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Câmara frigorífica convertida em galeria de arte

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O Cadaval vai ser palco do inédito evento “Arte no Frio”, iniciativa de Jaime Rodrigues com a colaboração do Município do Cadaval, que consiste num ciclo de exposições de artesanato inusitadamente montadas no interior de uma câmara frigorífica.
Jaime Rodrigues, o impulsionador do “Arte no Frio”

O Cadaval vai ser palco do inédito evento “Arte no Frio”, iniciativa de Jaime Rodrigues com a colaboração do Município do Cadaval, que consiste num ciclo de exposições de artesanato inusitadamente montadas no interior de uma câmara frigorífica.

A inauguração terá lugar no dia 29 de maio, pelas 15h00, na Coopval – Cooperativa Agrícola dos Fruticultores do Cadaval, ficando patente até 26 de junho. De quinta a domingo, das 15h às 19h, o ciclo de exposições permanecerá gratuitamente visitável.
Esta mostra terá lugar numa câmara frigorífica onde habitualmente é armazenada a fruta para comercialização (pera rocha, maioritariamente), que constitui a base da economia local cadavalense. Para o efeito, a Coopval, sediada na vila do Cadaval, acedeu à disponibilização de uma das suas câmaras de frio para acolher o singular evento.
Jaime Rodrigues, natural do Painho (Cadaval), é ele próprio um criador de arte, com trabalhos baseados essencialmente na técnica de “pouring” sobre madeira. O autor é também o rosto da marca de artesanato “Sr. Serafim”, e estará igualmente presente com os seus trabalhos de pintura e escultura.
Foi há cerca de dois anos e meio que, ao arrumar antigas moedas de reis, Jaime Rodrigues se lembrou de procurar uma forma de criar pregadeiras e pulseiras para, nesse natal, oferecer a familiares e amigos.
Deu-se, depois, a constante procura de outros materiais “arrumados” ou obsoletos, mas cuja (re)utilização fosse incomum.
Pelo caminho, surge a marca “Sr. Serafim”, a lembrar a icónica figura de seu pai. Tal como sustenta, “afinal eram dele as primeiras moedas utilizadas e o local de criação que, sob o olhar atento e aconselhador do painhense Jorge Romão, evoluiu para o Espaço Sr. Serafim”.
A iniciativa reunirá quatro artistas convidados, todos eles com ligações ao concelho, que irão mostrar os seus trabalhos rotativamente, nas vertentes kitsch, craft design, madeiras, acrílico sobre tela, design gráfico e têxtil e ainda joalharia.
Assim, na primeira semana caberá ao pintor e escultor Jorge Romão, de 2 a 5 de junho, divulgar a sua arte “kitsch”. Embora residindo no histórico bairro da Graça, em Lisboa, as suas raízes provêm da aldeia do Painho. Dono da marca Arte Jota, a sua representação vai além-fronteiras, possuindo coleções privadas no Reino Unido, Bélgica, Luxemburgo, Dinamarca e Dubai. Já foi apelidado de “Almada Negreiros do séc. XXI.
Margarida Romão ocupará a segunda semana desta atividade, entre 9 e 12 de junho, divulgando a sua marca Modartt, baseada no “Craft Design”, que representa uma forma de paixão transformada na sua profissão.
A Modartt surge em 2015 com uma linha de produtos que são mais do que bijuteria e complementos de moda. Formada em vitrinismo e decoração de interiores, percebeu que era no design de peças únicas que iria assentar a sua arte.
Ainda nesta segunda semana (9 a 12 de junho), o evento “Arte no Frio” contará também com a presença de Art.MVentura, que proporcionará uma mostra de arte em madeira.
Manuel Ventura é encarregado geral numa empresa de construção, sendo que há dois anos começou a trabalhar com as madeiras que se cruzavam no seu caminho. O seu objetivo passa por recriar e transformar materiais oriundos da natureza em objetos de arte de decoração e de uso diário.
A seguir, de 16 a 19 de junho, será a vez de Iryna Tarasova, artista autodidata de origem ucraniana, expor acrílico sobre tela.
Iryna organiza workshops de criatividade, dado o seu espírito empreendedor, tendo sempre procurado quebrar as regras.
De 23 a 26 de junho, seguir-se-á Isa Marita, com uma mostra de design gráfico e têxtil a preencher a quarta e última semana da iniciativa.
O seu trabalho criativo centra-se na arte digital, mas também ilustra fora do ambiente virtual, explorando diferentes materiais, para além do papel.
A jovem ilustradora de 26 anos é designer gráfica de profissão, mas a sua paixão engloba a arte no seu geral.
Margarida Costa marcará também presença nesta quarta semana (23 a 26 de junho) mostrando peças de Joalharia. Com 30 anos de experiência profissional na área da investigação e consultoria, decidiu seguir o seu coração e fazer uma mudança radical na sua vida. Regressou à sua terra natal e, embora continue a trabalhar como consultora independente, a apoiar PME’s da região, é na joalharia que encontra uma das suas maiores realizações.
Ao longo dos últimos anos tem frequentado aulas particulares com diferentes joalheiros, para aperfeiçoar a sua técnica, e realizado vários workshops de joalharia, na A.R.C.O. e na Escola de Joalharia de Barcelona.

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