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Jerónimo de Sousa não garante voto favorável no próximo Orçamento de Estado

19 de Julho, 2016
O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa no passado domingo, na “Festa de verão”, acusou o Governo de discriminar o partido nas escolha dos juízes para o Tribunal Constitucional e ainda garantiu que o PCP pretende “fazer a cama” ao Governo do PS. Quanto ao voto do Partido no Orçamento do Estado do próximo ano, vai depender “se as propostas forem boas para o povo”, e se “não reverterem os direitos dos trabalhadores”.
erónimo de Sousa, no Comício da CDU na Foz do Arelho

O almoço comício da CDU, no pinhal junto ao Penedo Furado, na Foz do Arelho, contou com a habitual presença do secretário-geral do PCP, onde falou perante 300 militantes e simpatizantes do partido.

“O ano passado estivemos aqui num tempo diferente, em que o povo português estava sujeito a uma política destrutiva desencadeada pelo governo do PSD/ CDS”, frisou Jerónimo de Sousa, adiantando que foram “quatro anos de uma política servida de inferno”. Ainda destacou que o PCP deu uma “contribuição decisiva” para a derrota do governo e apresentou outra solução política.

“Nós disponibilizamos para com o Partido Socialista assumir uma posição conjunta que cria-se condições para afastar do poder o PSD/ CDS”, sublinhou o dirigente, acrescentando que essa posição conjunta trouxe avanços significativos que trouxeram novamente o sentimento de esperança e confiança aos portugueses. Por isso, revelou que a “direita contínua raivosa e a querer fazer um ajuste de contas com a solução politica encontrada”.

O secretário-geral do PCP também falou sobre as sanções a Portugal, em que o antigo governo vem dizer “cinicamente que a culpa é do atual governo”, pois não negociou no plano técnico a solução devida. “Não podemos ceder à chantagem, nem abdicar dos direitos de uma nação livre”, esclareceu Jerónimo de Sousa. Como tal, frisou que “as sanções são a ponta do iceberg”, que tem como objetivo impedir o povo e o país de ter o direito de decidir sobre a própria soberania.

“É preciso romper com esses constrangimentos que nos bloqueiam numa perspetiva de crescimento e desenvolvimento económico”, salientou o secretário-geral do PCP, acrescentando que é “tempo de dizer não a uma política de submissão mas sim a uma política de afirmação de direito”.

Para Jerónimo de Sousa, é preciso encontrar uma solução com uma política patriótica de esquerda que renegoceia a divida nos prazos e que nos libertemos dessa submissão ao euro. “Como é possível uma moeda única, para países com o desenvolvimento económico tão diferente”.

O secretário-geral do PCP no discurso não poupou críticas ao Governo, voltando a queixar-se da “discriminação” que o partido foi alvo por parte do PS, no processo de escolha de juízes para a nova composição do Tribunal Constitucional (TC).

“Esta solução encontrada é um compromisso entre o PS, o PSD e o Bloco de Esquerda, que discriminaram o PCP”, recordou o dirigente, adiantando que tratar-se de “mais um sinal de que não estamos perante um Governo de esquerda” mas sim “perante um Governo do PS que faz os entendimentos que bem entende”. Além disso, indicou que a lista dos 13 juízes do Tribunal Constitucional tem dois nomes indicados pelo PSD e três pelo PS, sendo que um é considerado próximo do Bloco de Esquerda.

O secretário-geral do PCP também revelou que “esta posição de não aceitar a discriminação” foi entendida por “alguns setores” que “o PCP iria fazer a cama” ao Governo do PS, mas apenas deixou um aviso.

O partido comprometeu-se a examinar a proposta de Orçamento do Estado (OE) para 2017 e a “dar uma contribuição construtiva e positiva”. Assim Jerónimo Sousa, não garante que vai “votar a favor de uma coisa que nem sequer conhece”.

Igualmente salientou que perante a proposta concreta do OE, e “se for bom para os trabalhadores portugueses e para o povo”, o partido votará a favor.

O comunista também disse se não “se quiser reverter esta política de recuperação de rendimentos e direitos, o compromisso com os trabalhadores e com o povo”, falará mais alto e o PCP não vai subscrever políticas que” façam voltar tudo para trás”.

“Não é empobrecendo o povo e aumentando a exploração que encontramos o caminho para encontrar as soluções que o país necessita”, esclareceu o dirigente.

O líder comunista também aproveitou a ocasião para apelar aos militantes, pois “precisamos de mais força e aumentar a influência política social”, para garantir “uma política patriótica e de esquerda”.

“Não somos um partido de resistência e sim de construção, quanto mais força tivermos mais ganha o povo”, concluiu.

Jerónimo de Sousa recordou que o “compromisso primeiro e principal” que o PCP tem com “os trabalhadores e não com o Governo”. Por isso, afirmou que o PCP como “partido sério, levaremos a nossa palavra até ao fim, no que é bom para os trabalhadores e para o povo, a favor e votando contra aquilo que for negativo para os trabalhadores e para o nosso povo”.

Durante a iniciativa, Adelaide Pereira, membro do Comité Central do PCP também interveio para falar sobre a situação política do distrito de Leira, que é marcada “por elementos contraditórios”. Por um lado, “desenvolvimentos positivos na recuperação de direitos e rendimentos” e por outro lado, “a situação dos trabalhadores no distrito continua a ser marcada pelos baixos salários, desregulamentação dos horários de trabalho e destruição de postos de trabalho”.

A responsável também sublinhou que foram já “alcançadas conquistas no quadro da nova fase da vida política nacional, que devem-se à luta e ao voto dos trabalhadores e do povo”. Destacou ainda as propostas que o PCP do distrito de Leiria continua empenhado como a defesa da escola pública, do serviço nacional de saúde, incluindo a defesa do Hospital de Peniche e Hospital Termal das Caldas da Rainha, com serviço público, bem como questões ambientais, como a despoluição e desassoreamento da Lagoa de Óbidos.

Na área da mobilidade também salientou que o “PCP não tem poupado esforços” para defender os direitos das populações, como a defesa da linha do Oeste pela modernização.

Para terminar revelou a intenção do PCP de concorrer no quadro da CDU aos órgãos autárquicos do distrito de Leiria.

Mariana Martinho

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