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Escola Secundária Rafael Bordalo Pinheiro

Assunção Cristas fala de “Igualdade de Género” no Parlamento Jovem

Marlene Sousa

EXCLUSIVO

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A Escola Secundária Rafael Bordalo Pinheiro recebeu no dia 11 de dezembro uma sessão de esclarecimento do “Parlamento dos Jovens 2017-2018”, este ano dedicado ao tema da “Igualdade de Género”, que contou com a presença da deputada do círculo eleitoral de Leiria, Assunção Cristas.
Antes da sessão Parlamento Jovem Assunção Cristas visitou a Escola Secundária Rafael Bordalo Pinheiro

A líder do CDS-PP esclareceu os alunos sobre os aspetos da vida política e apelou aos jovens que “lutem pelos seus direitos”, acreditando na igualdade entre géneros e “na possibilidade de existir uma sociedade mais igualitária em todo o tipo de questões, sejam elas laborais ou sociais”.

No auditório repleto de jovens do décimo ao décimo segundo, a presidente do CDS-PP deu uma verdadeira aula sobre a Assembleia da República, o funcionamento do Parlamento, o trabalho e responsabilidades dos deputados que representam todo o país.

Recordou uma novidade da atual legislatura que foi a coligação PSD/CDS-PP que venceu as eleições legislativas, mas ficou aquém da maioria absoluta. “Pela primeira vez aconteceu que este Governo caiu depois um mês, e fez-se um Governo encabeçado pelo PS, pelo Primeiro-ministro, António Costa, graças ao apoio parlamentar do Bloco de Esquerda, do PCP e dos Verdes, uma experiência inédita no país”, referiu a deputada.

Assunção Cristas descreveu que a composição da XIII legislatura é composta por 80 mulheres (37,4%) e 150 homens (65,3%). “Ainda é pouco do ponto de vista da paridade, mas isto é muito melhor que alguma vez foi”, apontou, dando o exemplo da Assembleia constituinte em 1965, onde o número de mulheres era “muitíssimo diminuto”.

A deputada falou da lei da Paridade aprovada há cerca de dez anos, que estabelece que as listas para a Assembleia da República, para o Parlamento Europeu e para as Autarquias Locais, são compostas de modo a assegurar a representação mínima de 33% de cada um dos sexos.

Apesar de estar um pouco melhor, Assunção Cristas revelou que Portugal ainda tem muito a fazer no que diz respeito à igualdade de género, porque os homens continuam a estar no “topo dos grandes cargos e com salários mais altos”. “A diferença de salário para homens e mulheres anda à volta dos 20% para funções equivalentes”, contou. Por outro lado, os homens portugueses são dos que menos usam do seu tempo nas tarefas domésticas.

Para a presidente do CDS-PP, quando falamos de igualdade de género também falamos dos “direitos dos homens”, como por exemplo “decidir trocar o seu emprego remunerado pela educação dos filhos a tempo inteiro, sem ser alvo de nenhum julgamento social”. “A igualdade de género não é uma operação matemática; adicionar direitos a um não significa subtrair direitos a outros”, adiantou.

Segundo Assunção Cristas, não é por ser homem ou por ser mulher que “deixo de ter os mesmos direitos, que deixo de ter as mesmas responsabilidades ou que deixo de ter as mesmas oportunidades para fazer na vida aquilo que eu quero fazer”.

A deputada recordou que se licenciou há vinte anos, e doutorou-se há doze, e o seu orientador de doutoramento fez o comentário que chegou a altura das “mulheres casadas e com filhos também se poderem doutorar, porque no meu tempo de aluna na faculdade de Direito de Lisboa havia uma única mulher doutorada em direito que era solteira e não tinha filhos”.

A presidente do CDS-PP disse aos alunos que o Parlamento aprovou em junho deste ano a lei que obriga as empresas públicas e cotadas em bolsa a contratarem mais mulheres para órgãos de fiscalização e para os seus conselhos de administração.

Recorde-se que seis deputados do CDS, entre os quais a líder Assunção Cristas, e os votos de PS, BE, PAN e Verdes ajudaram à aprovação.

Assunção Cristas defende “o trabalho de equipa com mulheres e homens em lugares de decisão a trabalharem em conjunto compostas por pessoas de diferentes géneros, idades e cursos”. “Não podemos ter instituições e empresas fortes sem igualdade de género”, pelo que afirma esperar que as novas gerações sejam capazes de “modificar a sociedade”.

No final houve um período de perguntas com os alunos a fazerem várias questões.

Andreia foi a primeira a questionar Assunção Cristas e perguntou-lhe se não considera o “não” que defendeu no referendo sobre a despenalização do aborto ser uma desigualdade entre géneros. A deputada respondeu que os “nossos direitos têm que ser sempre conciliados com os direitos dos outros que estão à nossa volta, nomeadamente no respeito do direito da vida que está a começar”. No caso da gravidez, considera que as mulheres ganharam muito em introduzir “igualdade de género no planeamento da gravidez”.

A deputada defendeu o planeamento familiar “antes da gravidez”, salientando a “informação disponível e todos os meios ao dispor para evitar gravidezes indesejadas”.

Bernardo perguntou se é fácil conciliar a vida profissional com a de política? Assunção Cristas afirmou que só é possível com uma partilha “efetiva de responsabilidades”. “Se a vida familiar for efetivamente encarada com uma responsabilidade conjunta de mulheres e homens”, tudo é possível”, respondeu, acrescentando que “os filhos não podem ser vistos sempre como encargo das mães”. “Se eu vou para um jantar partidário ou para um programa de televisão não estou em casa com os meus filhos, mas vou tranquila porque sei que há um pai e um marido em casa”, contou.

Quais as principais dificuldades que encontra na política? Alguma vez testemunhou algum caso de desigualdade de género na Assembleia da República? Porque é que defende a lei das quotas de género nas empresas, entre outras, foram as questões dos jovens, que quiseram ouvir a opinião de Assunção Cristas, mãe de quatro filhos e um exemplo de como é possível ter um cargo importante na vida política.

Segundo a professora Vera Marques, responsável pelo Parlamento Jovem na Escola Secundária Rafael Bordalo Pinheiro, os alunos irão agora apresentar as suas propostas e as vencedoras irão representar a escola na sessão distrital do Parlamento dos Jovens – Secundário, que se realiza em fevereiro.

Fruto da sua boa preparação e capacidade de argumentação, os estudantes que irão à sessão distrital podem ainda ser eleitos para representar o distrito de Leiria na terceira fase deste concurso, na Assembleia da República, em maio.

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