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Caldas recebeu 90 alunos finalistas das Olimpíadas Portuguesas de Matemática

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O Agrupamento de Escolas Raul Proença, em Caldas da Rainha, foi o anfitrião da final da 40ª edição da Olimpíadas Portuguesas de Matemática (OPM). A cerimónia de encerramento da competição decorreu no passado domingo, no Centro Cultural e de Congressos de Caldas da Rainha, com a presença de cerca de 400 pessoas.

O Agrupamento de Escolas Raul Proença, em Caldas da Rainha, foi o anfitrião da final da 40ª edição da Olimpíadas Portuguesas de Matemática (OPM). A cerimónia de encerramento da competição decorreu no passado domingo, no Centro Cultural e de Congressos de Caldas da Rainha, com a presença de cerca de 400 pessoas.

Entre 7 a 10 de abril os 90 finalistas, com idades entre os 11 e os 18 anos, de vários pontos do país, pernoitaram na cidade. Ser anfitrião foi para João Silva, diretor do Agrupamento de Escolas Raul Proença, uma nota de “valor e credibilização enquanto cidade que valoriza a educação”.

O convite partiu da Sociedade Portuguesa de Matemática (SPM) antes da pandemia. Depois de dois anos sem uma final a juntar todos os alunos, as OPM voltaram ao seu formato original. Para o agrupamento o desafio foi “um reconhecimento da nossa capacidade de organização”, adiantou o diretor. 

A logística foi grande e João Silva disse que contaram com a ajuda de cerca de 20 professores de matemática que estiveram ligados à SPM, para além do apoio da Câmara das Caldas.

Os jovens foram na sexta-feira à tarde visitar Óbidos e a autarquia local arranjou guias para fazer um passeio pela vila. No sábado, mesmo com a chuva, os alunos, com o apoio dos docentes de matemática do Agrupamento, participaram num peddy paper pela Rota Bordaliana, um roteiro cultural e artístico que homenageia Rafael Bordalo Pinheiro e a tradição na cerâmica das Caldas.

O responsável fez um balanço positivo da iniciativa considerando que decorreu bem e que a “matemática deve ser desmistificada porque acompanha-nos diariamente em tudo o que fazemos”.

A cerimónia de encerramento contou também com a presença de Conceição Henriques, vereadora da Câmara Municipal das Caldas, de Hélder Pais, da Direção Geral de Educação, de Ana Noronha, da Ciência Viva, de Jorge Milhazes de Freitas, vice-presidente da Sociedade Portuguesa de Matemática, da equipa de correção de provas, vários docentes de matemática, alunos participantes e seus familiares.

Jorge Milhazes de Freitas revelou que nesta edição das OPM estiveram envolvidas 700 escolas e participaram cerca de 20 mil alunos.

Ana Noronha destacou o projeto Delfos, que surge em 2001 com a missão de preparar as equipas portuguesas para as competições internacionais de matemática, “uma grande ajuda para os alunos começarem a ganhar medalhas lá fora”. 

Hélder Pais elogiou a SPM pelo esforço em “manter viva esta ideia mesmo em anos de pandemia, com dificuldades acrescidas, adaptando-se às exigências”. Disse que para o Ministério de Educação é importante que “a escola não seja um espaço fechado e que o ensino, aprendizagem e avaliação não ocorra só dentro das quatro paredes”.

Conceição Henriques manifestou que foi uma honra receber a iniciativa, referindo que “qualquer cidade tem sempre os olhos postos no futuro da juventude do país”.

Recordou que já foi professora de português durante quinze anos e sempre percebeu que “os alunos que dominavam as ciências eram também aqueles jovens que melhor dominavam as restantes matérias”. “Saber matemática é uma rede para todo o pensamento”, afirmou, elogiando os docentes que contribuíram para a desmistificação da matemática.

As oradoras convidadas foram Maria da Graça Marques e Marília Pires, da Universidade do Algarve, que fizeram uma intervenção intitulada “Das Funções aos Balões (ela anda por aí…)”

Para entregar as medalhas ainda se juntou Osvaldo Mendes, do Novo Banco, um dos mais antigos apoiantes das OPM, que se dividem em três categorias: categoria Júnior (6.ºe 7.º anos), categoria A (8.º e 9.º anos) e categoria B (10.º, 11.º e 12.º anos). Cada categoria, que conta com um total de 30 alunos, atribui três medalhas de ouro, três de prata e seis de bronze.

Das Caldas da Rainha houve uma finalista, Maria Lalanda, aluna do 7º ano do Agrupamento de Escolas Raul Proença, que não foi medalhada.

Desta região, José Ferreira, do 9º ano, do Externato Cooperativa da Benedita, recebeu a medalha de ouro. Maria Teresa Gaspar, do 12º ano da Escola Secundária D. Inês Castro, em Alcobaça, foi premiada com a medalha de bronze.

Tiago Marques, aluno do 12º ano no Colégio Internato Claret, em Pedroso, conquistou nesta edição a sua sétima medalha de ouro. Tiago é assim o primeiro aluno a conseguir uma medalha de ouro em todos os anos de participação possíveis na competição (do 6.º ao 12.º ano), deixando um registo notável e difícil de igualar.

Destaque para Tiago Mourão, da Escola Secundária de Santa Maria da Feira (12º ano), e Eduardo Guerreiro, da Escola Secundária João de Deus, em Faro (12º ano), que arrecadaram as outras duas medalhas de ouro da categoria B.

As OPM são organizadas pela SPM em parceria com o Departamento de Matemática da Universidade de Coimbra, com o apoio do Ministério da Educação, da Ciência Viva, da Fundação Calouste Gulbenkian e do Novobanco.

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“Das Funções aos Balões (ela anda por aí…)”

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