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Rotary das Caldas atribui bolsa de estudo de 750 euros

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A atribuição de uma bolsa de estudo no valor de 750 euros a uma aluna do ensino superior e uma palestra com Ana Bessa, presidente do Banco Alimentar do Oeste (BAO), marcaram o jantar do Rotary Club das Caldas das Rainha, que decorreu no dia 31 de Janeiro, no restaurante A Lareira. Ivânia Carina Saramago […]

A atribuição de uma bolsa de estudo no valor de 750 euros a uma aluna do ensino superior e uma palestra com Ana Bessa, presidente do Banco Alimentar do Oeste (BAO), marcaram o jantar do Rotary Club das Caldas das Rainha, que decorreu no dia 31 de Janeiro, no restaurante A Lareira. Ivânia Carina Saramago de Jesus Santos com 20 anos, natural do concelho de Bombarral, a frequentar o 2º ano do curso de Terapia da Fala na Escola Superior de Saúde de Leiria, recebeu uma bolsa de estudo atribuída conjuntamente pelo Rotary Club das Caldas (500 euros) e pela Fundação Rotária Portuguesa (250 euros). Esta iniciativa é complementar à atribuição dos prémios que o Rotary Club das Caldas da Rainha atribui todos os anos em Setembro e que, da última vez, distinguiu todas as escolas dos concelhos de Caldas da Rainha e Óbidos, contemplando duas dezenas de jovens. As bolsas de estudo são concedidas aos alunos economicamente mais carenciados, visando a promoção de uma efectiva igualdade de oportunidades no sucesso escolar. O convite ao Banco Alimentar do Oeste foi uma forma do Rotary Club das Caldas ajudar os mais carenciados da região, através da entrega de 320 euros a esta instituição, que surgiu através da contribuição de cinquenta por cento da receita do jantar. De destacar que a Lareira também contribuiu para esta iniciativa de solidariedade, reduzindo o preço da refeição para que mais receita fosse para o BAO. Com esta iniciativa, os rotários das Caldas pretenderam ainda dar a conhecer o “trabalho meritório” que o Banco Alimentar tem vindo a fazer na região e sensibilizar a população para o “grave problema social que a nossa sociedade está a sofrer, assim como as várias formas de o minimizar”. Ivânia Santos terminou o primeiro ano com uma média de 14,53. A precisar de ajuda monetária para continuar os seus estudos no ensino superior e sem saber se vai conseguir a bolsa do Estado, decidiu pedir auxílio ao Rotary Club das Caldas. “Umas amigas minhas falaram-me da ajuda que os rotários dão, depois fui à Internet e contactei com o senhor João Girão, que foi muito receptivo a ajudar-me”, contou a aluna, muito satisfeita com a bolsa. Satisfeita com o curso, Ivânia escolheu terapia da fala porque queria algo relacionado com a saúde e porque é uma área gratificante a nível pessoal. “É um mundo incrível, com muito para explorar, com tanta possibilidade de crescer profissional e pessoalmente”, disse a estudante. No final do jantar, Ana Bessa, presidente do BAO, proferiu algumas palavras sobre o funcionamento da instituição, sublinhando que o objectivo é “evitar o desperdício de alimentos fazendo-os chegar às pessoas que têm fome”. Ana Bessa revelou que Portugal é um dos países da Europa com maior taxa de pobreza. Cerca de 20% da população é pobre (2 milhões de pessoas). 200 mil pessoas têm apenas uma refeição completa por dia e 35 mil não têm nenhuma refeição completa por dia. Segundo esta responsável, “boa parte da miséria mais recente acontece em famílias que não costumavam ser pobres nem lhes passava pela cabeça cair nessa situação. São pessoas da classe média, que viram os seus empregos nos serviços desaparecer, sem grandes possibilidades de regresso”, apontou, acrescentando que “apesar da crise, há lugares de trabalhadores não especializados que os imigrantes vieram ocupar aos milhares. Mas pessoas com formação, até superior, nem sabem fazer essa opção. Estão