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Presidente da Câmara das Caldas destaca a modernização digital dos serviços da Câmara

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Em 2023 haverá um investimento grande na marca Caldas da Rainha com uma “aposta forte no Hospital Termal e no Termalismo de forma a ir à fonte da identidade caldense”.
Vitor Marques deseja um ano cheio de felicidade e que Caldas da Rainha seja o sítio para a viverem!

Em 2023 haverá um investimento grande na marca Caldas da Rainha com uma “aposta forte no Hospital Termal e no Termalismo de forma a ir à fonte da identidade caldense”.

JORNAL DAS CALDAS – Há pouco mais de um ano, Vítor Marques deixava a presidência da maior freguesia das Caldas para tomar o lugar de presidente da Câmara. O cargo está a corresponder às suas expectativas?

Vitor Marques – Essa foi uma decisão muito ponderada, ciente da responsabilidade e exigência que envolvia, tendo como princípio um movimento independente, composto por um grupo de pessoas envolvidas na vida e dinâmica do concelho, que partilhavam desígnios e preocupações, e sobretudo uma grande vontade de fazer. Considero que o cargo, rodeado de uma equipa coesa e competente, motivada, está completamente a corresponder às expectativas, trabalhando diariamente para superá-las, na verdade.

J.C.  – Quais foram as principais surpresas, a maior deceção e a maior alegria?

V.M. – Pela minha experiência política anterior, e também como cidadão, não considero que tenha havido surpresas. Houve sim, um grande aprofundamento e planeamento concreto, dos assuntos e dossiers da Câmara, para implementação da nossa estratégia. Sabemos que na ação governativa podem existir constrangimentos, mais ou menos inesperados, mas não há espaço para deceção, pelo contrário. Continuamos, como sempre, com um grande ânimo, que nos move no trabalho em prol do Concelho e dos que aqui vivem.

J.C. – Uma das suas primeiras medidas era olhar para dentro e arrumar a casa. Está a concretizar as mudanças que pretendia levar a cabo?

V.M. – Sim, sem dúvida. É uma medida significativa para o funcionamento dos serviços que nos competem e para os munícipes, na sua relação com a Câmara. É uma mudança que exige tempo e investimento, está a acontecer de uma forma estruturada, com grande planeamento, que trará resultados sólidos e visíveis para todos.

J.C. – Desde que entrou em funções o que é que já mudou no funcionamento da câmara?

V.M. – Aconteceram mudanças a diversos níveis. Começo por destacar a avaliação feita, com o envolvimento dos serviços da Câmara, das necessidades de modernização digital, fundamental para uma maior fiabilidade, celeridade e transparência dos procedimentos que competem à Câmara, procedimento já em curso. Quanto aos recursos humanos, procuramos incentivar uma contratação que cumpra as necessidades dos serviços, maior qualificação e formação contínua. Estamos também muito empenhados na reorganização orgânica da Câmara.

Ao nível da transparência, mantendo a nossa posição inicial, procuramos envolver todos os partidos, nos processos de tomada de decisão, mesmo os que nas últimas eleições não conseguiram representação nos órgãos autárquicos.

Depois, as reuniões das freguesias, porque mesmo existindo já uma boa relação de proximidade, sentimos necessidade de ir mais longe, o que nos fez adotar uma dinâmica descentralizada, levando-nos às diferentes sedes de freguesia do concelho para as habituais reuniões de trabalho, estabelecendo assim um maior diálogo. 

E por fim, procuramos conjugar políticas de várias áreas, como a cultura, a saúde, o ambiente, a educação, a juventude, procurando também, de um modo geral, melhorar a relação do Município com a sociedade civil, facilitando vias de diálogo e capacidade de resposta.

J.C. – O facto do Vamos Mudar ser um movimento independente, sem ligação a um partido político está a dificultar mais a governação do município? 

V.M. – Não. Os movimentos independentes assumem-se cada vez mais como parte integrante do processo democrático, acredito que trabalhamos todos para o bem comum, o que vai muito além dos partidos e das suas ligações. Os movimentos independentes, em função do exercício eleitoral democrático, garantem condições de governabilidade válidas e não dificuldades.

J.C. – Aguarda-se que 2023 seja um ano muito difícil. Depende dos efeitos da guerra, depende de a inflação começar a descer ou não crescer, depende da resolução dos problemas da energia e do custo da energia. Qual a sua análise para o ano novo?

V.M. – Sem dúvida que se sentem já constrangimentos de carácter macroeconómico, como a inflação crescente e o aumento dos custos energéticos, com impactos reais na vida das pessoas. O cenário económico é preocupante, situação que conhecemos bem de um passado recente, agora agravado pela guerra e por outras condicionantes, como a pandemia, que nos tocou a todos de muitas formas, uma realidade inédita, que nos colocou, e continua a colocar, grandes desafios, fazendo-nos olhar com as devidas reservas para 2023.

