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José Bernardo, presidente da Câmara Municipal do Cadaval

“Estamos preparados para alargar medidas de apoio”

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Nesta entrevista ao presidente da Câmara Municipal do Cadaval, aborda-se o investimento para este ano, o estado de algumas obras e a situação da pandemia no concelho, com José Bernardo a revelar que tem havido uma política de apoio às famílias, instituições e empresas, que será reforçada caso seja necessário.
José Bernardo, presidente da Câmara Municipal do Cadaval

Jornal das Caldas: Relativamente ao orçamento municipal para 2021, o que é que se pode destacar como investimento?

José Bernardo: A autarquia tem neste momento vários investimentos importantes em curso, como o canil intermunicipal, a requalificação das antigas oficinas e a rede de percursos pedestres, para o qual vai o destaque em termos de volume de investimento.

Efetivamente a aposta na mobilidade, como uma vertente lúdico-turística tem associada uma parcela muito significativa do orçamento municipal, com um valor próximo dos dois milhões de euros, que só é possível de realizar pelo facto de ter uma forte componente de financiamento comunitário, que não podíamos deixar de aproveitar.

JC: Em que ponto está a construção do canil intermunicipal?

JB: O Centro de Recolha Oficial, a que chamamos de canil intermunicipal, está em fase final de conclusão. Tem sido um processo algo atribulado em termos de financiamento, pois devido ao facto de tentarmos aceder aos diversos apoios que têm vindo a surgir, digamos que se teve de inverter o curso normal da estrutura.

Começámos por construir os pavilhões onde vão ficar alojados os animais e, agora, estamos a concluir o pavilhão de apoio e cuidados veterinários, que completa a infraestrutura. A ideia é abrir assim que esta fase esteja concluída.

JC: Qual a situação da requalificação a decorrer nas antigas oficinas municipais e espaço envolvente?

JB: A obra está a decorrer, teve alguns contratempos com situações que entretanto foram resolvidas, mas está a bom ritmo e espero sinceramente que venha a dar vida àquele espaço.

Estando inserida na zona antiga da vila do Cadaval, esta requalificação visa não só a recuperação de edifícios que se encontravam devolutos, mas também de toda a área envolvente criando uma nova dinâmica local.

Toda aquela área passará a ter uma nova função social e cultural.

JC: Quando estará pronta a rede de circuitos pedonais no concelho?

JB: Está em curso a obra da vila do Cadaval-Alto Bacalhau, que tem sofrido alguns atrasos devido à pandemia, para além das dificuldades na obtenção, a tempo, das autorizações de diversas entidades, como a Infraestruturas de Portugal, que gere as estradas nacionais, e a Reserva Agrícola Nacional.

Entretanto, está a arrancar o percurso Casal Cabreiro-Chão de Sapo.

O resto da rede de circuitos pedonais que pensámos para o concelho está também em andamento, uma parte já está na fase de concurso público para a realização das obras e outra ainda está na fase de obtenção de pareceres e autorizações que são precisos antes de lançarmos as empreitadas de construção.

JC: E a requalificação da antiga Fábrica do Gelo?

JB: A intervenção está a decorrer, mas tem tido algumas alterações que surgiram no decorrer das obras e que têm, de certa forma, empatado a sua conclusão.

Espero que em breve possamos voltar a abrir ao público, pois funciona como um importante polo de atração de visitantes à serra e dinamizador da economia local.

JC: Em que situação se encontra a operação de reparação das estradas prevista para final de 2020?

Já foram iniciados os trabalhos, no entanto, as condições meteorológicas do final do ano passado ditaram a sua paragem.

Esperamos retomar em breve estes trabalhos tão necessários nas estradas do concelho.

JC: Que obras vão ser desenvolvidas nas freguesias fora da sede do concelho?

Para além dos circuitos pedestres que abrangem as freguesias, praticamente todas as obras que a Câmara executa nas freguesias são de acordo com a respetiva junta de freguesia.

Do montante existente para novas obras, este é distribuído com base na área e população de cada freguesia, que por sua vez propõe à Câmara Municipal quais as obras que pretende realizar. É assim que funcionamos há muitos anos e assim iremos manter.

“Temos estado a acompanhar em permanência a situação pandémica”

JC: Como está a situação pandémica no concelho e como tenciona a Câmara acompanhar a situação em 2021?

JB: Temos estado a acompanhar em permanência a situação pandémica desde o primeiro dia e assim continuamos.

Neste momento verifica-se um ligeiro aumento número de casos. Já tivemos mais, já tivemos menos, mas julgo que temos mantido a situação dentro da “média” para a população que temos.

Nota-se que as pessoas estão cuidadosas com a situação e que já existem práticas rotinadas, quer instituições, quer na sociedade em geral.

De acordo com o Serviço Municipal de Proteção Civil a situação é estável e temos até ao momento, em conjunto com a Autoridade de Saúde e a Segurança Social, responder às situações que nos têm aparecido.

JC: Que apoios têm sido dados às famílias?

JB: Essencialmente encaminhamento social, fornecimento de refeições e bens alimentares.

Depois tivemos uma série de apoios durante o confinamento geral, como a isenção parcial ou total do pagamento de serviços, como água e outros, e do IMI.

Tivemos também uma intervenção no âmbito da educação, como o fornecimento de tablets, computadores e acesso à internet no decorrer do ano letivo passado, que se revelou crucial para algumas das famílias com mais dificuldades económicas.

Por outro lado, temos tido também uma política de apoio às instituições e às empresas, que tem como objetivo o apoio a pessoas e famílias, que julgamos ser determinante.

Como é óbvio estamos sempre atentos aos sinais e alertas que nos vão chegando da comunidade, de modo a que ninguém se veja diminuído na sua dignidade enquanto ser humano.

Temos medidas implementadas e estamos preparados para poder alargar medidas de apoio, caso seja necessário.

JC: Há registo de pedidos de ajuda?

JB: Sim, alguns diretamente, outros indiretamente através de vizinhos ou das juntas de freguesia, que têm sido um parceiro essencial na identificação de situações de vulnerabilidade.

Devo referir que todos os pedidos que nos chegaram foram atendidos.

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