Este dia é, já há sete anos, dedicado inteiramente à interação entre as empresas e os alunos, que podem explorar várias opções de carreira, integração e estágios profissionais e curriculares. É, portanto, um encontro de networking, marcado também por palestras profissionais informativas, que dão a conhecer aos estudantes várias opções de futuro, mais focado na região, mas também com oportunidades fora da zona Oeste.
Daniel Pinto, diretor da EHTO, explicou que, ao longo das várias edições, tem existido “um crescimento em quantidade, mas acima de tudo em qualidade”. Segundo o responsável, mais do que aumentar o número de empresas presentes, a prioridade tem sido garantir melhores condições para os alunos em contexto de estágio. “As melhores condições são alojamento, alimentação e bolsa de estágio”, sublinhou, acrescentando que as empresas estão hoje mais conscientes de que os recursos humanos são determinantes para o seu crescimento e sustentabilidade.
O diretor recordou que, há cerca de 15 ou 20 anos, a maioria dos alunos realizava estágios fora da região, uma vez que as empresas locais não conseguiam oferecer condições competitivas, atualmente o cenário é diferente. “Sentimos uma evolução qualitativa muito grande”, afirmou, revelando que, neste momento, cerca de metade dos alunos estagia na região, em concelhos como Caldas da Rainha, Óbidos, Peniche ou Alcobaça, enquanto a outra metade opta por experiências noutras zonas do país.
Para Daniel Pinto, ambas as opções são positivas. Se, por um lado, a permanência na região contribui para a valorização da economia e cultura local, por outro, sair também “é amadurecer”, permitindo aos jovens ganhar maior independência. Os alunos dos cursos profissionais realizam dois estágios curriculares ao longo do percurso formativo, procurando a escola equilibrar uma experiência de proximidade com outra fora da região.
De acordo com o diretor, o feedback recolhido através de inquéritos de satisfação tem sido “muito expressivo”, com as empresas a demonstrarem interesse contínuo em manter esta ligação direta à escola. Daniel Pinto destacou ainda que algumas entidades presentes no Fórum acompanham a iniciativa desde a primeira edição, consolidando uma parceria que tem vindo a dar frutos, inclusive com antigos alunos integrados nas equipas permanentes dessas empresas.
Segundo Daniel Pinto, este “é um dia simbólico” em que a escola abre portas às empresas para que possam falar “diretamente com os alunos”, reforçando uma ligação que, garantiu, é trabalhada ao longo de todo o ano.