As questões económicas e sociais são foco da nossa ação governativa, de forma continuada, para construção de um concelho mais coeso e mais preparado, competindo-nos acompanhar atentamente a evolução desses cenários e dos seus impactos, para encontrar respostas que se ajustem à realidade, olhando de forma muito séria para as dificuldades que se sentem já e para as que se adivinham, de uma forma integrada, no plano político nacional e local.

Perante os tempos de incerteza que vivemos e, sabendo que ação do Estado é fundamental para minimizar e ultrapassar os impactos negativos que esta situação possa trazer para a vida da população, é também nesses momentos que muitas vezes descobrimos uma resiliência e esperança que fazem parte de todos nós, e é também sob esse prisma que devemos olhar para 2023.

J.C. – Num cenário económico mais negativo em 2023, já tem algumas medidas pensadas para ajudar a população e empresas das Caldas da Rainha?

V.M. – De facto, sentido já a necessidade de reforçar os Serviços Sociais, que funcionam agora num espaço exterior ao Município, mais adequado ao atendimento sensível que exige, estamos em processo de contratualização de quadros técnicos. Em janeiro de 2023, teremos a transferência de competências para o Município, do Serviço de Atendimento e Acompanhamento Social e do Rendimento Social de Inserção, garantindo esta integração e coordenação municipal direta, uma melhor e mais célere resposta, às questões sociais.

Continuaremos a trabalhar ativamente com as muitas instituições sociais do Concelho, para acompanhamento e benefício da população, sobretudo no que se refere às camadas mais carenciadas e, perante um cenário mais negativo, estamos prontos para ajustar medidas de apoio concreto e direto de acordo com a evolução económica de 2023.

Quanto às empresas, podem esperar de nós um acompanhamento de grande proximidade, a todos os níveis, desde o pequeno, ao médio, ao grande, porque todos são importantes e contribuem positivamente para a nossa economia. Estamos muito empenhados na captação de financiamento que toque diretamente o tecido empresarial, assim como no estabelecimento de parcerias e conjugação de esforços com entidades regionais e nacionais, para aumentar a sustentabilidade financeira e ambiental, das empresas

J.C. – Quais são as marcas fortes do Orçamento para 2023?

V.M. – De uma maneira muito simplista diria que a marca forte do Orçamento Municipal para 2023 é o investimento. Estamos numa fase de crescimento de competências dos municípios, da educação à ação social passando pela saúde e cultura, enfrentando desafios novos e tendo de criar as condições para isso mesmo. O investimento nos recursos da própria Câmara Municipal em quantidade e qualidade, promovendo o aumento de números de lugar do quadro venham complementar áreas chave, como por exemplo o ambiente, e um continuo investimento na formação dos colaboradores e na melhoria de condições de trabalho. O investimento forte na marca Caldas da Rainha com uma aposta forte no Hospital Termal e no Termalismo de forma a ir à fonte da identidade caldense.

J.C. – Sempre afirmou que o novo hospital do Oeste deve ser construído no concelho. O que vai fazer para que isso seja uma realidade?

Sempre defendemos publicamente, Caldas como localização ideal para a construção do novo Hospital, por motivos que vão além das questões geográficas. Acreditamos que Caldas consegue dar respostas relacionadas com o acesso e equidade, mobilidade dos recursos humanos, autossuficiência regional, ordenamento do território, entre outras. Por tudo isso, vamos manter todas as vias de diálogo para demonstrar essas razões, fundamentando-as junto dos poderes de decisão, como temos feito até agora.

J.C. – Daqui a 4 anos como é que espera ver Caldas da Rainha?

V.M. – Espero ver um concelho no qual se sintam as mudanças estruturais que estamos a implementar, a nível económico, social e cultural, com perceção clara dos passos sólidos que temos vindo a dar, com espaço para o diálogo e participação.

J.C. – O seu horizonte como presidente da Câmara são os 12 anos, ou seja, os três mandatos?

V.M. – Para já o horizonte são os 8 anos como presidente de Câmara. Após esta primeira experiência concluo que para poder completar o meu ciclo precisarei desses 8 anos, como já afirmei. Esta é a visão que tenho neste momento.

J.C. – O que deseja para Caldas da Rainha em 2023?

V.M. – Que continue a melhorar a qualidade de vida dos caldenses fazendo o caminho de devolver à nossa cidade a centralidade que deve ter.

J.C. – Mensagem de Feliz Ano Novo aos caldenses?

V.M. – Que possam ter um ano cheio de felicidade e que Caldas da Rainha seja o sítio para a viverem!

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