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Sara Coito conta em poesia a sua luta contra o cancro

Francisco Gomes

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A história da sua luta contra o cancro motivou o lançamento do livro “Afinal também posso voar”, de Sara Coito. A obra foi apresentada no passado sábado na Biblioteca Municipal das Caldas da Rainha.
Célia Antunes, do Projeto Olha-Te e Sara Coito, a autora

Com a chancela das edições Vieira da Silva, a obra, em poesia, foi baseada “num grande desejo de dar a conhecer às pessoas a minha experiência no mundo da doença”, conta Sara Coito, cuja vontade de viver a ajudou a triunfar.

Tem 24 anos, nasceu nas Caldas da Rainha e vive em Óbidos. Esteticista/cosmetologista, ocupa-se dos serviços de estética e bem estar nas Caldas.

No verão de 2010, aos 21 anos, o seu corpo deu os primeiros sinais de que estava fraco. Foi ao médico de família e descobriu que tinha um gânglio linfático inflamado. Começaram então os primeiros exames no Instituto Português de Oncologia e após saber que tinha um nódulo que afetava grande parte do pulmão, iniciou as primeiras sessões de quimioterapia.

Por entre interrogações e angústias, chegou a uma fase de aceitação, mas “não me convenci que podia mesmo morrer”, recordou. Tinha o cabelo comprido e ondulado, chegava quase ao meio das costas. Cortou-o curtinho porque já estava a cair à medida que os tratamentos se intensificavam.

Fez radioterapia e ganhou esperança de vencer o problema. Ao mesmo tempo conheceu o Projeto Olha-Te, que nas Caldas da Rainha se dedica ao bem-estar de doentes oncológicos e respetivos companheiros de luta, num convite para olhar para si próprio através de atividades expressivas e lúdicas.

“Um grupo que fez a diferença e que nasceu na altura certa. Esteve presente em todos os momentos. Atividades, ocupações, passatempos ou simplesmente um espaço maravilhoso para desfrutar”, apontou, comentando que “as sessões de escrita criativa fizeram-me descobrir um prazer enorme ao escrever”.

Os tratamentos fizeram efeito, como Sara Coito descreve em poesia: “Não tomo mais medicação/a médica diz que estou ótima/o cabelo já cresce com força/e sinto alívio no coração. Sinto paz/Sinto orgulho/por ter sido capaz/de vencer este desafio/que a vida pôs no meu mundo…sinto-me leve/sinto amor profundo”.

A jovem caldense resolveu então escrever o livro. “O gosto que tenho pela escrita ajudou-me a concretizar esse desejo de partilhar aquilo que senti, as mensagens que aprendi e a lição de vida. Havia a dúvida se iria ser fácil reviver todos os momentos passados, todas as angústias, todos os desesperos. Sabia, contudo, que para além de todos esses sentimentos, existiam outros muito mais nobres que necessitavam de ser partilhados. O importante era que outras pessoas, na mesma situação ou não, conseguissem talvez encontrar um novo sentido na vida ou simplesmente lerem palavras amigas que lhes abraçassem o coração”, relatou.

A opção pela poesia é explicada pela autora por ser “muito mais terapêutico e uma forma de tornar a leitura mais apetecível”.

“Cada livro que sai é como se fosse um filho. Sobre este livro, pelo tema que trata, temos um carinho especial pela matéria e pela autora”, manifestou o editor António Vieira da Silva, que elogiou Sara Coito por “escrever com sentimento”, lançando-lhe o repto para voltar a escrever.

Aida Reis, responsável pela Biblioteca Municipal, apontou que autora “é nossa leitora desde muito nova, pelo que tem uma relação estreita com a Biblioteca e quis apresentar aqui o livro”, o que “é gratificante”.

O livro de Sara Coito encontra-se também no fundo documental da Biblioteca. A livraria Pitau vai ter a obra à venda por nove euros. A autora dá oportunidade das pessoas poderem contatá-la através do e-mail afinaltambempossovoar@gmail.com.

Francisco Gomes

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