A queda de uma árvore sobre um depósito de gás provocou uma fuga de gás, determinando o encerramento da Escola Básica de Santo Onofre.
Ficaram com a cobertura parcialmente danificada a escola D. João II e a Escola Básica e Jardim de Infância de Salir de Matos. No Avenal verificou-se a mesma situação, mas acrescentam-se danos no toldo do parque infantil.
Na Encosta do Sol houve queda de árvores e danos em coberturas de espaços exteriores de circulação, equipamentos infantis e toldo. No Bairro da Ponte, danos da cobertura de espaço de circulação exterior. Em Tornada, queda de árvore e danos no espaço exterior.
Chegaram a estar encerradas duas dezenas e meia de estabelecimentos escolares. As escolas básicas e jardins de infâmncia de São Gregório, Foz do Arelho, A-dos-Francos, Alvorninha, Carvalhal Benfeito, Casais da Serra, Reguengo da Parada, Lagoa Parceira, Tornada, Salir do Porto e Salir de Matos, as escolas básicas do Avenal, Chão da Parada, Santa Catarina e Relvas, e jardim de infância de Casal Celão.
Com o tempo foram retomando o funcionamento, mas no Avenal há uma sala que não está utilizável e os alunos têm aulas noutro espaço do estabelecimento de ensino.
A Escola Superior de Artes e Design das Caldas da Rainha teve de adiar e remarcar os exames da época de recurso para as datas correspondentes ao calendário da época especial.
Verifica-se uma pausa letiva, o que permite desenvolver esforços no sentido de desbloquear os acessos à escola, tapados por árvores, troncos e ramos caídos em cima de postes com cabos de telecomunicações.
Linha do Oeste suspensa
A Infraestruturas de Portugal anunciou a suspensão da circulação ferroviária na Linha do Oeste entre Mafra e Amieira (concelho de Soure), que serve de ligação com o Ramal de Alfarelos e, consequentemente, à Linha do Norte.
Em causa estão danos na catenária e obstruções na infraestrutura ferroviária, devido “às condições meteorológicas adversas”, que estão a afectar a exploração normal do serviço em vários troços da rede.
Situação de Calamidade
Na sequência dos danos causados pela depressão Kristin, o Conselho de Ministros declarou a Situação de Calamidade no dia a seguir ao acontecimento, incluindo no rol 69 concelhos. A região Oeste foi quase toda abrangida (Alcobaça, Bombarral, Cadaval, Caldas da Rainha, Lourinhã, Nazaré, Óbidos, Peniche e Torres Vedras). Ficaram de fora Alenquer, Arruda dos Vinhos e Sobral de Monte Agraço.
A declaração compreende o período entre 28 de janeiro e 8 de fevereiro. Esta resolução não afasta a responsabilidade das seguradoras, decorrente de eventuais contratos de seguro.
As medidas excecionais e os apoios a atribuir na decorrência da declaração de calamidade incluem, designadamente, apoios de emergência a prestar às populações afetadas pelas condições atmosféricas extremas, que se encontrem privadas de acesso a bens de primeira necessidade, a alojamento e a cuidados de saúde, apoio às famílias das vítimas que perderam a vida e às vítimas que sofreram lesões incapacitantes, reparação e reconstrução de infraestruturas e equipamentos municipais e intermunicipais afetados, medidas de contenção dos impactos ambientais e de restauro de património cultural e natural, apoio financeiro a atribuir, subsidiária e complementarmente à cobertura por seguros, com vista à recuperação de habitação própria e permanente, do parque empresarial e automóvel e de explorações agrícolas e florestais, nos termos a definir por portaria dos membros do Governo responsáveis pelas áreas das finanças, da economia, das infraestruturas, da administração interna e da agricultura.
Determina o levantamento urgente dos danos causados, a realizar pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional, em articulação com os Municípios e outros organismos, e estabelece em grau de prontidão máximo a resposta operacional por parte da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, GNR, PSP, Bombeiros, Instituto de Conservação da Natureza e Floresta, Autoridade Marítima Nacional e outros agentes da Proteção Civil, com reforço de meios para operações de vigilância, fiscalização, patrulhamentos dissuasores de comportamentos ilícitos e de apoio geral às operações de proteção e socorro que possam vir a ser desencadeadas, o que inclui o envolvimento das Forças Armadas.
Entre outras medidas, como a dispensa de serviço ou a justificação das faltas dos trabalhadores, do setor público ou privado, que desempenhem cumulativamente as funções de bombeiro voluntário ou de voluntário na Cruz Vermelha Portuguesa, implica a ativação automática dos planos de emergência de proteção civil do respetivo território.
Pacote de 2,5 mil milhões de euros
O Governo vai apoiar a reconstrução de habitação própria e permanente em intervenções até 10.000 euros “sem necessidade de documentação” para os casos em que não haja cobertura de seguro, anunciou o primeiro-ministro. O mesmo montante estará disponível para situações relacionadas com agricultura e floresta.
São medidas que incluem um pacote de apoios que poderá atingir os 2,5 mil milhões de euros.
Entre as quinze medidas apresentadas por Luís Montenegro constam isenções, linhas de crédito e moratórias nos empréstimos às empresas, no crédito à habitação própria e permanente, e nas obrigações fiscais.










