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“Viva Termas Centro”

Termas das Caldas nos 15 circuitos do projeto

Mariana Martinho

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Passeios pedestres interpretativos, workshops de degustação, espetáculos itinerantes e uma visita ao Hospital Termal foram algumas das atividades, que decorreram no passado sábado, no Largo do Termal. Desta vez coube às Caldas da Rainha receber a iniciativa “Viva Termas Centro”, sendo a penúltima paragem deste projeto que teve início em julho e que termina no próximo fim-de-semana, em Almeida, e que incluiu as termas da cidade, no primeiro ciclo de circuitos das 15 estâncias termais georreferenciadas pelo projeto.
Visita à piscina da Rainha

As atividades começaram logo de manhã, tendo como ponto de encontro o Largo Termal. Com participação de cerca de 20 pessoas, o grupo seguiu para o habitual passeio pedestre interpretativo pelo Parque D. Carlos I e pela Mata Rainha D. Leonor, onde os participantes apreciaram e exploraram a paisagem local.

Após duas horas de visita pelos lugares emblemáticos da cidade, seguiu-se um momento de espetáculo itinerante, “Mistério no Parque Termal” proporcionado pela Companhia Persona, na entrada do Parque D. Carlos I, em frente ao Hotel Sana Silver Coast.

Durante a tarde, por volta das 14h30, o grupo de curiosos mas desta vez com uma maior adesão de pessoas, concentrou-se à porta do Hospital Termal para acompanhar a visita a uma das unidades hospitalares termais mais antigas do mundo e “única do seu género”. O Hospital Termal encontrava-se desativado desde 2013, devido ao surgimento da bactéria legionella nas águas, tendo sido concessionado à autarquia, que prevê reabrir de forma faseada até 2019.

Com o objetivo de dar a conhecer ao público o espaço e os benefícios da água termal, a visita foi assegurada pela técnica do Museu do Hospital e das Caldas, Dora Mendes, que começou por contar a lenda de como a rainha D.Leonor conheceu as águas das Caldas, e que originou a construção do hospital no século XV.

O grupo deslocou-se à Piscina da Rainha, que “é uma nascente natural de água termal”, e que “hoje em dia é apenas um espaço museológico”. Seguiu para a zona das inalações e subiu ao salão nobre, onde Dora Mendes continuou a explicar a fundação do hospital, destacando a remodelação aquando da passagem de D. João V pela cidade para uso das águas, bem como a remodelação durante a administração de Rodrigo Berquó, e das quais se destaca o acréscimo do terceiro piso. Por fim, deslocou-se à sala de banhos, que encontra-se desativada. ”Esta seção, que tem tratamentos diferenciados de banheiras e de duches, não será das primeiras zonas a reabrir do Hospital, mas dá para perceber como as coisas funcionavam até pouco tempo atrás”, frisou a técnica.

A visita também conjugou uma deslocação do grupo até ao restante património termal, como a Igreja de Nossa Senhora do Pópulo e a Ermida de S. Sebastião, e por fim ao Palácio Real.

Após a visita, o tempo foi de celebrar a gastronomia regional com um workshop de degustação, que esteve a cargo de João Sá, acompanhado do nutricionista Pedro Botelho. Das quatro receitas confecionadas (crumble vegetais, babaganoush, hummus e molho de iogurte e ervas frescas com legumes), todas continham vegetais utilizados, inteiramente biológicos, oriundos da região Oeste, e permitiram aos participantes aliar a tradição gastronómica regional a uma dieta saudável.

Durante todo o dia, os participantes tiveram a oportunidade de divertir-se com os Jogos do Hélder, jogos de cariz tradicional, pensados para miúdos e graúdos, no Largo Termal.

No Posto do Turismo, na sala de Formação do Edifício do Turismo, entre as 10h30 e as 16h30, o público, sobretudo juvenil, participou na Oficina de Cartazes. Sob a orientação de Bruno Borges, a iniciativa proporcionou a criação de cartazes com o slogan “Água termal cura e cheira mal”, que sensibilizem a comunidade para as propriedades terapêuticas e, ao mesmo tempo, para a sustentabilidade deste recurso.

À noite ninguém ficou indiferente à performance “O Som das Estrelas”, na Praça da República, promovida pela Associação Cultural Nuvem Voadora e ainda ao concerto dos “Birds are Indie” no Largo Dr. José Barbosa.

Ciclo de eventos tem como foco “dar a conhecer as termas”

A iniciativa “Viva Termas Centro” é desenvolvida pelo consórcio Termas Centro, cujo promotor líder é a Associação das Termas de Portugal – Delegação Centro, cofinanciado pelo programa Operacional centro 2020, Portugal 2020 e União Europeia, através do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER), no âmbito da Estratégia de Eficiência Coletiva Provere. Tem como objetivo dinamizar várias estâncias termais da região centro, proporcionando fins-de-semana preenchidos com “um dia cheio de atividades diferentes e gratuitas para toda a família”.

De acordo com a responsável da animação do projeto Termas Centro, Cátia Marques, o ciclo teve início no dia 2 de julho, em Castro Daire, nas Termas do Carvalhal, sendo as Caldas da Rainha a “penúltima paragem do ciclo”, que termina no próximo fim-de-semana com a iniciativa nas Termas de Almeida Fonte Santa, no distrito da Guarda. Das 22 estâncias termais que compõem o centro do país, as termas das Caldas não são as únicas que se encontram encerradas e cujo objetivo “é reabrir”.

Além de dinamizar a competitividade turística de várias estâncias termais da região centro, dando a “conhecer não só as termas mas também os benefícios das suas águas”, o ciclo de eventos pretende “desmistificar a ideia de que ir às termas é uma atividade exclusiva dos mais seniores”. A iniciativa também proporciona uma “experiência termal” para que “as pessoas possam perceber o que pode ser feito no espaço termal sem consulta médica”, podendo usufruir de um duche Vichy ou de outro tratamento direcionado para área do bem-estar.

Ou seja, “o foco é dar a conhecer as termas, e tudo o que se pode tirar partido delas, como o restante património que existe à sua volta”, sublinhou Cátia Marques.

O ciclo também pretende dar a conhecer toda a “envolvência do espaço termal”, através da promoção do que de melhor cada região tem a nível cultural, gastronómico e histórico. “Todas as termas que compõem o centro do país têm uma envolvência bastante agradável do ponto de vista do património e da natureza”, referiu a responsável pela animação, adiantando que “esta iniciativa atrai muitas pessoas, que sentem curiosidade em visitar e conhecer as termas”, como é o caso de termalistas que nem sabem o que têm à volta dos edifícios termais.

Apesar de em alguns sítios ter sido “difícil captar pessoas”, aqui nas Caldas “correu muito bem, sobretudo na parte da tarde com uma maior adesão para a visita ao Hospital Termal”. Também presente e acompanhando o passeio pedestre esteve o vice-presidente da Câmara Municipal e representante do município no consórcio, Hugo Oliveira, que explicou que este projeto, que passa por dinamização de iniciativas de animação e de promoção, criou uma “dinâmica interessante na cidade e vai de encontro à estratégia de dar a conhecer as várias estâncias termais”.

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