Parque D. Carlos I reabre parcialmente após a passagem da tempestade Kristin

25 de Fevereiro de 2026

O Parque D. Carlos I reabriu parcialmente ao público depois de ter permanecido encerrado devido aos estragos provocados pela tempestade Kristin e para garantir a segurança da população. A União de Freguesias de Nossa Senhora do Pópulo, Coto e São Gregório estima que a tempestade derrubou mais de 100 árvores no Parque e na Mata Rainha D. Leonor, também cerca de 100.

A 19 de fevereiro, o presidente da União de Freguesias, Pedro Brás, conduziu o Jornal das Caldas numa visita guiada ao Parque D. Carlos I, mostrando a dimensão dos prejuízos e explicando o trabalho já realizado.

Segundo Pedro Brás, no Parque D. Carlos I terão sido derrubadas mais de cem árvores, muitas delas de grande porte. A queda de árvores arrastou também cabos elétricos, colocando em risco a segurança dos visitantes, razão pela qual o espaço teve de ser encerrado. O presidente frisou que a árvore mais antiga do parque não caiu.

A zona entre o Museu José Malhoa, metade do lago, o parque das bicicletas e o campo de ténis já se encontra novamente acessível, após remoção de árvores caídas e em risco e limpeza do terreno.

A prioridade “foi limpar os terrenos e manter a segurança nos locais onde estão os cafés e de acesso ao Museu José Malhoa, para que estes equipamentos pudessem abrir ao público”, explicou.

Entre as zonas mais atingidas no Parque D. Carlos I está a área atrás da antiga Casa dos Barcos, onde o solo chegou a abrir com a força do vento, obrigando a cortes e desmatação preventiva.

Também o setor à esquerda do Museu sofreu danos severos. As grandes orocárias, algumas das maiores árvores do parque, partiram ao meio.

O tronco de uma árvore chegou a ser projetado a mais de 20 metros, embatendo no Telheiro do Parque D. Carlos I, o único edifício do parque que registou danos estruturais na cobertura.

A zona depois do parque das merendas também ficou muito devastada. Na área das estufas, caíram igualmente eucaliptos de grande porte. Em alguns locais permanece ainda vegetação instável, que aguarda remoção com apoio de grua.

Segundo o presidente, “alguma da vegetação caída está a ser aproveitada para compostagem. Quanto à madeira das árvores, os troncos de maior porte serão guardados para a realização de algumas obras artísticas, enquanto o restante será vendido em hasta pública”.

O presidente da União de Freguesias explicou que, na manhã do dia da tempestade Kristin, a “prioridade foi retirar as árvores das estradas para que as pessoas pudessem ir trabalhar”. “Tivemos uma equipa na cidade, outra no Coto, onde eu estive, e uma em São Gregório, para remover árvores caídas e eliminar exemplares em risco. A prioridade inicial passou pela reabertura das vias das freguesias, muitas delas cortadas por deslizamentos ou troncos caídos, especialmente na zona de São Gregório”, contou.

Depois, as equipas deslocaram-se para o Parque D. Carlos I e para a Mata. Questionado sobre a sua reação ao ver o parque, Pedro Brás confessou que “foi de uma tristeza profunda”. “Chorei”, contou, acrescentando que “as pessoas vão perceber, quando tudo estiver limpo e já após alguma replantação, o vazio que ficou no nosso parque”.

 

“Recuperação do parque vai ser longa”

 

A reconstrução do parque exigirá um processo longo. Segundo Pedro Brás, “já houve uma reunião com o Instituto do Património, com dois arquitetos que vieram do Instituto para analisar e elaborar um relatório. Também o município contratou um arquiteto paisagista de renome para começar a planear a recuperação do parque”, referiu.

“O projeto incluirá não só a replantação de espécies, como também a recuperação das linhas pluviais, que foram danificadas pelas raízes das árvores derrubadas durante a tempestade”, acrescentou.

“O que vamos reconstruir agora será para os nossos filhos e netos. Uma árvore leva muitos anos a crescer”, alertou.

O presidente considera que não devem ser realizados eventos de grande dimensão no parque enquanto persistirem riscos estruturais.

A Feira das Velharias vai passar para o local da feira semanal, e será organizado o evento “Parque Convida” na Casa dos Barcos.

Questionado sobre os prejuízos financeiros, afirmou que ainda não é possível quantificar.

Quanto a apoio do governo, devido à tempestade, o presidente da Câmara das Caldas, Vítor Marques, revelou que “espera que venha alguma verba para compensar os prejuízos”.

 

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