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Lista “Por Um Novo Montepio” defende que seja a instituição a explorar nova clínica

Marlene Sousa
16 de Março, 2021
O médico Francisco Rita, que encabeça a lista B às eleições para a associação mutualista Montepio Rainha D. Leonor, disse na passada segunda-feira, em conferência de imprensa, que caso vençam as eleições, que em princípio decorrerão a 9 de abril, não farão acordo com o grupo Sanfil, de Coimbra, para a construção do Hospital Rainha D. Leonor.
João Nogueira e Sabrina Ribeiro são candidatos à Assembleia Geral e Conselho Fiscal, e Francisco Rita à administração

Os elementos da Lista B “Por um novo Montepio” defendem para o antigo edifício da EDP, que foi adquirido pela instituição centenária, uma nova clínica de saúde a ser explorada pelo Montepio após recurso a financiamento, nomeadamente a fundos comunitários. “Temos o know-how e existe um projeto funcional definido e desenhado e já aprovado pela entidade reguladora de saúde para a transformação deste edifício numa clínica e aí temos cerca de seis meses de avanço em relação a qualquer parceria que se queira fazer”, afirmou o médico.

Francisco Rita sublinha que quem vai decidir o futuro do novo edifício são os sócios “após a devida informação da situação financeira da instituição, acusando o atual conselho de administração liderado por João Marques Pereira, de não apresentaras contas de 2020 aos associados nem o orçamento para 2021.

Critica ainda o facto de “não ter havido nenhuma assembleia ou ação para ouvir os associados na estratégia a seguir”.

A alternativa à clínica explorada pelo Montepio é “uma parceria com uma entidade externa de reconhecida idoneidade nacional”. Rejeitam o acordo com o grupo Sanfil, apontando existirem “várias notícias menos positivas sobre esta entidade”. “Achamos que o Montepio pode ter melhor”, referiu, considerando que podem aspirar parcerias com os maiores grupos nacionais como a CUF ou o Grupo Luz Saúde.

Caso a lista B vença as eleições os novos órgãos sociais irão realizar uma assembleia geral extraordinária no qual os “sócios irão decidir qual a opção a avançar para o novo edifício do Montepio”.

“Pretendemos ter uma resposta oficial em termos de quais são as áreas de financiamento e quais são os fundos a que nós teremos hipóteses de concorrer e também ter noção efetiva de qual é situação financeira da casa”, apontou.

Defende para a nova clínica equipamento de elevada qualidade, captação de médicos diferenciados, centro cirúrgico de alta rotação, sinergias com o parque hoteleiro e aposta na saúde dos residentes estrangeiros. “O objetivo é ser complementar em relação aos serviços públicos, procurando suprir as limitações e insuficiências deste na assistência à população e não pretender ser concorrente”, disse Francisco Rita.

No novo terreno na área de futura expansão da atividade clínica, a Lista B defende a instalação da globalidade dos serviços administrativos e de apoio e a instalação de novos serviços de apoio social.

Para o candidato a presidente do conselho de administração do Montepio “é fundamental a saúde financeira e é preciso atuar na gestão da Casa de Saúde, que é a grande área que mais défice tem trazido à instituição”. “A Casa de Saúde foi construída nos anos 60 e veio trazer desenvolvimento ao Montepio e sempre deu resultados positivos, porque é que agora não dá?”, questionou. Francisco Rita acusa o atual conselho de administração de “criar este mito para distrair”.

“Os sócios irão decidir qual a opção a avançar para o novo edifício do Montepio”

Concordam com o novo diretor clínico do Montepio, mas não aprovam que toda a gestão da Casa da Saúde esteja entregue a um “enfermeiro que entrou em dezembro”. “Neste momento os cirurgiões que trabalham no Montepio não têm tempos operatórios porque o bloco operatório está alugado à hora ao Centro Hospitalar do Oeste”, contou o candidato.

A Lista B apresentou o seu projeto para a Casa de Saúde. Caso vença as eleições pretende proceder de imediato à otimização das instalações, após avaliação conjunta com os grupos profissionais envolvidos. Quer melhorar a qualidade do atendimento ao público e a satisfação dos profissionais. Pretende também melhorar a imagem da área de receção do SAP e da globalidade do R/C, de forma a “amenizar o ambiente desgastado existente”.

Reorganizar as áreas internas de forma a permitir a interiorização da consulta de Otorrinolaringologia (ORL), desenvolver um novo departamento de informática e reavaliar o plano de negócios sobre os novos serviços ao domicílio, de forma a poderem confirmar se têm custos controlados e se estão estruturados de forma positiva para os sócios, são outros projetos para a Casa de Saúde.

A médio prazo pretendem manter a Unidade de Cuidados Continuados atualmente existente e aumentar a sua capacidade e criar uma área de ginásio para a fisioterapia aos doentes da Casa de Saúde. Outro projeto é criar condições para que os clientes do Condomínio Residencial em situação de dependência total “possam optar por melhores serviços de proximidade assistencial nesta Casa de Saúde em alternativa aos do Condomínio”.

Para o Condomínio Residencial pretendem suprir as queixas recorrentes da deficiente qualidade das refeições e corrigir a “falta de formação e pouca motivação do pessoal referidas pelos residentes”. Querem ainda inverter a “sistemática política de venda de apartamentos”.

João Nogueira, candidato a presidente da Mesa da Assembleia Geral pela Lista B, disse que se candidataram com “uma nova visão para o futuro do Montepio, pois entendemos que há muita coisa que tem que ser mudada, principalmente nas ligações com os associados e a cidade”.

Espera que a gestão se “comece a fazer de uma forma mais transparente, com acesso às contas, aos relatórios e à situação financeira da instituição”, adiantou.

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