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Rebeca no “Centro das Conversas” abriu o seu coração

Marlene Sousa

EXCLUSIVO

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Rebeca, uma das cantoras mais acarinhadas pelos portugueses, foi a convidada do “Centro das Conversas” do centro comercial La Vie Caldas da Rainha em parceria com a Rádio Mais Oeste, que decorreu no passado dia 3.
Francisco Aleixo conversou com Rebeca

A conversa, que teve a vida da cantora caldense como tema central, foi conduzida por Francisco Aleixo. O “Centro das Conversas” foi transmitido em direto nas redes sociais do La Vie. Rebeca selecionou a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários das Caldas da Rainha para ser agraciada com um donativo de duzentos euros patrocinado pelos responsáveis do centro comercial. Rebeca, que tem estado na ribalta com o lançamento há cerca de um mês do seu novo single, com o título “Com Calma”, iniciou a entrevista recordando o seu percurso na música, que iniciou em 1998 na Editora Espacial. Com 23 anos de carreira a cantora garante que ainda tem “muito para dar” e que “fazia tudo de novo”. Foi com 12 anos que subiu ao palco pela primeira vez, e foi no ano seguinte que entrou no Conservatório para aprender a tocar piano. Foram cerca de seis anos de estudo diário e para além de cantora é, também, professora de piano. Foi o seu pai que a inspirou para seguir esta profissão porque sempre quis ser enfermeira ou médica. “Eu nasci no berço da música, lembro-me de estar deitada no meu quarto e ouvir o meu pai a ensaiar com a sua banda que se chamava Skylab”, contou. “O desejo do meu pai era que eu fosse uma cantora famosa, mas eu na realidade era feliz a tocar em casamentos e festas, o que fiz durante sete anos”, adiantou a cantora. O pai enviou uma cassete com a sua voz para várias editoras e aí surgiu a sua carreira de sucesso como cantora. O maior sucesso foi com a música “O meu nome é Rebeca”, lançada em 2013. Lembrou que na altura não queria aquela música porque achava estranho “cantar o meu nome quando toda a gente sabia o meu nome, mas quando eu ouvi o instrumental vi que estava muito bem feito e mudei de ideia e foi um êxito”, contou. O tema continua atual, fazendo parte banda sonora da nova novela da SIC, “Amor Amor”. Em relação ao tema “Com Calma”, disse que é uma carta fechada porque “nunca sabemos onde está o sucesso, porque o público é que dirá”. “Só depois de alguns meses é que nós percebemos se é sucesso ou não”, adiantou, revelando que já recebeu “muitas mensagens com vídeos das crianças a fazer as coreografias da canção e já sabem o refrão da canção”. Questionada sobre qual a diferença entre a Claúdia Sofia (nome de nascimento) e a Rebeca, a cantora disse que “há muita”. “A Cláudia é uma mulher muito tímida e esta profissão tem vindo a ajudar a ser mais extrovertida porque se não fosse cantora seria um bicho autêntico, porque sou muito caseira”, referiu, acrescentando que quando sobe ao palco transforma-se na personagem da Rebeca. A pandemia afetou a indústria musical. Rebeca revelou que em 2020 foram cancelados 60 concertos e este ano 40 eventos. Diz que sente falta do público nos concertos. “Veem-me na televisão, mas um concerto ao vivo tem um impacto diferente porque temos milhares de pessoas à nossa frente a cantar e dançar a nossa música e aplaudir”, contou. No entanto, referiu que já tem vários espetáculos marcados para 2022. Apelou às pessoas para terem cuidado e que continuem a usar a máscara. “Ontem estive em Mortágua num programa da TVI e confesso que tive medo porque houve pessoas que se começaram a juntar a nós, uns com máscara e outros sem, e ainda é muito cedo para estarmos à vontade porque o vírus ainda anda aí e eu já tive problemas de saúde, tenho que ter o dobro do cuidado”, alertou. No “Centro das Conversas” a cantora caldense abriu o seu coração e revelou pormenores dos dois cancros que teve, um na tiróide com 29 anos e o outro na mama oito anos depois. Deu a volta por cima e venceu ambos. Quis deixar claro que o “primeiro cancro nada ter a ver com o segundo”. Recordou a fase difícil, nomeadamente com o cancro da mama, que era muito agressivo e realçou o apoio que o seu marido, Élio Gomes, lhe prestou durante todo o drama. “Casámos há sete meses, mas estamos juntos há dez anos e tem sido uma autêntica lua de mel, porque nos apoiamos nos bons e maus momentos”, apontou. A cantora falou ainda da capa da Revista Cristina onde apareceu sem cabelo e a importância que isso teve na sua vida. “Estive seis meses calada sem ninguém saber que estava com cancro novamente e fiz várias vezes televisão com uma peruca igual ao meu cabelo e a Cristina Ferreira apercebeu-se que eu não estava bem e convenceu-me a dar a cara para outras mulheres que estavam a passar pela mesma doença”, contou. Questionada sobre porquê aquela revista, Rebeca disse que sabia que a Cristina é sua amiga e que iria “dizer a verdade a todos os portugueses”. A artista falou também do pilar principal da sua vida que é o seu filho Rubim, que lhe deu força para “vencer o cancro”. Não é uma pessoa crente, considerando-se “ateia”, mas acredita no universo e costuma dizer que o seu filho é o seu “Deus”, porque “é aquele que eu vejo e sinto”. “Ninguém pode levar a mal porque eu respeito as pessoas que são crentes e também gosto de ser respeitada”, salientou. Rebeca “renasceu” e atualmente sente-se “outra mulher, mais feliz e adulta, com uma visão diferente do mundo” e com “imensa vontade de viver”. Esta foi a segunda edição do “Centro das Conversas”. Em parceria com a Rádio Mais Oeste que se assume como media partner, o La Vie avançou com esta iniciativa que uma vez por mês leva ao centro comercial personalidades em conversas descontraídas sobre temas atuais e oportunos para Caldas da Rainha. Cada um dos convidados seleciona uma instituição particular de solidariedade social para ser agraciada com um donativo patrocinado pelo La Vie. O primeiro convidado foi o arquiteto Jorge Mangorrinha, que escolheu o Conselho da Cidade – Associação para a Cidadania das Caldas da Rainha para receber o donativo no valor de 200 euros.

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