foto Pedro Antunes

O temporal de 28 de janeiro, associado à depressão Kristin, causou danos em infraestruturas e equipamentos públicos e privados no concelho de Caldas da Rainha, particularmente na rede viária, carros, casas, lojas, edifícios escolares, edifícios administrativos, equipamentos desportivos, espaços públicos, árvores, sinalética, outdoors, sistemas de abastecimento de água, fornecimento de eletricidade e telecomunicações.

 

As fortes rajadas de vento associaram-se à chuva intensa e à agitação marítima. Ainda não existem valores consolidados dos prejuízos, porque o levantamento técnico dos danos continua a decorrer.

Na madrugada de 28 de janeiro, a depressão provocou rajadas de vento que em várias zonas do litoral chegaram próximo dos 180 km/h.

Houve queda de árvores que obstruíram a circulação em várias vias e interrupção de diversas estradas devido à queda de estruturas fixas, deslizamento de taludes e inundações.

Registaram-se cortes no fornecimento de eletricidade devido a danos na rede de distribuição e queda de árvores sobre cabos, com impacto relevante nas condições de serviço da rede de abastecimento de água. As redes telefónicas ficaram comprometidas em alguns locais devido ao impacto nas infraestruturas de telecomunicações.

Os bombeiros não tiveram mãos a medir. Foram os principais elementos envolvidos nas respostas à população na remoção de árvores, desobstrução de vias e outras prestações de socorro.

Da parte da Câmara, foram mobilizadas as equipas do Serviço Municipal de Proteção Civil e dos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento. Foi também feita a avaliação técnica de edifícios públicos e vias danificadas ou obstruídas, e concretizado o condicionamento da circulação rodoviária de acessos.

O Município das Caldas da Rainha disse ter recebido muitas manifestações de preocupação da população relativamente ao restabelecimento da rede elétrica em várias zonas do concelho.

“A depressão Kristin provocou danos significativos na infraestrutura elétrica, com a queda de numerosos postes e cabos elétricos. Os constrangimentos no fornecimento e no restabelecimento de energia ocorrem ao nível da alta, média e baixa tensão, sendo esta última responsável pelo abastecimento direto às habitações”, informou logo a autarquia, indicando que a múltiplas equipas da E-Redes estavam a trabalhar em permanência, a braços com muitas intervenções, empenhadas em resolver todas as falhas de energia.

A reposição da energia eléctrica foi feita gradualmente, dificultada por humidade nos cabos e por avaria na rede.

No que se refere ao abastecimento de água, também estava dependente do restabelecimento da energia elétrica.

3.400 clientes sem eletricidade

O Município das Caldas da Rainha informou que, de acordo com os dados da E-Redes, atualizados às 08h00 de segunda-feira, no concelho a cobertura de energia elétrica foi restabelecida entre 91% e 95%, estimando-se existirem cerca de 3.400 clientes sem fornecimento.

Entre as freguesias mais afetadas estão Vidais, União das Freguesias de Caldas da Rainha – Nossa Senhora do Pópulo, Coto e São Gregório, Salir de Matos, A-dos-Francos, Landal e União das Freguesias de Tornada e Salir do Porto.

“O fornecimento de energia continua instável em vários pontos do território”, admitiu a autarquia.

No que diz respeito ao abastecimento de água, os Serviços Municipalizados de Água e Saneamento garantem que já existe abastecimento de água em todo o concelho, embora ainda se verifiquem situações pontuais de água turva em alguns locais. Em Bairradas/Porto Moinho, na freguesia do Landal, há instabilidade no fornecimento de água devido às oscilações de energia elétrica.

Apoio social

“Todas as situações de vulnerabilidade social identificadas, até ao momento, já foram resolvidas, incluindo o realojamento temporário de cidadãos em situação de risco”, assegurou a Câmara. Duas pessoas foram para casa de familiares, por não terem condições de habitabilidade.

O Município das Caldas da Rainha reforçou as medidas de apoio às famílias e cidadãos em situação de maior vulnerabilidade.

Neste sentido, através da sua Unidade de Desenvolvimento Social, e em colaboração com as entidades de intervenção social que se encontram no terreno (que integram parte da Rede Social das Caldas da Rainha), o Município disponibilizou apoio em carências de primeira necessidade, nomeadamente, alimentação, vestuário, higiene pessoal e outros apoios essenciais (avaliados caso a caso).

Foi feito um apelo à colaboração de toda a comunidade para a identificação de situações de isolamento, fragilidade ou carência, em particular junto de idosos, solicitando que quaisquer situações sinalizadas sejam comunicadas à Unidade de Desenvolvimento Social, tais como manifestações de interesse de particulares e entidades que desejam apoiar os serviços em regime de voluntariado.

Plano de Emergência ao quarto dia

Na tarde do passado sábado a Câmara anunciou a ativação do Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil na sequência da Situação de Calamidade declarada pelo Governo.

A medida, com efeitos retroativos às 00h00 do dia 28 de janeiro, foi tomada três dias após a tempestade, mais tarde do que outros concelhos. Segundo o presidente da Câmara,Vitor Marques, esta medida “visa garantir a coordenação máxima entre todas as entidades de socorro e segurança, para uma resposta mais rápida na reposição da normalidade e no apoio às populações afetadas”.

Aos munícipes que sofreram danos em habitações, empresas ou infraestruturas, ou que detetem situações de perigo na sua zona, a Câmara solicitou que “mantenham a calma e garantam a sua segurança, e reportem a situação diretamente à sua junta de freguesia”, um vez que estas “estão em contacto direto com o Serviço Municipal de Proteção Civil através de uma plataforma digital, em tempo real, para o levantamento urgente de prejuízos”.

“O Serviço Municipal de Proteção Civil tem realizado um relatório diário da situação do concelho, com registo de todas as necessidades e ocorrências junto do Comando Sub-regional da Proteção Civil para reposição da normalidade. Esta articulação é fundamental para que o levantamento seja rigoroso e os apoios previstos na lei possam chegar a quem deles necessita o mais rapidamente possível”, explicou.

O Município transmitiu que as ocorrências devem ser reportadas diretamente às entidades competentes, de acordo com a situação em causa, para uma maior rapidez na resposta.

Para além dos Bombeiros, PSP e GNR, os contactos devem ser feitos, vincou a Câmara, de acordo com o tema a reportar: Cortes de eletricidade ou avarias técnicas (E-Redes: 800 506 506 | 913 846 398), interrupções no abastecimento de água (Serviços Municipalizados de Água e Saneamento: 262 240 002), queda de árvores, edifícios em risco ou outras situações de perigo iminente (Serviço Municipal de Proteção Civil: 969 111 490) e pedidos de apoio social (Unidade de Desenvolvimento Social – Serviço de Atendimento e Acompanhamento Social: 262 240 015 | 927 503 142).

Apelou ainda à colaboração com as autoridades e a que sejam evitadas deslocações desnecessárias em zonas com árvores ou estruturas instáveis.

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