De acordo com a proprietária, apesar de o estabelecimento dispor de uma grade de proteção, o indivíduo conseguiu partir o vidro da porta de entrada apenas o suficiente para se introduzir no interior do espaço, passando entre as grades e a abertura criada.
Foram furtados diversos materiais de trabalho, nomeadamente vernizes, fornos utilizados em unhas de gel, cremes, álcool e toalhas usadas, e mala do trabalho ao domicílio, num prejuízo estimado em cerca de 400 euros.
Este é mais um estabelecimento comercial assaltado na área envolvente à Praça da República, uma situação que tem vindo a preocupar os comerciantes locais. Recorde-se que na edição da passada semana o JORNAL DAS CALDAS destacou as queixas de vários comerciantes relativamente a uma sucessão de assaltos ocorridos nos meses de dezembro e janeiro, levando-os a apelar a uma maior presença policial no centro da cidade.
Na mesma edição, a PSP anunciava ter travado uma vaga de furtos noturnos nas Caldas da Rainha, com a detenção em flagrante de um casal reincidente, ainda que os recentes acontecimentos demonstrem que a insegurança continua a ser uma preocupação para quem trabalha naquela zona histórica e comercial da cidade.
Em declarações ao JORNAL DAS CALDAS, Bina Reis explicou que teve conhecimento do assalto por volta das 04h00, através de um contacto da PSP das Caldas da Rainha. “Recebi uma chamada da polícia a informar que o meu estabelecimento tinha sido assaltado”, contou. A proprietária reside na Lourinhã e deslocou-se de imediato para as Caldas da Rainha.
Segundo a esteticista, a PSP explicou-lhe que o alerta foi dado por um transeunte que, ao passar na rua, se apercebeu do vidro partido e contactou a polícia de forma anónima. Mais tarde, estiveram no local elementos da unidade de investigação criminal, que procederam à recolha de provas. “Tentaram recolher impressões digitais e outros indícios que pudessem ajudar na investigação”, explicou.
Bina Reis confessou estranhar os bens furtados. “Acho muito estranho roubarem vernizes já usados, toalhas usadas e cremes que utilizo nos tratamentos”, afirmou, levantando também dúvidas sobre o autor do furto. “Penso que tem de ser uma mulher, porque teria de ser pequena e magrinha para conseguir entrar pelas grades”, ponderou.
Após a saída da polícia, a proprietária optou por permanecer no estabelecimento até de manhã. “Não voltei para casa porque tinha várias marcações e não podia deixar o espaço naquela situação, com o vidro partido”, explicou.
Entretanto, o senhorio do espaço solicitou a colocação de um novo vidro.
A responsável pelo gabinete de estética referiu ainda que tem recebido várias manifestações de apoio por parte dos clientes. “Todos falam desta onda de assaltos e mostram-se preocupados com a segurança na cidade”, disse, defendendo que é necessária uma maior presença policial.
A esteticista revelou ainda que, durante a intervenção policial, lhe foi sugerida a instalação de meios adicionais de vigilância. “A polícia disse-me que o melhor seria comprar uma câmara de vigilância”, contou Bina Reis, referindo que, apesar de já existir uma grade de proteção na entrada, isso não foi suficiente para impedir o assalto.
Para a proprietária, esta recomendação evidencia a vulnerabilidade dos pequenos comerciantes. “Nós fazemos o que conseguimos para proteger os nossos espaços, mas depois parece que a responsabilidade acaba por cair sempre sobre quem trabalha e investe aqui todos os dias”, desabafou.









