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Dos seis postos de carregamento de carros elétricos na cidade só um é que funciona

Marlene Sousa

EXCLUSIVO

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Nas Caldas da Rainha têm havido várias reclamações devido aos postos de carregamento dos carros elétricos estarem fora de serviço.
Está a ser a criado um grupo de utilizadores de carros elétricos nas Caldas para juntos fazerem um abaixo assinado

A cidade dispõe de seis postos de carregamento semirrápidos de veículos elétricos, que possuem duas tomadas tipo 2 de 7,4 kW, com capacidade para carregar doze carros com uma carga completa da bateria em aproximadamente três horas e meia, dependendo do veículo. No entanto o JORNAL DAS CALDAS tem recebido várias queixas de utilizadores que não conseguem carregar os seus veículos elétricos nas Caldas por não estarem a funcionar.

“Dos seis pontos de carregamento, só o que está situado no parque de estacionamento subterrâneo na Praça 25 de Abril funciona com regularidade, os restantes estão avariados”, disse ao JORNAL DAS CALDAS, Tiago Lapa que reside nas Caldas e tem um veículo elétrico que adquiriu há cerca de um mês. O queixoso diz que já ligou para a Mobi.e (empresa pública que gere a rede nacional) e que “passa a culpa para o fornecedor de energia que neste caso é a Prio, e quando telefono para a Prio ninguém atende”.

“São coisas simples de arranjar, acho que aquele que está em frente ao tribunal bastaria reiniciar o posto porque ele diz ‘wait’, portanto deve estar em funcionamento”, explica Tiago Lapa.

“No parque de estacionamento subterrâneo existem dois postos e só um funciona porque um deles está desligado”, apontou o utilizador, reclamando ainda que no que funciona “uma das entradas parece é que é privativa porque está praticamente sempre ocupada pelo mesmo veículo que estaciona lá todos os dias de semana durante o horário de expediente”.

Tiago Lapa está a criar um grupo de utilizadores de carros elétricos nas Caldas para juntos “fazermos um abaixo assinado para reclamar desta situação, porque é um direito que temos”. “Posso carregar o meu veículo em casa, mas quando vou trabalhar ou às compras tenho direito de deixar o meu carro elétrico à carga”, adiantou.

“Em 2015 na altura que foram inaugurados os seis postos de carregamento de veículos elétricos a Câmara e as entidades presentes gabaram-se da boa utilização dos fundos europeus, do crescimento da utilização da energia verde e dos incentivos fiscais na compra de carros elétricos”, recordou o caldense Fernando Correia, que tem um veículo elétrico há cerca de dois anos.

“O que me impulsionou mais para a compra foi o facto de haver postos de carregamentos na cidade e quando vou para carregar o meu veículo tenho que percorrer todos os postos e por vezes não consigo”, sublinhou o caldense. “O que ninguém fala é que os postos de abastecimento na sua grande maioria não funciona. Estou cansado de fazer queixas e nem sequer resposta recebo. Será que em todo o país é a mesma farsa? O Estado recebe ajuda da União Europeia para manter máquinas avariadas?”, questionou Fernando Correia.

O queixoso lamentou também o facto de em muitos postos estacionarem carros que não são elétricos e a polícia não atua.

Em declarações ao JORNAL DAS CALDAS, Nuno Simões, responsável pela área de comunicação da Mobi.e, afirmou que a maioria das reclamações que recebe de utilizadores das Caldas prende-se com o facto de os postos de abastecimento não estarem a funcionar devidamente. O responsável revelou que enviam as reclamações para a Câmara Municipal das Caldas da Rainha, que é a entidade proprietária do equipamento instalado na cidade.

Nuno Simões explicou que 202 municípios, incluindo o das Caldas, não faziam parte da rede piloto de carregamento Mobi.e que nasceu em 2009. No entanto, o relatório do orçamento do Estado diz que “2019 será o ano da total cobertura do território nacional, prevendo-se a conclusão da 2.ª fase da rede piloto, com a instalação de um posto de carregamento em cada município em falta”. Nas Caldas da Rainha até o segundo trimestre do ano que vem o novo posto de abastecimento elétrico semirrápido será instalado junto ao Centro de Juventude.

O responsável pela área de comunicação declarou ainda que “o abastecimento nos 53 postos de carregamento rápidos espalhados pelo país passou a ser pago desde 1 de novembro”. No entanto, revelou que todos os postos serão pagos só depois da total cobertura do território nacional e que “o pagamento da energia para a mobilidade eléctrica irá permitir que a futura expansão seja feita em regime de mercado, com o respetivo investimento por parte dos operadores de pontos de carregamento”.

Câmara suporta custo da eletricidade dos postos de carregamento

A Câmara Municipal das Caldas da Rainha investiu 50 mil euros na instalação dos postos de carregamento semirrápidos, que foram inaugurados na Semana Europeia da Mobilidade em 2015.

O total do investimento foi suportado em 85 por cento por fundos comunitários. É a autarquia caldense que suporta o custo da eletricidade que é gasta no carregamento destes veículos,

O vice-presidente da Câmara das Caldas, Hugo Oliveira, revelou ao JORNAL DAS CALDAS que como o Município das Caldas da Rainha não estava inserido na rede piloto de carregamento Mobi.e em 2009, o executivo da autarquia entendeu instalar no âmbito da regeneração urbana estes seis postos. “Nós adiantámos o serviço porque achámos que era um direito dos utilizadores”, contou o autarca, referindo que a Câmara ficou com o serviço e fez contrato por um ano com a Prio, que “manteve os postos, fazendo a manutenção”. “É o município que paga a eletricidade e como a legislação própria para podermos fazer a cedência demorou muito tempo começámos a ter problemas com o equipamento”, explicou, Hugo Oliveira revelando que contataram a Prio que alegou que era necessário substituir os postos de abastecimento elétrico com um alto custo para a autarquia.

Como os postos de carregamento semirrápidos foram fornecidos pela Magnum Cap, o vice-presidente entrou em contato com esta empresa, que segundo o autarca vai apresentar “um orçamento para o arranjo e manutenção dos postos que terá o custo superior a cerca de 3500 euros”.

“O objetivo é esta empresa fazer a manutenção até a colocação do novo posto da Mobi.e junto ao Centro de Juventude e aí, depois do novo modelo de negócio e nova legislação, a Câmara poderá fazer contrato de cedência de todo o equipamento e a eletricidade com a Mobi.e”, adiantou o autarca.

Não sabendo a quantia que o município das Caldas gasta com a eletricidade dos postos de carregamento elétricos, Hugo Oliveira salientou que “fomos dados como exemplo da autarquia que quis adiantar, investir e colocar o equipamento, mas não podemos ser prejudicados com esta situação para sempre”.

Quanto à cedência dos postos de abastecimento elétricos que estão no parque de estacionamento subterrâneo na Praça 25 de Abril, o autarca diz que ainda não sabe como vão fazer, uma vez que os utilizadores já pagam para colocar lá o veículo.

O JORNAL DAS CALDAS contatou a Prio que não respondeu.

A ideia de ter um carro elétrico foi bem acolhida pelos portugueses. Dados da European Alternative Fuels, uma entidade oficial da Comissão Europeia, revelam que em Portugal foram vendidos 1793 veículos elétricos em 2017, mais do dobro dos vendidos em 2016 e que nos primeiros nove meses de 2018, foram vendidas mais viaturas do que em todo o ano de 2017.

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