“É lance de muit’ pêxe”, expressão profundamente ligada ao imaginário marítimo e à memória coletiva da vila, é o mote do carnaval, organizado pela Real Confraria da Nazaré e pelo Município. “Quando o pescador lançava a rede e se viesse cheia dizia isso, como sinal de que tinha apanhado muito peixe”, conta o rei.
Joaquim Bulhões e Paula Florência são duas figuras conhecidas da comunidade e participantes ativos na vida carnavalesca local. Ele tem 56 anos e diz que o convite para ser rei foi “pela folia que me carateriza”. “Participo em muitos grupos de carnaval desde os seis anos”, recorda. Ela tem 53 anos e o seu passado carnavalesco também vem desde criança, com inclusão em diversos grupos, por isso “não é por acaso que somos reis do carnaval”.
Orgulhosos por terem sido escolhidos mas conscientes da responsabilidade de serem os embaixadores da terra, garantem que “o nosso carnaval é muito espontâneo, chegamos muito facilmente às pessoas e não há nenhumas influências estrangeiras”.
As festividades este ano foram alteradas devido ao mau tempo. O carnaval não se iniciou com a romaria de São Brás, os bailes de rua foram cancelados e o sábado magro, dia de muita folia, passou para 14 de fevereiro, levando ao cancelamento do desfile noturno, mas manteve-se o cortejo de terça-feira de carnaval.
A tradição da passagem de testemunho pelos Reis de 2025, Joaquim Mota e Carla Figueira, cumpriu-se, com vários grupos de carnaval presentes para assinalar o momento. Os novos reis foram coroados entre aplausos, emoção e espírito carnavalesco, tendo sido recebidos no Palácio Real.









