As consequências do mau tempo continuam a fazer-se sentir na região, no seguimento da depressão Kristin e com os novos fenómenos meteorológico Leonardo e Marta, causando inundações, derrocadas e desabamentos, o que obrigou a fechar estradas e escolas, e a retirar moradores de algumas casas.

 

Na passada quinta-feira as escolas de Alvorninha e de A-dos-Francos foram encerradas, porque devido à intempérie as estradas de acesso a estas localidades das Caldas da Rainha ficaram intransitáveis. No caso de Alvorninha, a escola também apresentava problemas de impermeabilização.

Na sexta-feira também encerraram os jardins de infância de A-dos-Francos, Alvorninha e Carvalhal Benfeito e para além dos estabelecimentos dia anterior as escolas do primeiro ciclo de Relvas, Santa Catarina, Casais da Serra e Carvalhal Benfeito.

Dezenas de artérias no concelho foram cortadas ou condicionadas ao trânsito numa primeira fase, por derrocadas, risco de colapso, deslizamentos, taludes a cair e inundações. Algumas voltaram a reabrir mas também vão aparecendo outras estradas com limitações.

Em Alvorninha, a Rua da Francesa / Rua da Mina (Estrada da Moita para a Malasia), Rua Principal (Ramalhosa – Bairro da Figueira), Estrada do Vale Serrão para a Laranjeira, Estrada do Casal do Rodo para o Pego, Estrada da Trabalhia para Chiote, Rua Principal (Trabalhia – Alvorninha), Rua Principal (Laranjeira – Lobeiros), Rua Central (ligação entre Vila Nova e Alvorninha), Estrada de Santa Marta, Estrada Municipal 567-2 (Chãos – Alvorninha), Rua do Escorial (Ribeira dos Amiais), Rua do Fontanário (Laranjeira), Rua do Lameirão (Estrada para a Moita), Rua da Reboleira (ligação entre Vila Nova para Casal da Achada) e Rua Principal (Estrada que vai para dentro da Malasia).

Em A-dos-Francos, a Estrada dos Britões, Rua do Coqueiro, troço entre Rua da Aramanha e Rua do Bairro, e Estrada da Cruz – Casais de Stª Helena.

Em Carvalhal Benfeito, a Rua da Fonte, Rua da Paz, Rua da Boavista, Rua da Casadinha, Rua da Presa, Rua da Arieira, Rua do Lagar, Rua de Santana, Rua do Pedrógão e Rua das Barrocas, na Foz do Arelho a Rua do Penedo Furado e Rua Joaquim Frutuoso, no Landal a Rua Casais da Neve e Rua do Matadouro, no Nadadouro a Rua Eng.º Paiva e Sousa – junto à Escola de Vela, Rua da Paz (parcial) e Rua dos Lavadouros.

Na União das Freguesias de Nossa Senhora do Pópulo, Coto e São Gregório, a Rua Ernestina Martins Pereira, Rua da Moleanas, Rua Fonte do Pinheiro – São Gregório, Rua das Hortas – São Gregório, Rua Pedreira – São Gregório, Estrada dos Pedreis – São Gregório, Estrada da Matinha – São Gregório, Estrada do Quadro – São Gregório, Rua do Avenal e Rua da Barreira Dianteira – Fanadia.

Na União das Freguesias de Santo Onofre e Serra do Bouro, a Estrada Atlântica, Rua Bartolomeu Dias, Estrada Municipal 566 – Espinheira e Estrada Municipal 566 – Casais da Cidade.

Em Salir de Matos, a EN360 – Matinha, Mata de Cima, Rua da Azenha – direção aos Cabreiros, Estrada das Oliveiras, Estrada de Santo António, Rua Vale da Quinta, Rua dos Carrascos, Rua da Capela que liga as bombas de combustível a São Domingos, Rua 1 de Novembro, Rua Ponte Nova e Estrada Quinta da Loura.

Em Santa Catarina, Rua António Ivo Peralta, Rua da Fonte – Casal da Marinha, Rua do Moinho – Mata de Porto Mouro, Rua Nova – Peso, Rua do Caracol – Casal do Bicho, Rua Principal – Casal do Bicho, Travessa da Mata da Quinta, Rua Casal Frade, Rua dos Covões – Casal do Rio e Rua da Quinta – Casal da Marinha.

Na União das Freguesias de Tornada e Salir do Porto, a Rua Principal – Zona do Talvai – Chão da Parada, Rua do Forno – Casal Vau – Campo, EN8 – a chegar ao cruzamento para o Chão da Parada e Estrada Principal – sentido Tornada – Salir de Matos.

Em Vidais, a Rua João Alves – Cortém e junto aos Vinhos, Rua João Paulo II – Cortém, Rua N.ª Sr.ª da Ascenção – Cortém, Rua 25 de Abril – Cortém, Rua profª Ana Benécio, Rua Serafim Tavares – Matoeira, Rua 26 de Julho – Carrasqueira, Rua do Chafariz – Carrasqueira, Rua do Carrascal – Carrasqueira, Rua Santa Bárbara – Carrasqueira, Estrada das Milhagens – Carrasqueira e Rua Principal – Rabaceira.

