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Passagem do Largo da Vacuum

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Inaugurada intervenção artística de Ferreira da Silva Mil metros quadrados preenchidos com 3750 azulejos, 1200 pratos e 120 peças cerâmicas diversas decoram as duas paredes que ladeiam a passagem inferior ao caminho-de-ferro, junto ao Largo da Vacuum, nas Caldas da Rainha. A intervenção, da autoria do ceramista e escultor Ferreira da Silva, foi inaugurada na […]
Passagem do Largo da Vacuum

Inaugurada intervenção artística de Ferreira da Silva Mil metros quadrados preenchidos com 3750 azulejos, 1200 pratos e 120 peças cerâmicas diversas decoram as duas paredes que ladeiam a passagem inferior ao caminho-de-ferro, junto ao Largo da Vacuum, nas Caldas da Rainha. A intervenção, da autoria do ceramista e escultor Ferreira da Silva, foi inaugurada na passada sexta-feira. A obra, estimada em cerca de 50 mil euros, custou à autarquia 24 mil euros em materiais cerâmicos, mais de três mil euros em cimentos, colas e corantes e 15 mil euros em mão-de-obra. É o resultado de seis meses de trabalho do mestre e dois pedreiros, que passaram para as paredes os esboços da história de amor e perda de Orfeu e Eurídice. A peça de arte pública foi encomendada pela autarquia ao abrigo de um protocolo com o ceramista, que, mediante o pagamento de 30 mil euros por ano, se comprometeu a desenvolver intervenções artísticas para vários pontos da cidade. Também está a ser criado o espaço do futuro Atelier Museu Ferreira da Silva, com espólio já doado ao abrigo do protocolo. Para já, a passagem desnivelada sob a linha de caminho de ferro, ligando as duas freguesias urbanas das Caldas da Rainha, é o palco “de uma das mais interessantes intervenções de arte pública da cidade”, considera a autarquia. Na véspera de Natal o artista contou com a presença de familiares, amigos e autarcas, nomeadamente os de Nossa Senhora de Pópulo e Santo Onofre, que elogiaram o embelezamento da zona de passagem que une as suas freguesias e que, no seu entender, promove a união entre ambas. Ferreira da Silva também se mostrava satisfeito com a inauguração, confessando o seu amor pela causa da cerâmica e elegendo a vontade de “continuar a trabalhar” como seu projecto para o futuro. Produção abundante Foi em Coimbra que despertou para a arte, ao ingressar na escola técnica Avelar Brotero, e ainda adolescente começou a trabalhar como pintor. Aos 16 anos ingressava numa cerâmica do Bombarral. A sua vocação não passou despercebida a vários artistas, que o incentivaram, como Júlio Pomar ou João Fragoso. Numa empresa de Alcobaça sentiu-se tentado a romper com a produção corrente das fábricas de cerâmica e criou as primeiras peças criativas. Pinto Ribeiro, fundador da Secla, nas Caldas da Rainha, convidou-o para chefiar a secção de pintura, aos 26 anos. Três anos depois surgia pela primeira vez integrado no lote das principais figuras portuguesas, ao ser seleccionado para uma exposição de artes plásticas da Gulbenkian. Esse estatuto entrava em choque com o seu lugar na fábrica, onde lhe competia, basicamente, reproduzir com fidelidade os modelos imaginados por outros. Em 1958 iniciou a sua produção própria – peças únicas ou pequenas séries – numa oficina das Caldas da Rainha, de Afonso Angélico, que vendia numa loja do Chiado, em Lisboa. Estabelece então com a Secla um acordo de trabalho em que metade do mês tinha os dias livres para sua intensa experimentação, na oficina que designou de “Curral”. O autor manifesta um gosto predominante pelos “materiais que oferecem resistência, pelas formas possantes, pelas decorações esgrafitadas, pelas patines obtidas a partir de engobes pretos e vidros de efeito metálico”. A sua inovadora produção obtém então amplo reconhecimento, sendo-lhe atribuído o Prémio Nacional de Escultura Soares dos Reis e obtendo uma bolsa da Gulbenkian para frequentar a Escola de Manufactura de Paris. Mais tarde, Ferreira da Silva tornou-se designer, mas não abandonou a produção a partir da roda. Esteve também envolvido na criação do Cencal – Centro de Formação Profissional para a Indústria Cerâmica, nas Caldas da Rainha, onde deu formação e realiza projectos especiais sob encomenda. Paralelamente, responde a grandes encomendas, de organizações públicas e privadas que lhe solicitam projectos decorativos para novas edificações, onde o azulejo tem um papel central. Um dos reptos mais desafiantes foi o lançado pela Câmara Municipal de Reguengos de Monsaraz, para descontextualizar peças da olaria tradicional (bilhas, alguidares, tijelas, vasos), para com elas construir conjuntos simbólicos ou peças de grandes dimensões que ousam desafiar os espaços públicos urbanos. Ferreira da Silva desenvolveu também nas Caldas da Rainha um projecto complexo, de grandes dimensões, junto aos edifícios da administração do Hospital local, versando o tema das quatro estações e que foi intitulado “Jardim da Água”. Outra referência é uma torre com quinze metros de altura, em betão, cerâmica e vidro sólido, num hotel rural, em Valado dos Frades, Nazaré. Francisco Gomes

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