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Bloco de Esquerda visitou o Hospital de Peniche e reuniu com administração do CHO

13 de Dezembro, 2016
O Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda (BE) dedicou-se, na passada 6ª feira, à defesa do Serviço Nacional de Saúde, tendo visitado várias unidades de saúde em todo o país. No distrito de Leiria, o hospital de Peniche, que integra o Centro Hospitalar do Oeste (CHO), foi visitado pelo deputado Heitor de Sousa acompanhado de uma delegação local do BE. Pelas onze horas iniciou uma reunião com os membros do Conselho de Administração (CA) do CHO, seguida de visita e contacto com trabalhadores de todos os serviços do hospital.
Comitiva do Bloco de Esquerda com elementos da administração hospitalar

O CHO tem sido notícia nos últimos meses pela situação de precariedade em que se encontram muitos dos seus profissionais, mediados por empresas de outsourcing e a recibos verdes. Este foi um dos assuntos abordados no contacto com trabalhadores e na reunião com o CA. Heitor de Sousa questionou diretamente os membros do CA se a atual estrutura e serviços prestados pelo CHO têm a capacidade e a necessidade de integrar os 180 trabalhadores precários (assistentes operacionais, técnicos, entre outros) que estiveram em greve pelos seus direitos.

De acordo com o BE, “o CA reconheceu que não só existe a capacidade e a necessidade de o fazer como até seria útil aumentar o quadro de pessoal. Admitiu ainda que a precariedade a que os profissionais estão submetidos é uma situação “penalizadora”, que prejudica a qualidade e o normal funcionamento dos serviços”. Para o BE não restam dúvidas: o compromisso do Governo para regularizar as situações de trabalho precário no Estado tem de incluir todos os precários e precárias que se encontram nesta situação. “Quem trabalha há décadas num hospital e a quem são devidas carreiras profissionais e direitos no trabalho, tem de ver reconhecida a sua relação laboral diretamente dependente da respetiva instituição”, sustenta.

“Durante a visita aos serviços foi ainda evidente a falta de recursos materiais fundamentais ao quotidiano dos profissionais do hospital e utentes. Foram diversos os relatos e as evidências: escassez de meios de deslocação, falta de cacifos para os utentes, equipamentos eletrónicos avariados há meses, sem previsões para reparação e em número insuficiente, falta de camas articuladas para crianças, falta de quartos de isolamento, equipamentos envelhecidos e em fim de vida útil”, descreve o BE.

“Algumas das dificuldades encontradas evidenciam mau planeamento e organização. É o caso do elevador por onde têm de ser transportadas as macas com doentes, que não tem dimensão adequada para o serviço, ou os óculos de proteção contra raios infravermelhos utilizados num equipamento especial e que há meses aguardam substituição, com queixas frequentes, tem as hastes partidas e uma lente fixada com fita-cola. O tipo de carências materiais detetadas em Peniche é comum também nos hospitais de Caldas da Rainha e Torres Vedras”, adianta.

Durante a visita constatou-se que “há duas alas inteiras do Hospital que continuam desocupadas, onde antes funcionava um bloco operatório para cuidados de urgência e um centro de análises”. “A redução de valências médicas que o hospital sofreu ao longo da última década é especialmente negativa numa região onde a população local apresenta elevadas dificuldades de deslocação, com quase total ausência de transportes públicos para os diversos hospitais do CHO, e onde a densidade populacional de verão é muito elevada”, manifesta o BE.

Por outro lado, “a ausência de uma unidade de saúde familiar no centro de saúde de Peniche tem como consequência o sobrecarregamento dos serviços de urgência”. “Tal como acontece noutras zonas do país, a requalificação dos cuidados de saúde primários é condição para a melhoria dos cuidados prestados pelo Serviço Nacional de Saúde”, considera.

O BE anuncia que após esta visita desenvolverá algumas iniciativas legislativas junto do Governo no sentido de encontrar as mais breves e melhores soluções para os problemas identificados.

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