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Vendedores da Praça da Fruta tentam resistir a aumentar preços perante subida dos custos

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Os preços dos bens alimentares não param de subir. O aumento do custo das matérias-primas, da energia e dos combustíveis, a juntar à seca vivida ao longo deste ano, que torna mais cara a água utilizada nas plantações, tornam inevitável em certos casos que legumes e frutos, por exemplo, custem um euro mais do que há três anos. Nas últimas semanas os vendedores da Praça da Fruta, nas Caldas da Rainha, tentam não aumentar os preços, mas boa parte aponta ser impossível.

Os preços dos bens alimentares não param de subir. O aumento do custo das matérias-primas, da energia e dos combustíveis, a juntar à seca vivida ao longo deste ano, que torna mais cara a água utilizada nas plantações, tornam inevitável em certos casos que legumes e frutos, por exemplo, custem um euro mais do que há três anos. Nas últimas semanas os vendedores da Praça da Fruta, nas Caldas da Rainha, tentam não aumentar os preços, mas boa parte aponta ser impossível.

Os preços subiram e o dinheiro não chega para tudo. Os clientes da Praça da Fruta estão a reduzir as compras. “Tenho de trazer mais dinheiro na carteira para poder pagar e às vezes não se consegue. Faço as compras daquilo que é mais necessário para comer. Nada de extravagâncias”, disse Teresa Rodrigues.

“Há coisas essenciais que temos de comprar mas faço menos compras, porque está tudo muito caro. Já dispenso certa fruta que é não é de primeira necessidade. Tem que se reduzir muito porque tenho uma reforma baixíssima”, declarou Filomena Tavares.

Os produtores e vendedores de frutas e legumes fazem contas à vida e chegam à conclusão que têm de aumentar os preços. “Nós tentamos manter os preços mas chega-se a uma altura que não se consegue”, relatou a vendedora Lídia Marques, que fez notar que “os produtos agrícolas não se criam sozinhos no campo e temos de pagar ao pessoal para apanhar os produtos”. “Por isso é que muita gente desiste da agricultura”, desabafou.

“Por enquanto não tenho aumentado nada, porque as coisas são minhas. Os preços são os do ano passado e mesmo assim as pessoas queixam-se. Prefiro não aumentar para conseguir ter algumas vendas. Mas vamos ver se consigo aguentar assim, porque já sentia necessidade de aumentar, uma vez que tudo aumentou”, afirmou Vítor Costa.

“As pessoas queixam-se e compram menos. Tentamos ganhar menos para ver se as pessoas têm capacidade de comprar. Correm a praça toda para ver onde encontram mais barato, mas temos de ganhar alguma coisinha senão também não dá”, descreveu Helena Santos.

São os legumes que apresentam maiores subidas de valores. As verduras dependem da água e em tempo de seca sobem os custos, que se veem refletidos nos preços dos produtos.

Mas a fruta também está mais cara. Na Praça da Fruta há bens alimentares cujo preço aumentou dez cêntimos, outros até cinquenta cêntimos, mas também há relatos de certos artigos custarem mais de um euro do montante que era pedido há três anos. Um panorama que quer vendedores quer clientes não acreditam que vá melhorar.

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