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Automóveis clássicos e motas antigas na Expoeste

Francisco Gomes

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Automóveis clássicos, motas antigas e acessórios estiveram em exposição durante dois dias nas Caldas da Rainha. Havia veículos raros e de grande beleza e com história. Um carro datado de 1927, da marca Alvis, modelo duckback (traseira de pato), foi comprado por Diamantino Castelhano em Inglaterra. É um carro de corrida que ainda circula e que nesta situação é único no mundo.
Visitantes eram logo cativados à entrada da Expoeste

“Era um Fórmula Um da época. Eram poucos os que passavam dos 100km/h e este dá 120km/h, com baixa cilindrada. Lembro-me de fazer o rally Figueira da Foz-Lisboa e vinham carros com 5000 de cilindrada e chegavam às subidas e eu passava por eles com este de 1500 de cilindrada. Tem um banquinho atrás, a que chamam vulgarmente “o lugar da sogra”, porque vai à chuva”, descreveu.

Eduardo Pereira participa em competições com carros da década de 70. “São bonitos e estão como na época”, garantiu.

Estes foram dois dos vários proprietários que levaram as suas viaturas ao Classic Auto – Salão do Automóvel Clássico, Motas Antigas e Peças, no pavilhão de exposições Expoeste, no passado fim de semana.

Foi ali possível encontrar diversas viaturas clássicas de quatro e duas rodas, revelando a paixão dos colecionadores.

Participaram clubes, particulares, comerciantes, colecionistas, miniaturistas, oficinas especializadas em recuperação, empresas fornecedoras de tecnologia e matérias-primas e de um modo geral aqueles cuja atividade profissional gravita em torno do veículo clássico.

No setor das motas também havia histórias para contar. Carlos Alves, vendedor, exibiu uma mota utilizada pelos estafetas da segunda guerra mundial. “As que aceleram do lado esquerdo eram para os condutores usarem a espingarda do lado direito e dispararem se fosse preciso”, indicou.

Uma bicicleta com volante de madeira foi uma surpresa. “Esta bicicleta é da década de 40 do século passado”, avançou Leonel Ramos, vendedor. Outra que ali tinha servia para fazer a distribuição dos correios em Inglaterra.

Quem viu a exposição confessou que gostava de ser dono de alguns dos veículos. Jorge Martins apontou uma Citroen que “não me importava de ter, porque é um ícone histórico”. “Gostei de um Ford Mustang, porque sou fã destes carros clássicos americanos”, declarou José Santos. “São bonitos por fora e fico admirada como têm tanto tempo e estão bem conservados”, manifestou Maria José.

Este é o 12º salão do género que realiza nas Caldas da Rainha e está a ganhar forma nesta cidade a constituição de um Museu do Automóvel Clássico, segundo António Marques, diretor da Expoeste.

“Hoje o nosso país possui verdadeiros entusiastas, espalhando-se esta febre em todo o território nacional. Caldas da Rainha e o Oeste possuem verdadeiras coleções de clássicos, peças raras, revelando a dedicação dos amantes do colecionismo e de grupos organizados, de tal modo que é lícito afirmar que toda esta região é potencialmente uma das mais interessantes de Portugal também no que a este setor diz respeito”, referiu.

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