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Chega assume-se como “uma lufada de ar fresco” à Câmara das Caldas

Marlene Sousa

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O gestor Edmundo Carvalho, de 65 anos, é o candidato do Chega à presidência da Câmara Municipal das Caldas da Rainha. O candidato, que quer quebrar um ciclo de 42 anos de governação autárquica do PSD, 36 dos quais consecutivos, foi apresentado no passado sábado no restaurante a Lareira. O anúncio foi feito durante um jantar que juntou militantes do Chega e que contou com a presença do vice-presidente, António Tânger Correia, em representação de André Ventura. Foi feita também a apresentação do cabeça de lista à Assembleia Municipal, José António Oliveira, e os candidatos a quatro freguesias do concelho das Caldas, onde Edmundo Carvalho acredita que o partido vai ter “um grande resultado”.
Apresentação dos candidatos do Chega à Câmara das Caldas

O candidato ao Município das Caldas assume-se como “uma alternativa e uma lufada de ar fresco que quer responder aos caldenses que estão cansados de verem sucessivos executivos camarários incapazes de corresponder às suas ambições de tirar Caldas da Rainha do marasmo a que nos habituou”.

Diz que chega de “carreirismo político e de amiguinhos”, garantindo que se for eleito não irá “distribuir empregos a ninguém nem celebrar contratos com empresas, por contrapartida de interesses dúbios”.

O gestor, “escolhido por unanimidade” para encabeçar a lista do Chega nas próximas eleições autárquicas, acredita “avizinharem-se tempos muitos difíceis, com uma crise económica e social” a que, se for eleito, irá “promover respostas sociais inovadoras e criar equipas multidisciplinares de intervenção social para apoio aos mais vulneráveis, desenvolvendo um modelo de apoio domiciliário e social inovador”.

Num concelho onde“a pandemiafez aumentar o desemprego em cerca de 57%”, Edmundo Carvalho reconhece a necessidade“de acudir à população”e defende a “captação de investimento”, para poder “contribuir para o desenvolvimento e para a atração de empresas que impulsionem a criação de riqueza e de empregos”.

O candidato à Câmara das Caldas considera que existe “um papel central para os municípios, assumindo responsabilidades na habitação, sobretudo na reabilitação urbana, nos cuidados de saúde primários, na educação, no âmbito das transições digital e climática e no aumento do potencial económico”. “Teremos de desenvolver e apresentar projetos capazes de captar investimento público ou em parceria, através dos fundos agora disponibilizados”, apontou.

Edmundo Carvalho recordou que a lei de transferência de competências para os municípios e entidades intermunicipais, a implementar em pleno até março de 2022, “irá trazer novas responsabilidades nas áreas da ação social, da saúde e da educação, entre outras”. Se por um lado “reforça a autonomia do município”, considera que “obriga a uma gestão mais eficiente e à simplificação da atividade da gestão pública e da sua relação com o cidadão”. No que concerne às freguesias, revelou que serão também “reforçadas as suas competências, ainda que em articulação com os municípios e em função da sua natureza e dimensão”.

“Estamos, pois, perante uma mudança de paradigma da gestão autárquica convencional, que requer uma planificação, reorganização de recursos e serviços e implementação de processos simples, transparentes e eficientes. Chega de burocracia e atraso nas decisões, que só consomem recursos e a todos causam prejuízos”, afirmou.

Retirar o concelho do “adormecimento”

O candidato alega que Caldas da Rainha não pode “depender quase exclusivamente do cimento”. “O IMI e o IMT representam 85% das receitas próprias da Câmara. O IMT nos últimos quatro anos aumentou 100%. Significa que a cidade cresce em cimento, mas, por outro lado, a população jovem, até aos 14 anos, nos últimos vinte anos reduziu 16,5%. Em contrapartida a população com idade superior a 65 anos aumentou 30%”, revelou Edmundo Carvalho. Isto aconteceu porque, segundo o candidato, “não há captação de investimento e de empresas para criação de emprego, capazes de atrair e fixar população jovem”. “Logo, não há criação de riqueza para distribuir e melhorar o nível de vida dos caldenses. Deste modo, não é a longo prazo sustentável este crescimento imobiliário. Caldas tem de recuperar o fulgor industrial, comercial e turístico que já teve”, salientou, criticando o “adormecimento” do concelho.

Acusou o executivo da Câmara das Caldas de fazer “caça ao voto descarada”, com a apresentação no passado sábado na Foz do Arelho “de um projeto de requalificação da frente marítima adjudicado há três anos por cem mil euros, ainda não autorizado pela APA – Agência Portuguesa do Ambiente e pela CCDR – Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo, e cujas obras, no valor global de oito milhões de euros, terão início só em 2025”. Nem quis “discutir a bondade do projeto, e a relação custo-benefício”, alegando que “em tempo de campanha vale tudo para iludir os caldenses”.

Melhorar as condições de segurança e de limpeza em algumas zonas da cidade são outros dos objetivos do candidato que, no seu programa, terá ainda em conta“questões estruturantes como o desenvolvimento do termalismo para revitalizar o turismo e o comércio local e a defesa da construção de um novo hospital do Oeste nas Caldas da Rainha”.

O empresário e aposentado do exército José António Oliveira, de 62 anos, natural da freguesia de Vidais, é o cabeça de lista à Assembleia Municipal das Caldas. Diz que é militante do Chega por acreditar nos valores do partido e do líder, de forma “a contribuir para mudar Portugal do paradigma em que nos encontramos”.

Referiu que aceitou o desafio “de modo a contribuir para o prestígio do concelho e da região”. Diz que o objetivo é que o Chega “ganhe força e faça mexer as placas tectónicas instaladas no concelho e país nos últimos anos”. Garante que vai combater as “assimetrias e os compadrios instalados que nada contribuem para o desenvolvimento social e económico do nosso concelho e região”.

O Chega apresentou os candidatos a quatro freguesias do concelho das Caldas da Rainha. Fernando Ribeiro, de 61 anos, é o cabeça de lista à União de Freguesias de Santo Onofre e Serra do Bouro. Vasco Morgado, de 55 anos, é o candidato à União de Freguesias Nossa Senhora do Pópulo, Coto e São Gregório. André Santos, de 29 anos, é o líder à Junta de Freguesia de Carvalhal Benfeito, e Miguel Dias, de 28 anos, é o candidato à freguesia de Santa Catarina.

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