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Livros, viagens, música e exposições no Festival Latitudes

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Depois de dois anos de interregno, devido à pandemia, o Latitudes - Literatura e Viajantes regressou entre 21 e 24 de abril, à vila de Óbidos, com uma edição dedicada à literatura de viagens, que juntou a gastronomia, o vinho, os livros e a música, bem como a exposição “Sketch Tour Portugal” e a inauguração da segunda residência literária, dedicada ao poeta Ruy Belo (1933-1978).
Inauguração da exposição “Sketch Tour Portugal” no Museu Abílio de Mattos e Silva

Depois de dois anos de interregno, devido à pandemia, o Latitudes – Literatura e Viajantes regressou entre 21 e 24 de abril, à vila de Óbidos, com uma edição dedicada à literatura de viagens, que juntou a gastronomia, o vinho, os livros e a música, bem como a exposição “Sketch Tour Portugal” e a inauguração da segunda residência literária, dedicada ao poeta Ruy Belo (1933-1978).

Nesta quarta edição, o evento literário, desta vez associado às viagens, contou com cerca de 40 propostas, que juntaram literatura e viajantes em torno de Óbidos. Começou com a inauguração da exposição “Sketch Tour Portugal”, no Museu Abílio de Mattos e Silva, que por sua vez também dá nome a um livro, que deverá ser lançado até ao final de maio.
A mostra, composta por “seis malas gigantes usadas antigamente”, propunha “uma viagem”, com desenhos, textos e componente audiovisual produzidos nas sete regiões de turismo do país ao longo de ano e meio, sendo que existiam regiões com mais conteúdos do que outras para representar o interior do país.
“O objetivo era mostrar a experiência daquele destino através dos desenhos, da escrita, dos sons e das imagens”, explicou o presidente do Turismo de Portugal, Luís Araújo, adiantando que “é muito bom ver finalmente este projeto a sair do papel”.
Desta iniciativa, com desenhos e palavras, materiais recolhidos durante as visitas, uma biblioteca sonora e visual das várias regiões e o mapeamento destas experiências no território, resultaram 10 tours, mais de 4 mil conteúdos em redes sociais, 500 desenhos, 10 webisodes, uma exposição multimédia, um livro e mais 600 mil euros em retorno em média. “Tudo isto permitiu-nos criar conteúdos e a transformação desta exposição”, sublinhou Luís Araújo.
A mostra, que depois de Óbidos “vai viajar” para França, Espanha e Brasil, reúne trabalhos de 20 sketchers oriundos de vários países como Espanha, Itália, França, Reino Unido, Suécia e Egito, que percorreram o país, em plena pandemia, desenhando as suas paisagens, numa edição que este ano conta com a novidade de terem sido recolhidos alguns artefatos, espécies de flora e, até “nevoeiro” guardado num dos frascos em exposição.
A estes trabalhos juntaram-se textos de 11 autores e escritores, que “tivessem alguma ligação às regiões” como Marcela Costa, Rui Cardoso Martins, Gonçalo Cadilhe, Matilde Campilho, José Luís Peixoto, Joel Neto, Dulce Maria Cardoso, Afonso Cruz, Tiago Salazar, Jacinto Lucas Pires e Mia Couto, que escreveu o prefácio do livro, que será editado pela editora Caleidoscópio.
“É esta a experiência que queremos passar, que somos um pais aberto e disponível para receber outras pessoas”, frisou o presidente do Turismo do Centro, adiantando que “estamos focados num turismo mais lento, que permanece e gaste mais dinheiro cá, e que sobretudo viaje todo o território”.
Presente na inauguração também esteve a secretária de Estado do Turismo, Rita Marques, que sublinhou que “Óbidos é um bom exemplo do que queremos para o nosso turismo e este projeto evidencia mais uma vez a nossa estratégia de assumir uma liderança no turismo sustentável, mais inclusivo e cuidador”. Disse igualmente que “é importante reinventarmos e darmos espaço a este tipo de programas ligados ao turismo, fazendo sempre pontes com outros setores da economia”.
Aproveitou a ocasião para recordar que “o país atravessou um momento extremamente difícil, com a pandemia, mas mesmo assim fomos reconhecidos em 2020 como uma marca turística no mundo, e isso deveu-se à atitude de não ficar resignado e parado”.
Já presidente da Câmara Municipal, Filipe Daniel, referiu que “Óbidos é de facto um local inspirador para estas artes, mas também para as histórias que os sketchers trazem para a vila”. O livreiro José Pinho disse que “tal como a exposição, o livro também será um marco daquilo que é aposta do Turismo de Portugal, que inclui o turismo literário, bem como divulgar o que de melhor existe”.
Além da exposição, o evento literário proporcionou aos visitantes workshops e oficinas sobre fotografia, leitura, desenho e literatura, exposições de pintura e de desenhos, aquisição de livros numa feira solidária, tertúlias sobre livros, palestras sobre viagens, apresentações de livros e de roteiros, caminhadas, jantares literários, e por último, a inauguração da residência literária Ruy Belo em Óbidos.
O espaço, que terá como primeiros moradores Maya Ângela Macuácua e Geremias Mendoso, vencedores da quarta edição do Prémio Literário Fernando Leite Couto, é dedicado ao poeta Ruy Belo, estando instalado “num edifício recuperado pela Câmara com este objetivo”, frisou a vereadora da Cultura da autarquia, Margarida Reis, aludindo ao espaço onde “outros escritores poderão beber um bocadinho daquilo que foi Ruy Belo”.
A residência conta com fotografias e livros cedidos pela família do poeta, que dá nome à segunda residência literária criada no concelho, depois da residência Josefa D´Óbidos, por onde nos últimos anos passaram alguns escritores internacionais.

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