A mostra reúne um conjunto de artistas que marcaram a arte contemporânea em língua portuguesa, propondo uma viagem pelo “traço” enquanto expressão de identidade, memória e diversidade cultural. Entre os nomes presentes encontram-se Manuel Cargaleiro, cuja harmonia entre cor e cerâmica dialoga com a geometria luminosa de Nadir Afonso; a força gestual de Artur Bual e as atmosferas experimentais de Noronha da Costa; o surrealismo livre de Mário Cesariny e o imaginário poético de Cruzeiro Seixas.
A exposição integra ainda a visão humana e social de Júlio Pomar e a energia telúrica das figuras de Graça Morais, estendendo-se além-mar com a multiculturalidade de José de Guimarães, o universo narrativo moçambicano de Roberto Chichorro e o expressionismo vibrante de Kiki Lima, cuja obra continua a ser celebrada como um legado vivo de cor e movimento.
“Traço Lusitano” apresenta-se, assim, como uma reflexão sobre a herança artística comum do espaço lusófono, um percurso que revisita raízes mas também se projeta no futuro, afirmando o traço como linguagem universal e ponto de encontro entre mundos.









