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Comentadores de “Pontos de Vista” debatem formação do Governo

Francisco Gomes

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O resultado das eleições legislativas que deu a vitória à coligação Portugal à Frente, formada pelo PSD e CDS, sem conseguir a maioria absoluta, tendo os partidos da oposição a maioria de deputados no parlamento, foi o tema de debate na última emissão de “Pontos de Vista”, fórum político da Mais Oeste Rádio e Jornal das Caldas, às quartas-feiras às 19h. “Estamos numa encruzilhada difícil de resolver. Era importante ter havido uma maioria absoluta, mas a verdade é que os partidos de esquerda juntos tiveram 60% dos votos, por isso a interpretação dos partidos de direita formarem Governo devia ser vista com mais calma, porque o PS com o Bloco de Esquerda dá igual número de deputados de PSD e CDS juntos. Mais a CDU, dá a maioria à esquerda”, comentou o socialista Manuel Nunes.
Manuel Nunes, do PS

Os cenários que se afiguram são claros, no seu entender: “Por um lado, a coligação PSD/CDS vai tentar aliciar o PS para ter uma perspetiva de centro e vai pôr em pé de guerra o BE e a CDU, que vão apresentar logo uma moção de censura para o PS definir a sua posição. As áreas sociais, as reformas dos pensionistas e a função pública, serão matérias utilizadas pela coligação para cativar o PS, mas as pessoas que votaram no PS vão dizer que o fizeram por oposição à coligação. Por outro lado, se o PS se encostar à CDU e ao BE, as pessoas vão dizer que o PS não está a ter uma atitude responsável e governante”.

“Vai dar uma grande confusão. O PS está entre a espada e a parede. Prevejo que daqui a um ano estejamos de novo em eleições”, considerou Manuel Nunes.

António Cipriano, do PSD, declarou que “a verdade é que quem ganhou as eleições foi a coligação Portugal à Frente”.

“Quem votou no PSD, CDS e PS, que representam 68% dos votantes, disse que querem a continuação no euro, que são favoráveis ao pacto de estabilidade e manutenção da NATO, um conjunto de valores que os senhores da esquerda não aceita e que agora vêm tentar ganhar as eleições na secretaria e fazer uma pressão inaceitável sobre o PS”, manifestou.

“Acredito que o PS irá ponderar e deixar a coligação governar. Duvido que a legislatura chegue ao fim, mas se calhar durante dois anos o PS irá permitir a passagem dos orçamentos, porque se não o fizer, os eleitores vão perceber que não quer deixar governar e se houver novas eleições a coligação terá mais votos”, afirmou.

Emanuel Pontes, do MVC, apontou que “a maioria dos portugueses votou na esquerda, mas a esquerda não está unida”. “Acredito que vai haver cedência de todos e não acredito que o PS não vá viabilizar o Governo da coligação”, disse.

“Só um é que pode ganhar e a vitória, maior ou menor, é da coligação. Entendo que é uma grande vitória porque há alguns meses ninguém acreditava que ia ganhar”, frisou Rui Gonçalves, do CDS-PP. “O BE e a CDU tiveram bons resultados mas não tiveram a vitória, e o PS teve uma derrota arrasadora”, acrescentou.

“Se o PS quiser ser um partido responsável viabiliza o Governo. A coligação está pronta para liderar durante quatro anos. Evidentemente que tem de haver cedências de parte a parte”, referiu.

Para Alexandre Cunha, do BE, as eleições “têm um resultado claro: deram a maioria de votos e deputados contra as políticas do Portugal à Frente”.

“Agora é preciso resolver este problema e o mais provável é que toda a gente tenha de ceder e também que haja eleições antecipadas. O que é muito importante é que os partidos estejam dispostos a dialogar e não acontecer como fez o Presidente da República, que antes que sejam contados os votos do estrangeiro fez reuniões com os partidos da coligação, o que é incompreensível”.

“É completamente mentira que o BE é contra o euro ou contra a Europa. É um mito que andam a criar. Temos muita gente dentro do BE que é contra a saída do euro, como eu. Mas se é o euro que está a impor as políticas de austeridade e a degradar o estado social e se não nos deixam alterar os tratados orçamentais, então tem de se arranjar soluções fora do euro”, comentou.

José Carlos Faria, da CDU, sustentou que o Presidente da República, Cavaco Silva, “está a violar a constituição, porque os resultados eleitorais não estão fechados, porque faltam os votos da emigração, e os partidos não foram ouvidos. É uma precipitação, quando o respeito formal é importante”.

Por outro lado, fez notar, “a maioria absoluta existe no parlamento e podia viabilizar o Governo”.

Francisco Gomes

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