Mau tempo força intervenção urgente na Lagoa de Óbidos e leva ao cancelamento do Foz Beats

11 de Fevereiro de 2026

As Câmaras das Caldas da Rainha e de Óbidos iniciaram no dia 8 de fevereiro uma intervenção urgente na Lagoa que fará o reposicionamento da Aberta (canal que liga a Lagoa de Óbidos ao mar) na sua anterior localização, confirmou ao JORNAL DAS CALDAS o presidente do Município caldense, Vitor Marques.

Trata-se dos trabalhos de contenção da acentuada erosão do areal da praia da Foz do Arelho, na sequência do parecer positivo emitido pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA). O Município das Caldas da Rainha tomou a iniciativa de propor à APA a intervenção de emergência para salvaguardar as importantes infraestruturas existentes no local como o emissário submarino e Avenida do Mar. Segundo o autarca, a atual “aberta” tem vindo a deslocar-se cada vez mais para norte e encontra-se agora demasiado próxima da Avenida do Mar, situação que coloca em risco a praia e torna urgente a realização de trabalhos.

Vitor Marques adiantou que em “resultado das condições meteorológicas extremas resultantes da passagem das Depressões Kristin e Leonardo, a situação de erosão na zona terminal da Lagoa de Óbidos e faixa costeira oceânica adjacente assumiu proporções bastante preocupantes, com um elevado risco para infraestruturas viárias e bens materiais importantes”.

“A ideia é abrir uma segunda aberta, no sítio onde costumava ser, para ver se conseguimos estabilizar a situação, salvaguardar a Avenida do Mar e também evitar que percamos a praia”, adiantou o autarca.

A intervenção é a abertura de um segundo canal de ligação ao mar, para mitigação da intensa erosão que fustiga a margem norte, com aproveitamento dos sedimentos mobilizados para salvaguardar as infraestruturas aí existentes, repor o perfil da praia da Lagoa e fechar a atual embocadura da Aberta.

O presidente sublinha que se “trata de uma intervenção de carácter urgente, desenvolvida num contexto ambiental altamente dinâmico e condicionado por múltiplas variáveis naturais, que poderão influenciar negativamente os resultados esperados”.

A intervenção, que “deverá rondar os 50 mil euros”, está a ser executada e financiada pelas Câmaras das Caldas da Rainha e de Óbidos, com autorização e orientação da APA e acompanhamento da Capitania do Porto de Peniche. Segundo Vitor Marques, “deverá demorar cerca de uma semana, se as condições meteorológicas o permitirem”. Paralelamente, o Município apresentou à APA um plano complementar de consolidação sedimentar e de proteção do litoral costeiro a longo prazo, cuja implementação ficará dependente de parecer favorável daquela entidade”.

O Município das Caldas da Rainha e Óbidos, em conjunto com as restantes entidades, tem vindo a acompanhar e a avaliar diariamente a situação desde o início do ano e mantido contactos frequentes com as autoridades competentes sobre as soluções a adotar, reforçando o seu compromisso com a proteção do território, da população e do património natural.

 

Cancelamentos e mudanças de eventos

 

Relativamente aos eventos previstos para este ano, além do carnaval, a autarquia cancelou o Festival Foz Beats devido aos estragos provocados pelo mau tempo na Foz do Arelho.

A Câmara irá também deslocalizar o evento Oeste Lusitano, devido aos danos causados pela depressão Kristin no Parque D. Carlos I e na Mata, que provocaram a queda de árvores e danos em várias estruturas.

A Feira dos Frutos 2026 vai realizar-se, embora ainda esteja a ser discutido se o certame poderá manter-se no Parque.

Apesar de o Foz Beats decorrer habitualmente em julho, Vitor Marques explicou que não existem condições para manter a edição de 2026. “Não era uma festa que gostaríamos de adiar, tendo em conta a notoriedade que já conquistou e os jovens que aguardam por este evento. Mas temos de ter consciência de que haverá investimentos muito grandes em várias áreas, principalmente em estradas e outros equipamentos. Portanto, temos de fazer um ajuste em tudo, incluindo no investimento na praia”, sublinhou o presidente.

Segundo o autarca, a Feira do Cavalo, organizada pela Associação dos Criadores do Cavalo Puro Sangue Lusitano do Oeste e prevista para o início de maio no Parque D. Carlos I, iria realizar-se este ano pela última vez naquele espaço. Contudo, os danos provocados pelo mau tempo levaram a Câmara a recuar. “O Parque sofreu muito com estas intempéries nomeadamente a depressão Kristin. É um espaço muito débil, devido às árvores e ao seu envolvimento, e achámos que não devia receber o evento este ano, para permitir a sua recuperação”, explicou.

Sobre a Feira dos Frutos, o presidente confirma que o evento vai acontecer. “O modelo vamos ver. Estamos a avaliar a questão do Parque, mas para já não há decisão”, afirmou.

 

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