. Completou o contrarrelógio em 26’03’’19.
A luta pela medalha de ouro foi emocionante e surpreendente. O campeão mundial e grande favorito, até por estar a correr em casa, Filippo Ganna, parecia ter a prova dominada, depois de estabelecer o melhor registo no ponto intermédio. Só que uma ponta final muito mais forte de Stefan Küng valeu a revalidação do título ao suíço, 7,7 segundos mais rápido do que o italiano.
O terceiro foi o belga Remco Evenepoel, a 14,56 segundos do vencedor.
14o na prova de fundo
João Almeida foi o melhor português na prova de fundo do Campeonato da Europa de Estrada, realizada no domingo em Trento, terminando na 14a posição. A corrida de 179,2 quilómetros foi disputada de forma tão intensa que apenas terminaram 31 dos 150 corredores inscritos.
A prova teve duas fases. A primeira, fora do circuito urbano, foi marcada por uma longa e exigente subida que fez com que o pelotão entrasse reduzido a menos de metade na segunda fase, o circuito trentino.
Na primeira parte da corrida, a seleção nacional teve um desempenho de excelência, com Nelson Oliveira a impor um ritmo forte, que contribuiu para eliminar grande parte dos homens rápidos e ajudou a endurecer a corrida.
Já dentro do circuito, Nelson Oliveira voltou a assumir a cabeça do pelotão e esteve até envolvido numa fuga, numa altura em que encabeçava o grupo principal. “Tentámos controlar a corrida o melhor possível até à entrada no circuito. Houve um grupo grande que atacou e tivemos de pegar na corrida para manter a situação controlada. Creio que conseguimos manter o controlo até à entrada no circuito, numa prova que nunca parou, disputada a todo o gás”, descreveu Nelson Oliveira.

Com a corrida disputada sempre com uma intensidade tremenda, dois ataques acabariam por definir o desfecho. Portugal, com os principais elementos mal colocados no pelotão, não conseguiu entrar nestas movimentações, ficando sem representação na frente da corrida.
O caldense João Almeida tentou remar contra a maré. Saiu do pelotão, fez uma volta praticamente sozinho a puxar, mas, sem ajuda dos outros ciclistas do grupo em que se encontrava, nunca conseguiu aproximar-se da cabeça de corrida, formada pelos nove homens que atacaram nas voltas anteriores. Sem hipótese de discutir o pódio, João Almeida terminou no 14o posto.
Chegou a seis minutos do vencedor, o italiano Sonny Colbrelli.
“Tornou-se uma corrida muito dura. Dei tudo o que tinha, mas não estava muito bem posicionado quando os adversários atacaram. Talvez tivesse conseguido ir com eles se estivesse mais bem posicionado. Ainda tentei ir a solo durante uma volta, mas não tive sucesso, até porque houve alturas em que era o único a puxar, porque quem vinha comigo tinha colegas na frente”, comentou João Almeida.
Rui Costa ficou em 18o, a 9m13s, e Nelson Oliveira, em 28o, com o mesmo tempo. Rafael Reis, Rúben Guerreiro e Rui Oliveira
não terminaram a corrida.
“Tínhamos um plano para esta corrida, que passava por eliminar os homens rápidos e todos aqueles que não estivessem num dia bom. Para isso era preciso endurecer a corrida antes de entrar no circuito final. Fizemos bem esse trabalho, mas depois não fomos capazes de concretizar na parte final para entrarmos na discussão da corrida”, resumiu o selecionador nacional, José Poeira.

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