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Histórias do Termalismo

26. Futuro

Jorge Mangorrinha

EXCLUSIVO

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A 25 de agosto de 1921, portanto há precisamente 100 anos, foi escrito este postal ilustrado, que viajou das Caldas para Lisboa, dirigido ao Chefe da 4.a Repartição do Ministério das Finanças, ao tempo do Ministro Tomé de Barros Queiroz, um dos fundadores da República, que também chefiava o Governo, como Presidente do Conselho de Ministros. No postal, o remetente escreve sobre o seu próprio estado de saúde, “egual ao d’hontem”. E não é que, um século depois, os caldenses se queixam, hoje, de que o edifício do Hospital Termal se encontra nesse estado, em termos de atividade, ou seja, igual ao de ontem?

A propósito, em ano de eleições nada de novo, quanto aos desejos e às reivindicações das candidaturas, mais parecendo que os velhos temas se tornam, de quatro em quatro anos, em novidades. Vejamos o que as diferentes candidaturas propõem sobre o termalismo, até à data.

O Chega tem em conta – e bem – questões estruturantes, como o desenvolvimento do termalismo, para revitalizar o turismo e o comércio local.

O PCP e o Partido Ecologista “Os Verdes” defendem – e bem – o apoio aos mais desfavorecidos no acesso aos tratamentos termais.

O Bloco de Esquerda talvez integre o termalismo nas suas preocupações quando refere a requalificação da Linha do Oeste, “como uma alternativa e um contributo válido às respostas das alterações climáticas” e, digo eu, no fomento de uma maior procura termal, porque desconheço qualquer proposta concreta do BE nesta área.

O CDS e os parceiros de conveniência têm a ambição de voltar a dar – e bem – cosmopolitismo às Caldas.

O PS tem a pretensão – e bem – de dar dimensão urbana a este relançamento, com medidas concretas de apoio ao alojamento e à restauração, com linhas de financiamento às micro e pequenas empresas ligadas direta ou indiretamente à atividade termal e a promoção da marca “Caldas da Rainha, Cidade Termal”.

Os “Independentes”, de que ainda espero um sinal de distinção concetual em relação ao atual poder executivo, falam – e bem – do que eu há muito defendo e escrevo: a construção de um balneário termal, a musealização do edifício do Hospital Termal e a criação de um Centro de Conhecimento.

A isto, responde o PSD, com o seu caminho trilhado desde 2013 e a promessa, desde então, em resolver – e bem –, numa década, o problema da reabertura da atividade, sem contudo referir-se, com determinação, a um novo edifício termal e à importância de ver o problema à escala da cidade.

Concluo que o ideal seria um Presidente que conseguisse unir programaticamente o melhor de todas as propostas.

Caldas da Rainha sempre teve tudo para singrar e ser uma das mais convidativas cidades portuguesas, com esta e outras singularidades. Mas a política enviesada, as invejas e a frágil cidadania toldaram-lhe o presente, bem como, ironicamente, o não uso do pulverizador ocular da minha história anterior. Uma política em que quem toma posições públicas é preterido por quem nunca moveu moinhos nem teve posições sobre coisa alguma, apenas porque os decisores preferem os seres “imaculados” aos seres convictos. Estes mesmos defeitos servem à medida tanto os partidos, cada vez mais despossuídos de quadros, como os movimentos, que depressa se desagregam.

O futuro coletivo nem sempre pertence àqueles que acreditam na beleza de seus sonhos. As escolhas de agora irão ditar o destino, no contexto de um futuro que tem sempre algo de imprevisível. O número 26 – desta última história e do dia eleitoral do próximo mês – tem um significado associado ao que ele representa na numerologia: eficiente e diplomático, centrado na equipa, com uma visão equilibrada dos pros e contras das situações e oportunidades e pela construção de coisas que a sociedade encontra como úteis e que provavelmente perduram durante muito tempo, tal como deve ser o termalismo.

Assim seja!

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