“Este anúncio do ministro, sem que tenha explicado se o encerramento afetará todo o traçado entre Meleças e Louriçal, ou apenas o troço Meleças/Caldas da Rainha, representa um sério ataque ao futuro da Linha do Oeste, que com esta suspensão do serviço, poderá perder utentes de forma definitiva, para o transporte rodoviário”, considera a comissão.
“Os dois últimos meses representaram um ciclo de dezenas e dezenas de supressões, devido à falta de material circulante, com manifestos prejuízos para os utentes sem direito a transporte alternativo em autocarro, que faça cumprir o contrato de serviço público a que a CP está obrigada. Agora, é o colapso dos solos, em mais do que um ponto da via, nomeadamente, no troço entre Dois Portos e Malveira, significativamente, em locais que não foram alvo de obras de requalificação, como entre Runa e a entrada do túnel da Sapataria. Uma obra que já deveria estar pronta há mais de três anos, com as composições elétricas a funcionar”, comenta.
No seu entender, não se pode aceiter que o serviço de transporte de passageiros “seja suspenso por nove meses, quando é possível assegurar o transporte de passageiros entre as Caldas da Rainha e Torres Vedras e da Malveira até Meleças, com transporte em autocarro pelo meio, com a temporária revisão de horários”.
“Claramente, o que este Governo e os seus gestores na CP e na Infraestruturas de Portugal querem é que os utentes, a população em geral, os agentes económicos e os autarcas da região, se esqueçam de uma vez por todas da Linha do Oeste”, lamenta a comissão, que garante que não vai desistir de defender a modernização da Linha.
Foi já feito um pedido de reunião com caráter de urgência à secretária de Estado da Mobilidade e ao presidente da CP, e será igualmente solicitada uma reunião com o presidente da Infraestruturas de Portugal, sem prejuízo de outras iniciativas.










