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Plano Nacional das Artes estende-se a duas escolas caldenses

Mariana Martinho
4 de Março, 2020
O Plano Nacional das Artes (PNA), que já começou a ser aplicado este ano letivo em 63 escolas de norte a sul do país, conta com a participação de duas escolas das Caldas da Rainha para executarem projetos culturais, tendo em conta a diversidade sociocultural, patrimonial e artística do território.
Paulo Pires do Vale apresentou o Plano Nacional das Artes no auditório da ESAD.CR

Esta estratégia criada pelos Ministérios da Educação e da Cultura para tornar a arte acessível a todos através de medidas concretas como a integração da vertente artística nas escolas tem como “horizonte temporal os próximos dez anos (2019-2029)”, explicou o comissário do PNA, Paulo Pires do Vale, durante a apresentação do plano, na passada sexta-feira, no auditório da ESAD.CR, às instituições de ensino das Caldas da Rainha. A estratégia e o manifesto do PNA, que foram apresentados publicamente no dia 18 de junho de 2019, tem como finalidade o cruzamento de vários saberes, diferentes disciplinas e garantir o acesso dos alunos à fruição artística e produção cultural. Desenvolvido em parceria com a administração local, entidades privadas e sociedade civil, o PNA também pretende “dar à escola um outro modo de atuar, de forma transdisciplinar”, através de três eixos (Política cultural, Capacitação e a Educação e Acesso), que incluem 6 programas e 27 medidas, que se complementam e potenciam. “Acreditamos que a cultura é uma mediação necessária, a arte faz parte da vida”, afirmou Paulo Pires do Vale, sublinhando que “as artes têm multilinguagens” que contribuem, por exemplo, para uma “inclusão social mais alargada”. Além de levar os artistas ao encontro dos estudantes portugueses através de residências artísticas, de modo a introduzir processos e práticas artísticas no currículo, o PNA prevê também um programa que vai “em cada escola” designar “um coordenador” para a abertura dessa escola às artes e ao património. Igualmente vai permitir trabalhar “temas como a saúde, justiça, igualdade de género, partindo de obras de arte e usando as expressões artísticas”, promover a deslocação das escolas a espaços de cultura, “uma vez por trimestre”, e criar um documento de identificação cultural, que vai estabelecer uma rota do percurso cultural de cada estudante. Outro dos objetivos do PNA assenta nos cursos de formação continuada para professores e educadores, mas também destinada a artistas e outros mediadores interessados em refletir e aplicar essa formação na prática. “A ideia é criar algo que possa mudar a forma como nos relacionamos com as artes, que será benéfico para os cidadãos em geral, e para os criadores, pelo papel social que podem realizar”, explicou o responsável, adiantando que “o grande desejo é que o plano possa ser aplicado e apropriado a cada lugar de uma maneira distinta”. No âmbito do Projeto Cultural de Escola, o comissário do PNA referiu que “neste momento contamos com a participação de 63 agrupamentos de escolas, que já têm delineadas a temática, o propósito ou o caminho cultural que querem seguir, estando os seus programas em fases diferentes de desenvolvimento”. Este projeto, que “está a dar resposta a problemas únicos”, teve que criar uma estrutura ou um coordenador que desenhasse um programa cultural adaptado ao contexto, em parceria com as autarquias, as estruturas artísticas e as comunidades educativas locais. “Há escolas com projetos extremamente bem desenvolvidos, e outras com fases mais embrionárias pensadas, mas o objetivo é começar”, sublinhou Paulo Pires do Vale, adiantando “que queremos no próximo ano duplicar esse número de participantes, de modo que daqui a dez anos o PNA seja completamente dispensável”. Dentro dessas 63 escolas a executarem projetos culturais está inserida a EBI Santo Onofre, do Agrupamento de Escolas Raul Proença, com uma turma do 1º ciclo, no projetoArtista Residente. De acordo com a docente Elizabete Silva, ”a arte é de facto uma linguagem que temos de explorar”. Além de ficar uma semana na escola, o artista também terá a responsabilidade de apoiar e contaminar a comunidade educativa, introduzindo mais processos e práticas artísticas. O Agrupamento de Escolas Rafael Bordalo Pinheiro é outra das escolas que está inserida no plano, com “um professor que se vai dedicar a tempo inteiro ao projeto”, explicou a diretora, Maria do Céu Santos, adiantando que essa iniciativa será articulada com o plano anual de atividades e os vários departamentos das disciplinas da escola. Além do comissário, o PNA conta com outros dois elementos, como Sara Brighenti, coordenadora do Museu do Dinheiro, e o professor de música Nuno Santos.

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