Estiveram representadas várias dioceses do país, nomeadamente Santarém, Aveiro, Coimbra, Viseu e Lisboa. Ao longo destes dias, os jovens caldenses viveram uma experiência intensa de oração, partilha e serviço, inseridos numa dinâmica internacional que reuniu milhares de participantes de diferentes culturas, línguas e realidades.
Fundada em 1940, em plena Segunda Guerra Mundial, por Roger Schutz, a Comunidade de Taizé nasceu com um propósito de reconciliação entre cristãos e entre povos divididos. Trata-se de uma comunidade monástica ecuménica, composta por irmãos de diferentes confissões cristãs: católicos, protestantes e ortodoxos, que vivem juntos uma vocação comum de oração, simplicidade e construção da paz. Esta dimensão ecuménica permite aos jovens experimentar uma Igreja centrada naquilo que une, promovendo o diálogo e a confiança.
O programa diário incluiu três momentos de oração comunitária na Igreja, marcados pelos conhecidos cânticos de Taizé, frases curtas ditas de forma repetida que criam um ambiente de interioridade e contemplação. O silêncio ocupa também um lugar central, convidando à escuta e ao encontro interior.
Para além da oração, os participantes integraram grupos de reflexão bíblica orientados pelos irmãos da comunidade e colaboraram em tarefas de apoio à comunidade, reforçando o sentido de responsabilidade e serviço. O contacto com jovens de várias partes do mundo foi outro dos aspetos mais marcantes, promovendo a partilha intercultural e a consciência de pertença a uma Igreja universal.
Esta participação foi possível graças ao forte envolvimento da comunidade paroquial das Caldas da Rainha, que ao longo dos últimos meses apoiou e acompanhou os jovens através de diversas iniciativas dinamizadas com o contributo das famílias e dos próprios participantes. A resposta generosa da comunidade foi determinante para tornar esta experiência uma realidade, evidenciando uma Igreja viva que investe nas novas gerações.
Os jovens regressam agora conscientes de que Taizé não foi apenas um destino, mas um ponto de partida. Regressam com o desejo de serem construtores de paz e presença transformadora na sociedade. Levaram consigo, além-fronteiras, o nome das Caldas da Rainha e trazem um testemunho de fé, vivida em comunidade e assumida no compromisso concreto do dia a dia.










