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“Portugal à distância de quem está nos Estados Unidos, é visto com mágoa e tristeza”- Manuel Formiga

Carolina Neves

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Terça-feira, às 10h30, 14h50 e 18h15, é altura de conhecer o testemunho dos portugueses fora de portas, na Mais Oeste Rádio, em entrevistas conduzidas por Jaime Feijão. São conversas que revelam como é a vida de quem está fora do seu país, como se sentem acolhidos nos países onde trabalham e como vêm Portugal à distância.
Manuel Formiga diz que tem uma vida estável nos Estados Unidos

O convidado desta semana foi Manuel Rosário, mais conhecido por Formiga, está em Newark, New Jersey, nos Estados Unidos da América, onde reside há 14 anos.

No ano de 2001, Manuel tinha um bar nas Caldas da Rainha, o “Ex-libris”. Porém, “as coisas não estavam fáceis” neste ramo, a concorrência era muita, então, seguiu o conselho do seu primo, que está nos EUA, e foi tentar a sua sorte na América.

No início, não dominava a língua inglesa, conhecia o “inglês de escola e de praia”, mas ao trabalhar sempre em locais onde a “base da língua essencial era o português, nunca houve grande necessidade de inglês” contou.

Continuou a trabalhar na área da restauração, e de momento, trabalha num restaurante português, o “Grill”, que é o rei dos leitões. Segundo Manuel, na zona de Newark, “não tem muito americano”, a base da comunidade são brasileiros e hispânicos. Atualmente, notou que para a sua zona tem vindo “muitos jovens” e há cada vez mais pessoas que lhe pedem para ele lhes arranjar trabalho.

Portugal à distância de quem está nos Estados Unidos, é visto com mágoa e tristeza. “Um Portugal cheio de problemas, dificuldades e que está a ter uma transformação muito lenta”.

O sonho de enriquecer nas terras americanas, talvez não realize tão rápido como muitos imaginam, pois com formação ou não, os emigrantes chegam como ilegais e acabam por fazer “os trabalhos que os americanos não querem”. Manuel deu o exemplo de um colega que é formado, tem 31 anos e está a trabalhar há dois anos com ele no restaurante. Não vendo esta situação como um problema, aconselha os jovens a irem para os Estados Unidos, pois o “necessário é vontade de trabalhar” sendo que “logo que se arranje emprego “tens uma vida estável,” referiu. Em termos de assistência médica “é um país que não lhe falta nada, se não fores legal, podes ir ao hospital e tratam logo de ti como se fosses legal” disse.

Manuel espera visitar Portugal nas férias, “dar uma volta de uma ponta a outra, conversar e provar o bom vinho português”, sem esquecer de matar saudades dos amigos.

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