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Rodrigo Eduardo da Silva, foi o primeiro diretor eleito em eleições democráticas da ESAD.CR

Marlene Sousa
5 de Junho, 2014
Tomou hoje posse no dia 29 de maio, como diretor da Escola Superior de Artes e Design (ESAD.CR) do Instituto Politécnico de Leiria (IPL), Rodrigo Eduardo Rebelo da Silva que anteriormente ocupava as funções de subdiretor. Na sessão que decorreu no auditório da Escola, o novo diretor apresentou a sua equipa, os subdiretores, Samuel José Travassos Rama e Filipe João Duarte Santos de Alarcão e Silva. Rodrigo Eduardo da Silva, licenciado em filosofia, foi o primeiro diretor eleito em eleições democráticas da Escola Superior de Artes e Design, que celebrará 25 anos de existência no próximo ano. “Precisámos de quase 25 anos para conseguir completar plenamente a maturidade democrática e institucional que se exige a uma escola de ensino superior”, disse, o novo diretor que é também professor adjunto na Escola.
Rodrigo Eduardo da Silva, novo diretor da ESAD.CR

ESE, representantes das instituições da cidade e da região, professores, funcionários, e alunos da ESAD, prometeu iniciar uma nova etapa, “sem medo” numa altura que está a decorrer “o plano de reestruturação do subsistema politécnico, com fusões semianunciadas e prováveis fechos de cursos”.

Para ultrapassar as controvérsias, o novo responsável diz que a sobrevivência do projeto da ESAD “depende, em grande parte, das formas de luta que seremos capazes de inventar para resistir ao que se aproxima”. Palavras provavelmente destinadas a quem ameaça “o politécnico e o ensino das artes, do design e das humanidades que são recorrentemente atingidos por visões tacanhas quanto ao seu papel na sociedade e na cultura de um país com os défices de qualificação de que o nosso ainda padece”. “A uma direção cabe a responsabilidade de um ponto de vista culturalmente abrangente, um ponto de vista sobre o mundo e a vida e não apenas sobre o ensino e a organização de uma instituição”, sublinhou.

Na sessão de tomada de posse, o novo diretor apresentou as “tarefas prioritárias” para o seu mandato, o que chamou as “7 zonas programáticas”. A primeira é o processo de preparação e organização da avaliação dos cursos pela A3ES. A segunda, é o projeto pedagógico da escola que “deve estar ancorado numa programação científica e cultural, orientada para a formação dos alunos, complementando a sua formação curricular”. “Cada curso, em articulação com a direção, terá a tarefa de desenhar a sua programação científica, aberta a todos os cursos, integrada num programa semestral comum, aumentando a atividade científica de cada curso e de cada docente”, explicou, o diretor que quer que a ESAD seja “o sítio mais interessante da cidade e um laboratório de pensamento e de exploração de formas inéditas”.

A terceira linha de ação será o portfolio formativo da ESAD, referindo que “é preciso encetar um trabalho conjunto para construir a oferta de formações que vão substituir os CET’s, desenvolver pós-graduações e mestrados para continuidade de estudos, planear formações intensivas e de formação ao longo da vida”.

A criação de uma estrutura de investigação, que reúna e englobe todas as áreas da escola, é outro projeto que o novo diretor que ver implantado na ESAD.

A quinta zona programática é o melhoramento da articulação entre a internacionalização, estratégias de comunicação e de visibilidade pública das capacidades da escola. “A presença inteligente nas redes sociais, o uso do site como ferramenta estratégica de comunicação da instituição, devem ser integrados numa estratégia global, de escola, coerente, de forma intensificar a mobilidade, a internacionalização e a atratividade da escola”, sublinhou.

Como sexta prioridade pretende a requalificação de alguns espaços da escola de modo a criar um atelier coletivo de estudo e de experimentação, criando mais espaços de trabalho e encontro, que convidem os estudantes a permanecer no espaço da escola e a torná-la mais habitada”. Aproveitou a presença do presidente do IPL para lhe pedir apoio “em aquisições de equipamento e em algumas intervenções no espaço da escola, que são necessárias e para as quais nos comprometemos – ou não fossemos uma escola de designers – a desenhar intervenções low cost”.

Pretende ainda durante o seu mandato como diretor intensificar o diálogo, “com as instituições, empresas, cidade e com a comunidade” querendo a Escola de portas “abertas para o mundo”.

Endereçou uma palavra aos presidentes das Câmaras das Caldas Rainha e de Óbidos, que estavam presentes na cerimónia, congratulando-os pela nova relação de entendimento entre ambos os municípios e que “pode ser muito importante esta região. Pediu aos autarcas que nesta “nova etapa considerem a ESAD como um parceiro estratégico para muitas áreas chave da vossa atuação, que nos projetos de dinamização dos vosso municípios e nas candidaturas a esta nova geração de fundos comunitários possamos estar juntos e que a escola possa ser envolvida nas áreas em que ela pode dar resposta”.

Susana Rodrigues, diretora cessante apostou na internacionalização da ESAD

Susana Rodrigues, que cessou funções como diretora da ESAD fez um balanço positivo do seu mandato e enumerou os vários projetos que a desenvolveram ao longo dos quatro anos que esteve em frente da direção da Escola. Destacou a aposta na internacionalização da ESAD.CR.

O presidente do IPL, Nuno Mangas, que presidiu ao ato da tomada posse, confirmou as alterações que ensino politécnico irá enfrentar. No entanto mostrou-se confiante da “vontade de fazer coisas” do novo diretor que apresentou “um projeto ambicioso”.

Destacou ainda o trabalho de Susana Rodrigues.

O presidentes do Conselho de Representantes, João Bonifácio Serra, presente na sessão também agradeceu à ex-diretora pela sua dedicação e empenho e desejou a Rodrigo Eduardo da Silva um mandato de sucesso.

Marlene Sousa

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