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Escola de Hotelaria e Turismo do Oeste promoveu Jornadas de Empreendedorismo

15 de Março, 2021
No passado dia 8 a Escola de Hotelaria e Turismo do Oeste (EHTO) desenvolveu as VI Jornadas de Empreendedorismo, este ano em parceria com a AIRO - Associação Empresarial da Região Oeste e enquadradas nas ações de Empreendedorismo Online, no âmbito do Concurso de Empreendedorismo nas Escolas.
As jornadas decorreram online

“A inovação e o empreendedorismo é um processo permanente e constante. Nunca há um porto de chegada e podemos sempre ir melhorando”. A afirmação foi de Daniel Pinto, diretor da EHTO, um dos oradores, a par de Sérgio Félix, representante da AIRO, Nuno Garcia, coordenador do Curso de Gestão do Turismo da EHTO, Valter Duarte, do NEST Portugal – Centro de Inovação Turístico, Luís Roll, CEO do grupo Flagworld Hotels, João Gaspar e Sérgio Martins, equipa vencedora do Programa Tourism Explorers na cidade de Caldas da Rainha em 2020, e Jorge Rocha, Sandra Reis e Nuno Reis, do Sports Nature Lab.

Neste evento online foram várias as experiências de empreendedorismo partilhadas. “As jornadas são especialmente para vocês e esperamos que sejam inspiradoras para os vossos eventuais projetos”, salientou, logo de início, Célia Antunes, professora de empreendedorismo na EHTO e moderadora do evento, dirigindo-se aos alunos das escolas que estavam a participar.

Segundo Daniel Pinto, as jornadas pretendem ser um estímulo à ação e um incentivo ao pensamento pró-ativo, numa ótica também de ligação da escola às empresas. Daí a importância de ouvir a visão dos empresários e empreendedores, alguns dos quais já foram alunos desta escola, que estão no terreno.

“Queremos estimular o pensamento dinâmico, a inovação e a criatividade, numa ligação permanente entre a escola, alunos e o Setor do Turismo, através das empresas, associações, autarquias locais e demais instituições do ecossistema empreendedor de Portugal e da região Oeste”, afirmou.

Sérgio Félix salientou como a EHTO, desde a sua criação, tem tido uma grande sensibilidade para as questões do empreendedorismo. “Temos trabalhado sempre em conjunto e já antes superámos tempos mais difíceis”, referiu.

A associação tem procurado sempre colocar os alunos das várias escolas a pensar sobre oportunidades de negócio e agora o foco tem sido nos novos desafios colocados pela pandemia. “O turismo foi dos setores mais afetados, mas na AIRO temos a consciência que dependemos uns dos outros e é preciso que todos trabalhem em conjunto para superar a atual situação”, afirmou.

Segundo o responsável, há sempre muitas ideias interessantes apresentadas pelos alunos nas iniciativas do empreendedorismo que a AIRO tem promovido. Sérgio Félix deixou algumas sugestões para áreas que poderão ser exploradas, como formações online na área da cozinha ou venda de conteúdos fotográficos na internet.

Os temas do concurso de empreendedorismo de 2021, desenvolvido pela AIRO e a Câmara das Caldas da Rainha, são “Como superar a COVID-19”, “Economia Circular” e “Área Empresarial”.

Até à final do concurso, em maio, a associação está a dinamizar uma série de eventos online sobre empreendedorismo.

Empreendedores contaram as suas experiências

Para apresentar como é possível criar um projeto sem grandes fundos e conseguir ter sucesso, participou nestas jornadas o CEO do grupo Flagworld, proprietário do mais recente hotel nas Caldas da Rainha (Campanile). Luís Roll foi aluno da Escola de Hotelaria do Porto e contou como foi a génese deste grupo hoteleiro, criado há oito anos.

“A base do nosso projeto foi acreditar que eramos capazes. Na hotelaria tudo é possível, se acreditarmos e convencermos as pessoas a acompanharem-nos e apoiarem-nos”, sustentou. O empresário salientou que é preciso “tirar proveito da formação das escolas de hotelaria”.

