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Numismática

Moedas Portuguesas Comemorativas do Euro

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Por: Luís Manuel Tudella 69ª. Moeda Pintores Europeus José Malhoa (1855-1933) 2,50 Euro Características da moeda Anv: A moeda apresenta no anverso a imagem de Mestre José Malhoa de frente a três quartos, representado numa planície portando na mão esquerda a sua paleta e os pincéis, com a mão direita colocada junto à aba do seu casaco, numa evocação de que a sua arte buscava a representação fidedigna da natureza. Na orla superior, da esquerda para a direita, apresenta-se a legenda "José Malhoa 1855-1933" e na orla inferior apresenta-se a legenda "Pintores Europeus". Rev: Na representação do reverso da moeda, surge-nos a reprodução de um pormenor do quadro intitulado “O Atelier do Artista”, que se resume a uma pintura de nu na sua exuberância, portando ao seu lado direito o escudo nacional sobre a esfera armilar; por baixo o valor facial da moeda em duas linhas "2,50 euro". Na orla superior apresenta-se a legenda "República Portuguesa 2012".

Autor: Paula Lourenço.

Moeda de cuproníquel com acabamento normal:

Moeda de valor facial de 2,50 €uro, corrente em cuproníquel (Cu 75% e Ni 25%), com acabamento normal, com um diâmetro de 28 mm, peso de 10 g e com um limite de emissão de 100 000 unidades.

Moeda de Prata proof:

Moeda de valor facial de 2,50 €uro, em prata (Ag. 925%o), com acabamento proof, com um diâmetro de 28 mm, peso 12 g e com um limite de emissão de 10 000 unidades.

Moeda de Ouro proof:

Moeda de valor facial de 2,50 €uro, em ouro (Au 999%o), com acabamento proof, com um diâmetro de 28 mm, peso de 15,55 g com um limite de emissão de 1 500 unidades.

É pela primeira vez que em Portugal que se leva a cabo o reconhecimento de um grande artista na área de medalhistica, de filatelia e também de numismática, com a emissão de uma moeda comemorativa inserida na Série Europa e dedicada aos “Grandes Pintores”, em que a I.N.C.M. vem prestar a devida homenagem ao Mestre José Malhoa, um dos percursores do Naturalismo em Portugal.

Historial

José Vital Branco Malhoa, vulgo José Malhoa, nasceu na vila de Caldas da Rainha em 28 de abril de 1854. Com apenas 12 anos de idade, ingressou na escola de Belas Artes, revelando inatas aptidões pelos estudos, terminando-os com distinção e obtendo todos os anos o primeiro prémio. Pensou completar a sua educação artística no estrangeiro, recorrendo para isso a dois concursos, os quais não lhe foram favoráveis, sendo atribuído a um outro concorrente, apesar do seu reconhecido merecimento. Perante estas circunstâncias, viu-se na impossibilidade de completar os seus estudos com os primeiros mestres da arte moderna, pois não possuía bens para se poder sustentar no estrangeiro. Desiludido, recusou-se a dar continuidade à sua carreira, que tão auspiciosa se mostrava, dizendo nunca mais pintar. Tomou a decisão de se fazer caixeiro numa loja de modas pertencente a um seu irmão. Com o tempo, Malhoa não podia perder o seu apurado e dedicado estudo e engenho. Após seis meses, recomeçou a pintar. O quadro intitulado “A seara invadida” foi enviado à exposição de Madrid onde foi muito bem acolhido.

No ano de 188, dedicou-se em pleno à pintura, executando trabalhos que lhe foram encomendados para o Conservatório Real de Lisboa; algumas pinturas de tetos no palácio Burnay e diversas pinturas para os aposentos do infante D. Afonso. No setor histórico pintou, “O último interrogatório do Marquês de Pombal” retratos do rei D. Carlos, um retrato do príncipe D. Luís Filipe, entre outros.

O Naturalismo é um movimento surgido em França, na Literatura e nas artes plásticas, no século XIX, baseando-se na representação fiel da natureza, sem recorrer à idealização do romantismo, captando a realidade objetiva. Este movimento foi introduzido em Portugal na década de 70 do século XIX, tendo Malhoa aderido, integrado no Grupo do Leão. Este era constituído por artistas e intelectuais que se reuniam na cervejaria “Leão de Ouro” em Lisboa, (1881-1889), sendo considerado um grupo vanguardista e tendo abandonado de todo o panorama artístico vigente. Executavam-se telas refletindo os temas quotidianos, dando grande ênfase à vida campesina, em cenas repletas de luz, cor e liberdade. Entre os grandes artistas como Malhoa, destacam-se outros como: Silva Porto, António Ramalho, Ribeiro Cristino, Cipriano Martins, os irmãos Columbano, Sousa Pinto, Carlos Reis, Luciano Freire. Ao grupo do Leão, sucedeu-se o Grémio Artístico (1890), o qual anos depois daria lugar à Sociedade Nacional de Belas Artes (1901), da qual José Malhoa foi o primeiro Presidente.

Pintou quadros a óleo sobre tela, pastel sobre papel e carvão sobre papel.

José Malhoa concorreu a várias exposições no estrangeiro: Liverpool, Paris, Madrid, Rio de Janeiro, S. Petersburgo e Berlim onde alcançou assinalável êxito obtendo medalhas.

Foi condecorado com a Grã-Cruz da Ordem de Santiago, Cavaleiro da Ordem de Cristo, Cavaleiro da Ordem de Malta e a Medalha da Ordem de Isabel a Católica, de Espanha.

Malhoa faleceu em Figueiró dos Vinhos na sua casa denominada “Casulo”, vítima de uma pneumonia no ano de 1933. Neste mesmo ano, foi criado o Museu Malhoa na cidade de Caldas da Rainha por despacho ministerial datado do mesmo ano.

Resumem-se as suas mais emblemáticas obras, algumas das quais se encontram no museu da cidade de Caldas da Rainha:

Fado – óleo (1910) – Museu da cidade, em Lisboa; primavera – óleo (1932); A sesta – óleo, Museu de Belas Artes do Rio de Janeiro; Milho ao sol, (1927) – Museu Grão Vasco; Rainha D. Leonor – óleo (1926) – Museu José Malhoa; Gritando ao rebanho – óleo (1891) – Museu José Malhoa; Nú – óleo (1893/1894) – Museu de Arte de S. Paulo; As padeiras (1898) – coleção particular; Festejando o S. Martinho – óleo (1907) – Museu José Malhoa; Clara – óleo (1918) – Museu do Chiado; Praia das Maçãs – óleo (1918) – Museu do Chiado; Retrato de D. Maria da Nazareth Fernandes – pastel sobre papel (1926) – Museu José Malhoa; Camponês de Figueiró dos Vinhos – carvão sobre papel (1929) – Museu José Malhoa; Conversa com o vizinho – óleo sobre tela (1932) – Museu José Malhoa; Retrato do rei D. Carlos – óleo (1891); Retrato de Laura Sauvinet – óleo (1888) – Museu José Malhoa; As Promessas (1933) – Museu José Malhoa; A mulher do gato – óleo (1886) e Cabeça de Velho – pastel sobre papel (1907).

Obras consultadas: Portugal – dicionário histórico; Wikipédia.org/Naturalismo em Portugal; Museu José Malhoa; INCM; e coleção particular do autor

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