Outras estradas acabaram por juntar-se a esta lista.

Nas Caldas da Rainha, uma pessoa foi retirada da sua casa devido a danos causados pelo mau tempo e foi realojada numa instituição social de Salir do Porto.

Água com qualidade

Devido aos efeitos da depressão Leonardo e à instabilidade causada às redes de abastecimento, ocorreram roturas em vários pontos do concelho, obrigando à intervenção no terreno de várias equipas dos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento das Caldas da Rainha. O Nadadouro, a Foz do Arelho e a cidade das Caldas foram as zonas afetadas.

Os Serviços Municipalizados de Água e Saneamento (SMAS) das Caldas da Rainha asseguraram que a água da rede pública distribuída no concelho mantém qualidade para consumo humano, estando a ser permanentemente monitorizadas.

Contudo, em Vidais, a junta de freguesia aconselhou a consumir água engarrafada, porque a dos canos se apresentava turva.

Proteção ao emissário submarino

Parte dos geocilindros de proteção do Emissário Submarino de Descarga da Foz do Arelho encontra-se exposta ao longo de uma faixa de cerca de 200 metros, junto aos Cais da Lagoa. O Município das Caldas da Rainha informou que a situação tem sido acompanhada de perto pelos técnicos da Águas do Tejo Atlântico, tendo estes transmitido que, até à data, não oferece preocupação dada a elevada resistência do material em causa, nem está em risco a integridade das tubagens neste local.

A forte erosão verificada na embocadura, no entanto, poderia colocar em risco a segurança e integridade desta importante infraestrutura operacional, o que motivou a intervenção de emergência que o Município das Caldas da Rainha tem em curso na embocadura da Lagoa de Óbidos.

O recuo do perfil de praia, a um ritmo de vários metros por dia, agravado pela passagem das Depressões Leonardo e Marta, assumiu proporções preocupantes para a estabilidade do sedimento que sustenta a tubagem do Emissário Submarino, ao longo do seu percurso desde o Cais da Lagoa até à extremidade oeste da Avenida do Mar.

A obra de deslocalização da Aberta em curso visa, por isso, proteger o litoral costeiro e salvaguardar o Emissário Submarino de Descarga da Foz do Arelho, ainda que o Município e as entidades envolvidas na tomada de decisão estejam cientes de que o contexto ambiental altamente dinâmico e condicionado por múltiplas variáveis naturais poderá influenciar negativamente os resultados esperados.

Inundações em Óbidos obrigam à retirada de dez moradores

Para além da forte precipitação, uma descarga da Barragem do Arnóia por ter sido ativado o mecanismo de segurança que, a partir dos 31,45 metros de altura do nível de água faz abrir automaticamente as comportas, originou que os dois rios que atravessam o concelho (Arnóia e Real) tenham galgado as margens.

A Câmara esclareceu que “apesar das inundações registadas nas baixas de Óbidos terem ficado a dever-se a descargas da barragem do Arnóia, é necessário ter presente que é também devido a esta infraestrutura que tem sido possível amortecer e encaixar o volume de água resultante da intensa e persistente precipitação causada pelas recentes tempestades”.

“Desde novembro que estamos sob forte precipitação e que a gestão do nível de água da albufeira, efetuada pela Associação de Regantes, tem evitado que o caudal do rio, a jusante da barragem, saia do seu leito. Contudo, a chuva forte e prolongada foi muito além daquilo que é possível fazer, sem pôr em risco a segurança da infraestrutura e por consequência pessoas e bens. A existência da barragem tem ajudado a reduzir o impacto da precipitação que se tem registado nas últimas semanas. Desde 2005, data de construção da barragem, que inundações desta magnitude não se registavam”, vincou.

A Associação de Regantes, que tem a concessão desta infraestrutura, não tem autorização para levar a barragem ao nível máximo de enchimento, limitando-se a efetuar as manobras de acordo com as indicações da Direção-Geral da Agricultura e Desenvolvimento Rural e da Proteção Civil.

O resultado foram imensos campos agrícolas alagados e estradas inundadas. Para além da EN8 ter sido afetada, à entrada de Óbidos,  junto à ponte, foram encerradas a Estrada Municipal 575, Estrada da Luz (sentido de Óbidos), Estrada da Estação (junto à EN8, desde a ponte de Óbidos), Estrada de Óbidos para Arelho e Carregal, Carregal-Óbidos, Bairro-Óbidos, Trás do Outeiro-Óbidos e Óbidos-Casais Brancos.

Dez pessoas foram retiradas de casas inundadas, na zona mais baixa da vila, junto da Rua da Biquinha (fora das muralhas).

O Município ativou uma Zona de Concentração e Apoio à População, para eventuais necessidades, no Pavilhão Municipal de Óbidos.

