A iniciativa reuniu representantes de várias instituições de ensino superior, numa comitiva liderada pelo presidente da APSDES, Bruno Almeida, e pela presidente da Fundação do Desporto, Susana Feitor. O objetivo passou por dar a conhecer o modelo de gestão e financiamento do CAR de Badminton e promover a partilha de boas práticas no desenvolvimento do desporto universitário em Portugal.
A comitiva foi recebida pelo presidente da Federação Portuguesa de Badminton, Duarte Gil Anjo, pelo diretor técnico nacional, Jorge Cação, e pela diretora técnica do Ginásio CAR, Telma Luís, reforçando o diálogo e a cooperação entre o alto rendimento e o ensino superior.
Em declarações ao JORNAL DAS CALDAS, Bruno Almeida explicou que a APSDES “é uma associação nacional que congrega os serviços desportivos de todas as instituições de ensino superior”. Na visita estiveram cerca de 20 membros “do norte ao sul do país”. Segundo o responsável, a associação promove anualmente um fórum dedicado a temas estratégicos do setor. “Este ano o foco é a transformação do desporto universitário, as novas tendências e modelos. Somos todos profissionais da gestão do desporto e da atividade física e, sempre que possível, aproveitamos estes encontros para conhecer centros de alto rendimento próximos, perceber os seus modelos de gestão e aprender com eles”, referiu.
O presidente da APSDES sublinhou ainda a importância da articulação entre o ensino superior e o alto rendimento, lembrando que muitas instituições têm atletas de alto nível. “É importante perceber como funcionam estes centros, até porque nós promovemos a atividade física nas instituições de ensino superior e lidamos diariamente com o desporto universitário”, afirmou.
Quebra da atividade física no ensino superior
Bruno Almeida alertou também para o decréscimo significativo da prática de atividade física após a entrada no ensino superior. “Até ao 12.º ano a atividade física é obrigatória, mas quando os estudantes chegam à universidade muitos deixam de praticar. Há uma mudança grande no estilo de vida, uma vez que mudam de cidade, de hábitos, de alimentação e isso reflete-se numa quebra acentuada da atividade física”, explicou.
Nesse sentido, destacou o papel dos serviços desportivos universitários na criação de condições para contrariar essa tendência. “Estamos a criar infraestruturas, como salas de musculação, aulas de pilates, yoga e outras modalidades, para que estudantes, docentes e funcionários façam alguma atividade física regular. O nosso objetivo é que não haja uma quebra tão grande nesta fase da vida”, acrescentou.
Sobre o CAR de Badminton das Caldas da Rainha, Bruno Almeida não poupou elogios. “Este centro é fantástico, é um centro de excelência. Como país, temos de nos orgulhar de ter instalações com este nível, que é praticamente de topo mundial”, declarou.
O dirigente destacou ainda a atual abertura do centro à comunidade. “Há uma nova forma de gestão, muito mais aberta, e isso é fundamental. A abertura à sociedade e ao conhecimento é muito importante. Fico muito satisfeito por ver que temos em Portugal um centro desta qualidade. É algo de que nos podemos orgulhar”, concluiu.










