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Lions promoveu rastreio de daltonismo com a presença do criador do ColorADD

Marlene Sousa

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O designer Miguel Neiva, que criou o código universal de cores ColorAdd, que já está a ser utilizado por milhares de daltónicos em todo o mundo, esteve no passado dia 10 na escola básica do 1.º ciclo do Bairro da Ponte, do Agrupamento de Escolas Raul Proença. Equipado com uns óculos especiais, que alteram as cores e as respetivas tonalidades, Miguel Neiva mostrou aos 50 alunos o mundo visto por um daltónico e ensinou os símbolos gráficos que permitem a um daltónico em qualquer parte do mundo identificar as cores.
Escola do Bairro da Ponte foi o primeiro estabelecimento de ensino da região a receber a ação da ColorAdd

A escola do Bairro da Ponte foi a primeira da região Oeste a receber este projeto que culminou com um rastreio precoce do daltonismo, realizado pela Novóptica, com técnicos optometristas no espaço da biblioteca da escola, que foi complementado com o rastreio da acuidade visual.

Mariana Ferreira, optometrista da Novóptica, destacou a importância dos rastreios nas crianças do 1º ciclo, que devem ser acompanhadas de dois em dois anos.

A ação surgiu pelo Lions Club das Caldas da Rainha, que convidou Miguel Neiva para vir à escola com o objetivo de sensibilizar os alunos e professores para a questão do daltonismo e seus constrangimentos, com vista ao combate ao insucesso e abandono escolar precoce, bem como a situações de bullying e exclusão social.

Esta iniciativa decorreu no âmbito do projeto ColorADD.Social, que tem um programa especial direcionado para as escolas de 1º ciclo de ensino básico, nomeadamente, para o 3.º e o 4.º ano, que é composto por um conjunto de ações.

Miguel Neiva demorou oito anos a criar o alfabeto das cores. Estudou a fundo o daltonismo, falou com médicos, oftalmologistas e, cirurgiões oculares. Fez um estudo com 146 daltónicos de todo o mundo. Percebeu que não há dois daltónicos iguais, que não há cura, que o problema atinge sobretudo os homens, que são 350 milhões em todo o mundo, cerca de 500 mil em Portugal.

Criou o ColorADD, premiado com a medalha de ouro da comemoração da Declaração dos Direitos do Homem. Desenhou símbolos que representam as cores. Não havia nada igual no mundo. E agora está em etiquetas de roupa, bandeiras das praias, setor automóvel, manuais escolares, lápis de cores, sinaléticas de segurança, linhas de metro, jogos, entre outros.

Ao JORNAL DAS CALDAS confessou que nunca imaginou “a dimensão que isto fosse ganhar e faria todo o sentido isto estar no dia a dia das pessoas, mas também levar às escolas, até pela prevenção do bullying, porque uma criança daltónica é gozada muitas vezes inconscientemente pelo próprio professor ou pelos colegas que não aceitam porque é que ele não consegue pintar a árvore de verde ou o telhado da casa vermelho”.

“Esta dinâmica que se está a fazer nas escolas com o experienciar em serem daltónicos faz com que os estudantes consigam depois aceitar o colega daltónico como alguém que não é inferior, mas tem uma maneira diferente de ver o mundo”, adiantou o criador do código universal de cores ColorAdd.

A ação nas escolas é complementada com um rastreio precoce de daltonismo porque, segundo este responsável, “17% dos daltónicos descobriram que tinham essa patologia só depois dos vinte anos”.

Segundo Miguel Neiva, nos rastreios “é frequente encontrar daltónicos e muitos guardam para eles porque não querem o estigma”. No entanto, pretende acabar com essa marca “de uma limitação que não é um problema se a sociedade conseguir estar preparada para ela”.

A equipa do projecto ColorADD, já esteve em ações em várias escolas do país, Moçambique, Índia, entre outros, sensibilizando e rastreando mais de 35 mil crianças. Também já apresentou o ColorADD aos eurodeputados em Bruxelas.

O criador do código foi orador nas XXVI Jornadas de Pediatria de Leiria e Caldas da Rainha, que decorreram no CCC das Caldas da Rainha.

Miguel Neiva tornou-se o primeiro português a pertencer à americana Ashoka, a maior organização mundial de empreendedores sociais. Foi condecorado Oficial de Ordem de Mérito Empresarial.

João Silva, diretor do Agrupamento de Escolas Raul Proença, sublinhou a importância de “sensibilizar para este problema que por vezes não temos consciência que existe e podemos estar a exigir aos alunos uma resposta que não conseguem dar porque têm uma limitação que desconhecemos”.

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