O candidato do Livre ouviu preocupações de locais, vendedores e até de imigrantes, lembrando que espera “ajudar a criar um Portugal em que caibam todas as pessoas, incluindo as que chegam de fora”. Na volta pela Praça da Fruta, Jorge Pinto escutou problemas relacionados com a produção e controlo de produtos hortícolas, a má gestão da saúde, a segurança social, a reforma e a ameaça à democracia.
Ao falar com um local sobre a cultura caldense, o candidato brincou ainda: “Eu sou de Amarante e a ligação entre a minha cidade e as Caldas é o formato da vossa louça, só que o nosso é em bolo, pelo menos é comestível”.
Na mesma manhã, também passava pela Praça da Fruta João Cotrim de Figueiredo, com quem Jorge Pinto fez questão de se cruzar. Do encontro cordial surgiu uma aposta entre os candidatos que, se cumprida, resultará num almoço em Amarante (a aposta de que o candidato da Iniciativa Liberal iria estar de volta à liderança do partido no prazo de menos de dois anos, o que Cotrim rejeitou).
Em declarações aos jornalistas, o deputado do Livre, fez “um balanço muito bom” dos primeiros dias de campanha, afirmando ter ouvido “várias declarações de voto” entre os caldenses. Ao ser questionado se o apelo ao voto útil não seria o seu grande inimigo, Jorge Pinto declarou que o seu “único inimigo é o ataque à República e à Constituição da República Portuguesa”, defendendo que “o verdadeiro voto útil é que cada um de nós possa votar em quem quer a representar a República”.
Ainda na mesma manhã, João Cotrim de Figueiredo disse, perante os jornalistas, que “Jorge Pinto tem muitas ideias, mas nem todas fazem sentido”. O candidato do Livre respondeu ao ataque afirmando que também não concorda com muitas ideias de Cotrim de Figueiredo, considerando mesmo que “algumas são más para o país” e rematou a dizer que “ser reconhecido pelas ideias era algo que já fazia muita falta na nossa política”, facto que o “orgulha muito”.
Quando se abordaram temas de saúde, Jorge Pinto lembrou que a maior prioridade da sua presidência será a “defesa do Serviço Nacional de Saúde”, pois acredita ser “a grande conquista de abril” e que “está a ser ameaçada”. Em relação à falta de médicos de família, o candidato mostrou-se ciente de que é “um grande problema” na região Oeste e também prometeu, como Presidente da República, reunir-se semanalmente com o Primeiro-Ministro e fazer com que a construção do Hospital do Oeste “finalmente se cumpra”.
A próxima paragem de Jorge Pinto nesse dia foi Leiria, seguida de Santarém e por fim Almada, onde teve um jantar-comício com a presença de Rui Tavares, presidente do Livre.