O grupo começou por gerir hotéis dos quais não era proprietário e atualmente detém e gere 21 hotéis e resorts em três países (Cabo Verde, Espanha e Portugal), divididos entre três marcas hoteleiras. Tem também empresas noutras áreas de negócio, como o aluguer de material hoteleiro e uma agência de viagens. “Pelo caminho também abandonámos outros caminhos, onde não tivemos sucesso”, adiantou.

Luís Roll falou também especificamente do hotel das Caldas da Rainha, que irá abrir a 1 de abril, o qual está virado para o mercado do lazer e dos negócios. “Eu penso que é um produto que vai integrar-se perfeitamente nesta cidade. Foi bem construído e desenhado para aquilo que se pretende”, referiu.

Em relação à pandemia, explicou que o grupo se preparou da melhor forma para o que tem vindo a acontecer, mas que a principal consequência será um aumento do endividamento. “É preciso ter em atenção que isso vai acontecer em todo o setor hoteleiro. No futuro temos de ter mais reservas financeiras, em qualquer tipo de negócio”, afirmou.

No entanto, nem tudo foi mau nesta situação, porque o setor pôde reinventar-se e apostar muito na tecnologia.

Valter Duarte, do Centro de Inovação Turística – NEST Portugal, também destacou como o setor turístico tem vindo a apostar mais na tecnologia, como a realidade virtual, a digitalização e a automatização.

O NEST foi criado em 2019 e pretende incentivar uma cultura de empreendedorismo em Portugal. “Queremos ajudar a aproximação dos empreendedores às grandes empresas”, explicou Valter Duarte.

A associação tem como sócios fundadores várias empresas de relevo (como a Google e a Microsoft) e ainda o Turismo de Portugal. As prioridades de atuação do NEST são experiências dos turistas, soluções em sustentabilidade e “big data”.

João Gaspar, da Boser (que venceu a etapa das Caldas da Rainha do programa de empreendedorismo “Tourism Explorers”), partilhou também a sua experiência, numa altura em que estão ainda a estabelecer contatos.

A Boser é um serviço, prestado através de uma app, que tornará possível a entrega de produtos em locais específicos em espaços como praias, festivais de música ou praças comerciais.

Embora o projeto tenha sido idealizado antes da pandemia, esta aplicação móvel vem ao encontro de determinadas necessidades impostas pelo distanciamento social.

Outro testemunho foi o de Jorge Rocha, do Sports Nature Lab, um operador turístico especializado no apoio a desportistas profissionais e amadores, que prepara os ciclos de competição em Portugal, recorrendo a um serviço personalizado por meio de uma plataforma online.

Jorge Rocha explicou que a empresa, que irá iniciar a atividade em 2022, possibilitará o acesso local para os desportistas (amadores ou profissionais) de locais de treino, treinadores, fisioterapeutas e outros serviços específicos. Para além de turismo, os desportistas poderão assim manter a sua atividade física nas melhores condições possíveis. Um dos principais objetivos passa também por criar sinergias locais.

Nuno Garcia, coordenador do curso de Gestão do Turismo da EHTO, salientou a criatividade destas empresas que têm surgido são uma mais-valia para atividade turística. “Nos últimos vinte anos fizemos um caminho inacreditável e muito positivo para Portugal”, afirmou, recordando a realidade anterior e comparando-a com que existe atualmente. “Portugal tinha recursos turísticos fantásticos, mas não havia nada com este grau de especialização, criatividade e adaptabilidade”, lembrou.

O docente considera que um dos fatores essenciais para a qualidade turismo em Portugal foi a formação. “Eu lembro-me quando havia uma dificuldade enorme em encontrar profissionais capacitados”, recordou, ao contrário do que acontece agora, “em que temos um nível de serviço que faz toda a diferença”.

“A nossa escola tem taxas de empregabilidade muito perto dos 100% e isso quer dizer que fazemos um trabalho de muita qualidade”, afirmou.

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