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Requalificação do Museu José Malhoa custará mais de 410 mil euros

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Foi assinado no passado dia 6 o auto de consignação da empreitada de requalificação do Museu José Malhoa, em Caldas da Rainha, que terá um investimento superior a 410 mil euros, “irá potenciar ainda mais o lugar central que este museu ocupa, estimulando a curiosidade e o diálogo com os diferentes públicos, mas também o seu posicionamento estratégico na região, e na afirmação dos museus enquanto lugares de conhecimento e bem-estar”, sublinhou a secretária de Estado da Cultura, Isabel Cordeiro.
Isabel Cordeiro na assinatura do auto de consignação de requalificação do Museu José Malhoa

Foi assinado no passado dia 6 o auto de consignação da empreitada de requalificação do Museu José Malhoa, em Caldas da Rainha, que terá um investimento superior a 410 mil euros, “irá potenciar ainda mais o lugar central que este museu ocupa, estimulando a curiosidade e o diálogo com os diferentes públicos, mas também o seu posicionamento estratégico na região, e na afirmação dos museus enquanto lugares de conhecimento e bem-estar”, sublinhou a secretária de Estado da Cultura, Isabel Cordeiro.

A empreitada, que terá um valor de 410.471,96 euros, resulta de um concurso público lançado pela Direção Regional de Cultura do Centro (DRCC) ao Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), que tem como intuito a “valorização, salvaguarda e dinamização do património cultural, através da requalificação de 46 imóveis tutelados pelas Direções Regionais de Cultura do nosso país”, explicou a diretora deste organismo, Susana Menezes. Para esta intervenção foi efetuado “um rigoroso levantamento prévio das patologias do edificado”, que identificou algumas fragilidades, que se prendem com as coberturas e os sistemas de drenagem de águas pluviais, originando “um grande nível de infiltrações” no interior do edifício.

“É também evidente a presença de humidade em paramentos, que afeta diretamente o ambiente geral, colocando em causa a conservação do acervo”, adiantou a diretora da DRCC.

Por outro lado, o edifício apresenta diversas situações de degradação, nomeadamente, no pavimento da receção, em equipamentos sanitários, nos rebocos, no sistema de aquecimento, em elementos de madeira do telheiro do pátio, e ainda problemas no sistema de aquecimento e nas infraestruturas elétricas.

Apesar da “realização pontual de reparações ao longo dos anos”, Suzana Menezes sublinhou que “a verdade é que estes problemas estruturais não só persistem como se têm vindo a agudizar, pelo que a intervenção que agora iniciamos se reveste da maior importância para o museu”.

Nesse sentido, a intervenção, adjudicada à empresa Bel Heritage – Construção e Intervenção no Património, vai incidir “essencialmente, na correção das infiltrações de água pelo exterior do edifício, em reabilitações diversas de repor as condições ambientais adequadas ao bom funcionamento do museu”, e ainda a substituição de painéis de policarbonato da cobertura, bem como dos revestimentos em telha cerâmica, por outros em chapa de zinco, de modo “a suprir as ineficiências identificadas ao nível da impermeabilização da cobertura”.

A obra também prevê ações de conservação e desinfestação preventiva dos materiais da reserva do museu, assim a reparação dos sistemas eletromecânicos.

A este investimento, com um prazo de conclusão de 10 meses e “qual não se poderá compadecer de qualquer tipo de entrave ou atraso” juntar-se-á “um outro igualmente importante no domínio da transição digital”, o que segundo a responsável da DRCC permitirá a instalação de wi-fi e de soluções de interatividade no museu, bem como a criação de uma visita virtual e a digitalização de 1.546 peças de acervo, em 2D e 3D, que passarão a ficar disponíveis ao público. Estas áreas de investimento serão, também, “alvo de procedimentos concursais que esperamos abrir ainda este mês”, afirmou Susana Menezes, adiantando que “hoje entramos numa nova fase da história deste museu, que ficará marcada, não tenho dúvidas, por este profundo processo de requalificação física e de transição digital”.

Na cerimónia a secretária de Estado da Cultura, Isabel Cordeiro, destacou que “o museu ocupa no panorama museológico nacional uma centralidade invulgar”, já que foi o primeiro edifício projetado e construído de raiz como museu, com a preocupação com as questões de conservação, e ainda integra o maior núcleo reunido de obras do seu patrono, constituindo “uma referência contornável da história de arte”. Circunstância que lhe confere “um papel central num itinerário nacional” e que por isso “vejo com grande satisfação o início da requalificação, antecipada em cerca de seis meses em relação ao previsto no calendário e metas” do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), em que a intervenção se insere, acrescentou Isabel Cordeiro.

Para a governante “esta requalificação irá potenciar ainda mais o lugar central que este museu ocupa, estimulando a curiosidade e o diálogo com os diferentes públicos, mas também o seu posicionamento estratégico na região, no território e na afirmação dos museus enquanto lugares de conhecimento e bem-estar”.

Nicole Costa, diretora dos museus José Malhoa, da Cerâmica e Dr. Joaquim Manso, sublinhou que “este é um momento muito aguardado pelo museu, no que diz respeito às necessárias obras, bem como na digitalização do acervo, e espero que ambos ajudem a lançar o museu nas esferas dos diálogos”.

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