Constrangimentos em toda a região

No sul de Alcobaça os efeitos da forte pluviosidade viram-se nos constrangimentos nas vias de comunicação, como por exemplo na estrada entre Vale Paraíso e São Martinho do Porto, que foi cortada, como também aconteceu em todo o concelho, quer na cidade, quer em Fervença, Évora de Alcobaça, Cela Velha e Cela Nova, Vimeiro, Maiorga, Turquel e outras localidades.

Na Benedita ficaram com circulação proibida a Rua da Areeira, Rua da Ponte (Freires), Charneca do Casal Guerra, Rua da Praia, Rua do Rio Seco, Rua da Maa, Rua Parque de Jogos – Fonte da Senhora, Rua da Cerâmica e Rua do Charco. Condicionadas ficaram a Rua do Canto (Freires), Rua da Escola, Rua Casal da Pequena, Zona Industrial, Rua da Guilhermina, Rua da Patoleia, Rua da Cerâmica, Rua Rei da Memória e Rua do Moinho Velho.

Deslizamento de terras condicionou a EN8 – na subida de Alfeizerão, a ligação de Fervença ao Valado dos Frades e outras artérias.

Na Nazaré foi interdito o troço compreendido entre o viaduto para Famalicão e a antiga Ponte da Barca e registaram-se lençóis de água noutras estradas. Houve campos agrícolas alagados na zona dos Caixins, reflexo da elevada acumulação de água.

Num balanço de vários dias de mau tempo, a Câmara apontou terem existido quatro pessoas desalojadas e centenas de casas, estabelecimentos comerciais e barcos danificados pelo mau tempo. O Cine-Teatro da Nazaré sofreu danos ao nível na cobertura, motivando o seu encerramento.

Militares do Exército foram mobilizados para operações de remoção de escombros, limpeza e desobstrução de vias, colocação de lonas, entre outras funções.

O Município da Nazaré decidiu isentar do pagamento de taxas municipais relativas aos meses de janeiro e fevereiro de 2026 às lojas do Mercado Municipal e para as bancas e atividades de venda ambulante, para além da isenção do pagamento das taxas municipais associadas à ocupação da via pública, incluindo esplanadas. Nos casos em que a ocupação da via pública se destine exclusivamente a obras de reparação ou reabilitação de edifícios afetados, a isenção das respetivas taxas poderá estender-se até ao mês de junho.

Foi criado o Gabinete de Apoio ao Lesado, destinado a apoiar pessoas e empresas afetados pela intempérie. Estará em funcionamento no Espaço Cidadão da Câmara Municipal da Nazaré e nas juntas de freguesia de Valado dos Frades e de Famalicão.

No Cadaval, na estrada para a Murteira desabou um armazém da Adega do Cadaval. Houve constrangimentos na linha de enchimento. Foram encerradas a Estrada Avenal – Montejunto, a Estrada Vilar (cemitério) – Seixo, a Rua António Lopes Júnior, em Vale Francas, a Estrada Vilar – Palhais (Estrada da Canaga), a ligação Pereiro – Tojeira, a ligação Boiça do Louro – Casais Gaiola, a EN8, no troço Outeiro da Cabeça – Bombarral, e a ligação Painho – Figueiros. Houve duas pessoas desalojadas e três deslocadas.

No Bombarral foram interditas à circulação a EN8 entre o Bombarral e Torres Vedras, após a localidade de Casalinho, a EN8 na localidade do Paúl e Delgada, a Estrada Municipal 569-1, em Sobral do Parelhão, e a Rua José Barardo, na vila.

Uma mulher foi retirada de uma viatura com água e transportada ao hospital em estado de hipotermia, depois de ter tentado atravessar uma estrada que tinha um metro de altura de água. Uma pessoa foi deslocada da sua casa.

Três centenas de ovelhas foram resgatadas de uma quinta devido a inundações provocadas pelo rio de São Domingos, na freguesia de Atouguia da Baleia, Peniche. 18 cães foram retirados de um canil particular para o canil municipal e para a habitação da proprietária. Cinco pessoas foram deslocadas das suas casas.

Isenção nas portagens

O Governo autorizou até 15 de fevereiro a isenção de portagens, anunciada no passado dia 3, a todo o tráfego que tenha origem ou destino na A8, entre o nó de Valado de Frades e o nó de Leiria Nascente, e na A17, entre o nó da A8 e o nó de Mira. O tráfego que atravesse as autoestradas através dos nós referidos não será isentado.

Nove meses sem Linha do Oeste

O ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, reafirmou que a linha ferroviária do Oeste vai demorar “no mínimo nove meses” a ficar totalmente operacional, na sequência dos danos causados pelas tempestades que assolaram o território nacional.

Para a Comissão para a Defesa da Linha do Oeste não se pode aceitar que o serviço de transporte de passageiros “seja suspenso por nove meses, quando é possível assegurar o transporte de passageiros entre as Caldas da Rainha e Torres Vedras e da Malveira até Meleças, com transporte em autocarro pelo meio, com a temporária revisão de horários”.

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