presos numa terrível miséria, por vezes com casa e carro, mas sem comida”. Para Ana Bessa, vive-se hoje no registo do “cada um por si”, questionando de como poderemos assistir impávidos “quando sabemos que existem pessoas ao nosso lado com carências alimentares gravíssimas, idosos que vivem apenas com o que lhes resta das reduzidas pensões de reforma depois de comprados todos os remédios de que necessitam, crianças que só comem o que lhes é dado nas creches ou ATL porque vivem em famílias desestruturadas”. Ana Bessa diz que a acção do BAO assenta na dádiva, na partilha, no voluntariado e no mecenato. Mas, segundo esta responsável, “ser voluntário não é só ajudar uma pessoa menos favorecida: é querer estar envolvido como participante em acções concretas; é um modo de estar na vida, por via da qual a participação activa e responsável nas diversas estruturas da sociedade é um imperativo de cidadania”. De acordo com Ana Bessa, “o Banco Alimentar é um bom exemplo de união das vontades de empresas, doadores financeiros, voluntários e instituições de solidariedade sociais que, de forma coordenada, geram resultados muito superiores aos que seriam obtidos se cada um desses agentes da solidariedade resolvesse agir isoladamente”. É o objectivo desta Instituição, aumentar e estruturar a rede de Bancos Alimentares. Existem já dezoito (Lisboa, Porto, Coimbra, Évora, Aveiro, Abrantes, São Miguel, Setúbal, Cova da Beira, Leiria-Fátima, Oeste, Algarve, Portalegre, Braga, Santarém, Viseu, Viana do Castelo e Ilha Terceira) que contribuem para a alimentação de mais de 280 mil pessoas comprovadamente carenciadas através de mais de 1800 instituições de solidariedade sociais (dados de 2009). Em 2009 distribuíram-se mais de 23 mil toneladas de alimentos, num valor superior a de 36 milhões de euros, a maioria dos quais condenados à destruição. Por dia saem por armazéns dos 17 Bancos Alimentares 100 toneladas de produtos. “Hoje mais do que nunca, dada a dimensão mundial que a pobreza e a questão social assumiram, há que ter atenção pelas pessoas com fome, sem casa, sem assistência médica e, sobretudo, sem esperança de um futuro melhor”, disse a presidente do BAO, adiantando que “os pobres, infelizmente, em vez de diminuírem, multiplicam-se, não só nos países em vias de desenvolvimento, mas, naquilo que pareceria menos provável, também nos países desenvolvidos”. Ana Bessa terminou a sua intervenção com uma citação de Madre Teresa de Calcutá. Dizia ela que “tudo o que não se dá perde-se”. “E no mundo em que vivemos faz pena permitirmos que se perca o que quer que seja”, concluiu. Foram também revelados dados do BAO, que abarca oito concelhos e que em 2010 procedeu à distribuição de 518 mil kg de alimentos pelas 52 instituições e grupos de cidadãos com quem tem celebrado protocolos de cooperação, beneficiando regularmente deste apoio 1684 famílias (4459 pessoas). O presidente do Rotary Club das Caldas, Nuno Ribeiro, disse que é o objectivo da fundação continuar a ajudar as instituições que “seriamente têm contribuído para que esta crise seja mais suave para algumas pessoas”. Os rotários das Caldas já entregaram ao BAO um total de 440 euros. “A pobreza tem aumentado e é aí o nosso campo de acção, não o podendo fazer sozinho, preferimos aliar-nos a outras instituições de solidariedade e com elas também contribuímos”, sustentou o presidente do Rotary Club das Caldas. Neste dia preparam uma surpresa ao rotário Mário de Carvalho, que celebrou o seu 75º aniversário. Marlene Sousa Legendas 1 – O presidente do Rotary Club das Caldas, Nuno Ribeiro, entregou a bolsa à aluna do ensino superior, Ivânia de Jesus Santos 2 – Jantar/Palestra do Rotary Club das Caldas da Rainha 3 – Rogério Caiado e Ana Bessa (BAO) 4 – Uma surpresa para Mário de Carvalho que celebrou o seu 75º aniversário.

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