CENFIM celebra 41.º aniversário com obras de requalificação

22 de Janeiro de 2026

O 41.º aniversário do CENFIM – Centro de Formação Profissional da Indústria Metalúrgica e Metalomecânica foi assinalado em Peniche, no dia 15 de janeiro, juntando às comemorações a inauguração das obras de requalificação do núcleo local, que representaram um investimento de cerca de 500 mil euros.

A intervenção foi financiada pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), através do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), e permitiu dotar o edifício de melhores condições. A cerimónia contou com a presença de entidades locais, empresas, antigos e atuais formadores, bem como de todos os membros do Conselho de Administração do CENFIM e diretores dos 14 núcleos existentes a nível nacional.

Segundo Vítor Lapa, diretor dos núcleos de Caldas da Rainha e de Peniche, as obras eram “muito necessárias” para dignificar um espaço que não reunia condições adequadas. A requalificação traduziu-se no aumento da capacidade formativa, com a criação de mais dois espaços de formação, uma sala multimédia, um laboratório de prototipagem e impressão 3D, refeitório e sala de convívio, bem como a separação dos acessos às salas e oficinas. Foram ainda implementadas melhorias ao nível da climatização e renovação do ar, aumentando o conforto térmico e a salubridade das instalações.

Vítor Lapa esclareceu que a impressora 3D instalada no núcleo de Peniche não pertence ao CENFIM, tratando-se de um projeto no âmbito da economia circular. Segundo o responsável, o projeto foi proposto por um casal sueco, no âmbito de um investimento europeu. Sublinhou ainda a importância do equipamento para os formandos, destacando a área da prototipagem e do fabrico aditivo como complemento à metalomecânica e à automação. “É uma tecnologia que reduz desperdícios e permite desenvolver projetos de maior dimensão”, adiantou.

No âmbito do PRR, o CENFIM beneficiou de um investimento global de cerca de 12 milhões de euros, distribuído pelos vários núcleos, sobretudo em equipamentos.

Entre as apostas para o futuro, Vítor Lapa destacou a consolidação da formação de jovens de nível 4 (equivalente ao 12.º ano), o reforço da oferta de cursos de nível 5 (especialização tecnológica), o estreitamento da ligação às empresas e o desenvolvimento da área da prototipagem e fabrico aditivo, considerada complementar às tecnologias tradicionais da metalomecânica.

O diretor sublinhou ainda a elevada taxa de empregabilidade dos formandos, que ronda os 100%, salientando que o curso de Técnico de Manutenção Industrial tem registado uma forte procura por parte das empresas, por se tratar de uma formação polivalente nas áreas da mecânica, eletricidade e automação. Atualmente, o núcleo de Peniche conta com cerca de 50 alunos.

Vítor Lapa manifestou também satisfação com o apoio demonstrado pela atual autarquia de Peniche, afirmando que nunca sentiu tanto apoio de algum executivo como atualmente, considerando que existe uma maior abertura para a cooperação institucional. Para o diretor, esta mudança poderá ser determinante para reforçar a ligação do CENFIM ao tecido empresarial local e regional.

O responsável destacou que o CENFIM é o maior centro de formação profissional do país, com núcleos de norte a sul, e salientou a presença dos diretores de quase todos os núcleos na cerimónia, o que, segundo ele, demonstra “a união e a visibilidade” do projeto.

“Assim, há 41 anos que formamos pessoas, desenvolvemos competências e contribuímos ativamente para a inovação e competitividade da indústria metalúrgica e metalomecânica em Portugal”, afirmou Vitor Lapa.

 

Empregabilidade e expansão nacional

 

O presidente do Conselho de Administração, José Pedro Machado, recordou que, ao longo de 40 anos, passaram pelo CENFIM quase 400 mil formandos, num total de quase sete milhões de horas de formação. “Estes números traduzem-se em mais de 90% de empregabilidade. Ou seja, a grande maioria dos formandos encontra rapidamente emprego, reforçando a competitividade das empresas e o desenvolvimento dos territórios”, revelou.

Destacou também o crescimento do CENFIM, que hoje está presente em todo o país com 14 núcleos, e agradeceu o trabalho desenvolvido pelos diretores e equipas de cada unidade. José Pedro Machado aproveitou ainda para cumprimentar o diretor dos núcleos de Caldas da Rainha e Peniche, Vítor Lapa, pelos “10 anos ao serviço do CENFIM, destacando o seu papel na modernização e na melhoria das condições das instalações desde agosto de 2014. “O seu trabalho tem sido determinante para reforçar a qualidade da formação e a ligação ao tecido empresarial local e regional”, referiu.

A importância do CENFIM no contexto internacional foi vincada, lembrando a presença em países como Moçambique, Angola e Cabo Verde, onde a experiência acumulada ao longo de quatro décadas tem sido partilhada com parceiros e instituições locais.

A vice-presidente da Câmara de Peniche, Cristina Leitão, transmitiu a mensagem do presidente da autarquia, que não pôde estar presente, e destacou a importância do CENFIM para o concelho. “A formação profissional funciona como uma chave para a competitividade”, afirmou, lembrando que os desafios das empresas mudaram e que a Câmara tem apostado em atrair investimento e apoiar a fixação de empresas no território. Cristina Leitão garantiu ainda “toda a disponibilidade para dialogar e apoiar as empresas”, reforçando que o Mmunicípio está “sempre ao lado do CENFIM”, reconhecendo o papel fundamental da instituição no desenvolvimento local e na vida de muitas pessoas em Peniche.

Na cerimónia de inauguração das instalações do CENFIM foi prestada uma homenagem póstuma ao formador Rui Garcez, figura marcante na vida do Núcleo e do CENFIM. Foi descerrada uma placa que atribui o seu nome à oficina do centro.

Foi também inaugurada a primeira itinerância da exposição de fotografia resultante do Concurso Foto Indústria CENFIM 2025, promovido no âmbito das comemorações do 40.º aniversário do CENFIM. A mostra está patente na Central Elétrica – Centro Cívico Intergeracional Professor Rogério Cação até 22 de fevereiro.

Intitulada “Retrato da industrialização e Indústria contemporânea em Portugal”, a exposição propõe um olhar técnico, humano e histórico sobre a evolução e as tendências tecnológicas da indústria no país. Através de uma seleção de imagens do concurso, a iniciativa destaca não só a inovação e a técnica, mas também a dimensão humana e a memória histórica do setor.

O concurso foi lançado a formandos, formadores, colaboradores e entidades parceiras do CENFIM, com o objetivo de captar a indústria portuguesa de forma criativa e contemporânea.

A mostra esteve primeiro no Centro Cultural e de Congressos das Caldas da Rainha e depois de Peniche irá passar por outras localidades onde existem núcleos do CENFIM, levando este testemunho visual a todo o país.

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